sábado, 29 de janeiro de 2011

Birthday Wish List I

Eu sei que é só no final de Fevereiro, mas não custa nada começar já a pensar nela:

Pandora #1 - "Charms Feeling Groovy"

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

big words.

(...) Porque as nossas palavras podem carregar o mundo ás costas,
mas para os outros, serem apenas ocas e vazias.

domingo, 23 de janeiro de 2011

19:55

fim do poço.

Talvez um dia acordes e te apercebas que nunca me amaste realmente. Que apenas te iludiste por toda esta experiência, pela diferença, porque também nunca conheceste ninguém como eu. Talvez acordes e sintas que nada disto é amor, mas também não saberás explicar o que é. Será como uma onda sobre o teu corpo, mas como todas as outras, ela tanto vem como vai. E tu não te importas, porque foi bom, e sabes que tudo o que é bom acaba. Depressa ou devagar. E aceitas isso. Mas desconheces que as marcas ficam na água, não na pele... E por isso ficaram em mim e não em ti. Porque esqueces, porque banalizas mais tarde, e eu recordo, recordo com todas as forças que tenho e com todas as que terei por cada dia da minha vida.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

a motivação.

Sinto um vazio quando não estás. Quando partes para longe e me deixas cá, sozinho, de coração saudoso nas mãos e o meu mundo parece cair. Corrói, do interior para o exterior, apodrecendo, desfazendo-se em granulado tamanha é a sua tristeza. Eu já nem me lembro de mim quando tu não existias na minha vida... E pergunto-me tantas vezes: Será que a tinha? Será que saberia realmente o que era viver antes de acordar todos os dias e imaginar o sorriso maravilhoso que tens? Eu antes simplesmente acordava. Vestia-me bem porque ás vezes sentia que a única coisa que tinha era a imagem, e tudo o que conseguia com ela. Eu não mostrava, nunca, aquilo que era por dentro. Do que era feito, independentemente se fosse de ferro ou manteiga. Eu caminhava com certezas dos meus passos, mas sem uma motivação real para isso. Sentia-me um ser no mundo. E agora, contigo, sinto que o mundo é o meu ser. Porque me mostraste a grandiosidade das coisas, o quão fantásticas e bonitas podem ser se soubermos prestar atenção. Em como a simplicidade pode conter mil surpresas e nos apaixonarmos realmente por ela. Mostraste-me que há mais para além do amor à carne, a um corpo nos nossos braços. Em como aceitar um corpo de alguém como parte do nosso. Como dois num só, e amar isso até caírem lágrimas de gratidão. E é por isso que dói quando vais, mesmo que por instantes, e eu fico à espera sentado no banco. Já não me importa se não sei viver sem ti, porque na verdade não quero nunca mais saber o que isso é. Viver sem acordar de manhã e saber que verei mais uma vez - e sem me cansar - esse sorriso maravilhoso...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Golden Globe Awards

Estes Globos de Ouro foram uma desilusão. Como é que o Toy Story 3 ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme de Animação? O Despicable Me é umas cinco mil vezes melhor! E a Cher para a Melhor Musica Original, estavam mesmo a falar a sério? E como é que não foi o Hugh Laurie a ganhar o Melhor Actor de Série Drama? E para finalizar, como é que é possível a Alice in Wonderland não ter ganho uma única nomeação? Mas enfim, isto é só a minha humilde revolta e descontentamento...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

coração em excesso.

Eu serei sempre a bruxa má no teu conto-de-fadas. A pessoa malévola que te destrói os planos que julgas perfeitos. Ás vezes penso que eu tenho a mente e tu o coração. Mas não é assim, é apenas o que aparenta. No fundo, talvez até tenha mais coração que tu - porque o tenho por mim e por ti - porque embora o irresponsável, incoerente e indecente que és, entreguei-te este coração à muito tempo. Quem sabe ainda nem tivéssemos nascido, e já estava destinada a ti e a essa tua falta de mente. Como um casamento arranjado pelo destino, pelos astros, por tudo e por nada - porque de mim tens tudo e eu de ti não tenho nada. Só os insultos quando te tento proteger, só os agoiros quando te tento impedir loucuras que julgas sãs. Gostava que soubesses, que compreendesses que por vezes o coração também se cansa, cansa-se de fazer de mãe, de amparar os teus devaneios e servir de encosto quando tudo se desmonta e ficas com peças soltas entre os dedos. E eu mais uma vez pego nelas, uma por uma, e mostro-te o que fazer, como as juntar, com toda a mente e coração. E tu nunca agradeces, nunca me abraças, nunca voltas a olhar para mim até a próxima queda...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

primeira camada de terra.

Agora já estou mais calma. Já não preciso dos meus comprimidos, porque também já não penso tanto em ti. Foi mais a altura do choque, do empurrão súbito para o mundo cruel que por vezes nos surpreende. Já sorrio com mais facilidade novamente, já fala sobre os namorados das minhas amigas com elas sem me lembrar de ti - sem me martirizar por ver o sorriso deliciado delas e perceber que eu já não tenho mais essa sensação no peito. Ainda custa, por vezes, como é óbvio. Não tivemos uma relação a curto prazo, tinha as suas turbulências, mas foi longa e saudável. É mais à noite que me ocupas o pensamento. Quando estou sozinha, deitada sobre a maldita cama que em tempos partilhámos. Apetece-me queima-la tantas vezes, sabias? Não é que te tenha ódio, talvez um dia te perdoe e até quem sabe esqueça este ardor interno. Mas ainda é cedo, faz pouco mais de uma semana, a tinta ainda está demasiado húmida e se lá meto a mão, borro a pintura toda - e eu não quero cair em desespero outra vez. Tive que aceitar que o teu silêncio é agora o meu sossego, e que ele significa com todas as certezas que não voltas nunca mais. Eu não te aceitaria de volta. Por mais que me custasse, porque tu, ainda que não to tivesse pedido, também não me quiseste novamente. Deixaste-me no cais, logo no dia em que íamos fazer a maior viagem das nossas vidas. Parecias pronto para me mostrar tudo aquilo que amavas, que defendias, que acreditavas... E eu faria o mesmo contigo, sempre, e quem sabe, como não voltarei a fazer com mais ninguém. (...)

58.

57.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

não tardes.

Hoje falta-me a inspiração. Faltam-me as boas maneiras. O palavreado adequado. O sorriso que melhor me fica. Hoje esqueci-me que cores combinam com cor-de-rosa. Como se anda de saltos altos. Que botão mete a máquina da roupa a trabalhar. Mas hoje esqueci-me essencialmente da razão porque estou aqui. Neste palácio digno de conto-de-fadas para onde me trouxeste. Juraste-me tudo isto, e realmente cumpriste. Mas esqueceste-te de um pequeno pormenor que para mim, era mais do que essencial - a tua presença. Poderias oferecer-me a lua, que não olharia para ela decentemente sem ti do meu lado. Podes ter a mãe mais amorosa do mundo e eu agradecer tantas vezes a deus por nos facilitar tanto a vida, mas ela, ainda que seja grande parte de ti, não ocupa jamais o teu lugar. Nada me compensa a tua ausência. As jóias, o carro que me deste pelo aniversário, os meus adorados livros... Nada. Nem o pequeno pardal que me canta à janela todos os dias substitui o leve e maravilhoso som da tua respiração enquanto dormes, da agua a escorrer-te pelo corpo no banho que tomas logo pela manhã ou o barulho estridente do teu beijo na minha bochecha. Regressa hoje cedo e, por favor, não partas nunca mais.

lullaby.

Ás vezes tenho medo de te encontrar na rua. De ter que te falar e não saber o que dizer. Nem que cara fazer, onde meter as mãos, se te digo apenas algo ocasional ou te abrace com toda a força do mundo, como me apetece tantas vezes fazer. Chorar no teu ombro e rezar para que tudo fique bem de uma vez por todas. Hoje vi um filme daqueles um pouco antigos. Um casal ia divorciar-se, e foi preciso ela recuar vinte anos da sua vida, para se apaixonar por ele outra vez e perceber que não o poderia perder. Será assim connosco? Estaremos os dois, daqui a vinte anos a enlouquecer por não termos continuado juntos? O amor é um autêntico buraco sem fundo, ou te manténs à beira e vais espreitando lá para dentro ou cais e nunca mais sentes o chão debaixo dos pés. Será que caímos nesse buraco negro? E o chão, quando é que chega...?

domingo, 9 de janeiro de 2011

sales sales #3

Ontem fui ao CascaisShopping ás compras logo de manhã. Comprei um verniz da H&M, uma camisola e mais duas tshirts. Ainda queria muito uma mala e uma carteira nova, mas eu sou tão esquisita que ando ás voltas e ainda não vi nenhuma pela qual me apaixonasse realmente. Para além disso, não sei do que foi mas estou adoentada e fiz também uma pequena lesão ao fundo das costas à 4 dias por isso ando a pomadas e compressas. Que fim-de-semana bonito, han!

sábado, 8 de janeiro de 2011

do amor ao fruto que não se colhe.

Se à dois dias atrás me tivessem ditado o futuro, eu teria rido. Se me dissessem que eu estaria só, mais só que uma flor perdida no areal de um deserto, eu teria rido à gargalhada. Eu não podia ser mais feliz: tenho uns pais que me apoiam, poucos mas bons amigos, saúde para dar e vender, e mais importante que tudo, o homem da minha vida do meu lado - e estávamos melhor que nunca. Todas as relações têm problemas, todas as relações têm altos e baixos. Há que ceder, há que aprender, há que crescer e deixar o outro fazê-lo também, ao seu próprio ritmo, apoiando-o e moldando-nos ao mesmo tempo... e assim sim, a relação evolui graciosamente e naturalmente. Nós íamos a festas de família juntos, de férias de Verão e passamos pela primeira vez o dia de Natal juntos, e julgava-o eu, o mais feliz de sempre até hoje porque supostamente seria o primeiro de muitos mais. Ele era a base de tudo. Fazíamos planos, tantos planos para o nosso futuro brilhante juntos... Eu sempre fui uma rapariga um pouco insegura, e por isso precisava muito da atenção de quem estivesse comigo, mas eu também contribuía, com toda a fidelidade, amizade, amor, surpresas e força necessárias. Eu cuidava de ti quando estavas doente e tu dizias-me sempre cheio de carinho «se não fosses tu, quem cuidaria de mim?» e o meu coração enchia-se, como uma onda leve e fresca do oceano. Eu daria a minha vida por ti, e meteria as mãos no fogo pêlo nosso amor. Amor. «Amor?» perguntei-te, como quem pergunta aquilo que julga ter certezas. E ainda não sei se deveria ter estado calada e apreciado o silêncio do momento. Não teria ouvido aquilo que disseste. Não teria ficado sem ti - ou quem sabe até sim, se estivesses tão certo das tuas ideias que ainda agora não entendo. Afinal queimei-me nesse fogo, e doeu muito. E não me ri, como me teria rido à dois dias atrás se alguém me tivesse dito que isto iria acontecer. Que te iria perder. Que perderia logo a pessoa que mais amo. Chorei antes as lágrimas mais dolorosas da minha vida, porque afinal o que me aconchegava o leito simplesmente desapareceu. Em segundos. Sem motivos aparentes. E eu estava que nem flor no deserto. O teu sorriso desvaneceu para sempre. Não me deste o direito a um ultimo abraço, a um ultimo conforto, a uma ultima estadia no sítio onde me sentia mais eu, mais amada, mais segura - os teus braços. Simplesmente foste, e levas-te contigo o meu coração, a arrastar no chão como se nem o conhecesses. Porque o que agora tenho cá dentro é fraco e nem de coração merece ser chamado, são sim pequenos restos de pó das memórias e fragmentos da saudade triste do teu beijo que nem pude saborear com modos, porque nunca julguei existir um ultimo.
Deveria ser proibido sofrer por amor,
inês

18:18

Project "The Girl Effect"


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

a imprevisibilidade do amor.

Mais uma vez me apercebi do quão imprevisíveis são as pessoas e os seus sentimentos. E é curioso, a rapidez com que tudo se altera e de um momento para o outro, tudo murcha. São infinitas as coisas que fazem um amor evoluir, e pode ser apenas uma, a fazê-lo desaparecer. Deixando apenas um leve rasto de fumo negro, com as partículas do desespero, das dúvidas, da tristeza profunda e muitas vezes, da injustiça. Podemos ser felizes durante horas, e bastar apenas um minuto para metermos tudo em causa, e inseguros, decidirmos desistir. Não deixando hipótese ao outro - aquele com quem partilhávamos esses mesmos sentimentos - de lutar ou de se aperceber sequer da reviravolta que lhe caiu mesmo à frente dos olhos. É muitas vezes triste, mas pelos vistos, muitas vezes é assim. E é quando se ouve e se vê historias destas acontecerem do inesperado, que o nosso coração transborda de compaixão pelos afectados e nos metemos realmente na sua pele. E se dói, só por sentirmos aquele ardor da angústia ao aproximarmo-nos, quanto mais se lá estivéssemos dentro a ver o seu coração a corroer. Tudo porque ontem eram as pessoas mais felizes do mundo, e hoje choram porque, sem razões aparentes, alguém lhes acenou, sem breves justificações ou despedidas decentes.

à Inês, por toda a força e coragem.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sales sales #2

2º dia de Saldos, duas da tarde, desloquei-me até ao Loures Shopping desta vez. Vou lá muito raramente, só em época de saldos, porque ainda que tenha poucas lojas, acho sempre que encontro lá uma peça única, que não encontro em mais loja nenhuma. Mas desta vez, desilusão. Comprei essa "peça-chave", um blazer azul muito escuro com pêlo na gola que ainda não tinha visto nenhum igual àquele. E comprei umas calças, pretas, normalíssimas. Mais nada. A Zara estava o pandemónio, entrei e saí. Nem tinha muita gente, como é habitual, mas estava tão desarrumada que até dava dó. A H&M pequeníssima e sem preços de saldos decentes, a Mango que tanto queria ir lá porque tenho uma mesmo ao pé da minha escola e achei que tinha coisas giras - nem vê-la, etc etc. Comprei também uma t-shirt que achei amorosa, no outlet da Zara ao pé da minha escola (isto de estudar numa zona comercial tem as suas vantagens). Amanhã à tarde ou sexta talvez volte a espreitar, só para ver como estão as coisas.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Le peace

sondagem. II

Para começar, bom ano! E agora eis os resultados da sondagem intitulada "Que mais gostas que publique?" da qual 32 pessoas responderam: quotidiano 21% (7 pessoas), moda/eventos 9% (3 pessoas), música/fotografia 34% (11 pessoas), amor/pensamentos 78% (25 pessoas), textos vários 37% (12 pessoas). Este inquérito foi uma forma de eu entender o que vos trás por cá, o que mais gostam e assim o blog vir sempre a melhorar, por mim e por vocês. Obrigada a todos os que participaram, espero corresponder às vossas expectativas.
a autora
MafaldaM.