sábado, 25 de fevereiro de 2012

faltas-me.

Eu esperei por algo teu o tempo todo. Esperei até ao ultimo segundo, aguentei até ao ultimo instante a esperança de que tu te lembrarias de mim. Mas não aconteceu. Eu não precisava que mais ninguém se tivesse lembrado que dia era hoje, se tu te tivesses lembrado. Porque era a tua mensagem que eu mais ansiei o dia todo. A fome de saber o quão sou ainda na tua vida, se o simples facto de haver um dia no ano que comemora a minha existência, seria relevante para ti. Mas não foi.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

22:23

da liberdade ao...

A liberdade deve ser a maior dádiva de todas. Que a aproveite quem a tem. Que a viva, a sinta, usufrua dela como nunca. A vida é tão pequenina para deixarmos de fazer tanta coisa por causa de alguém. Claro que grande parte de uma relação é ceder, mas conjuguem as duas partes. Não sigam marés que não retornam. Temos que crescer e evoluir com a pessoa que amamos, juntos. Não separados, não um mais que outro. Formem um ritmo vosso, perfeito. Amadureçam e vivam experiencias, não se chateiem por o outro querer fazer o que lhe faz feliz mesmo que não seja do vosso maior agrado. Claro que há limites - mas apreciem o que lhe faz bem, porque no fim do dia, o que importa é o sabor doce de fazermos alguém especial feliz. E isso, consequentemente, quando lhe virmos o sorriso, fazer-nos-á também a nós felizes.
Eu sempre acreditei nisto, e, ainda que maioria das vezes não seja isto que acontece na minha vida, eu nunca desisto. O nosso barco é do tamanho que nós queremos, só haverá água a mais lá dentro se assim o aceitarmos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"o meu primeiro amor"

Há características dos primeiros amores que nunca se perdem. Não sei ao certo porquê, se o simples facto de ser o "primeiro" seja um patamar que aguente todo este peso de química e cumplicidade que o tempo não quebra. E é isto uma das grandes coisas que me apaixona no amor. É a sua imortalidade. É a capacidade do ser humano ter de se apaixonar de novo, fazer a sua vida e ser feliz, mas quando se reencontra com o seu amor mais antigo, há um quente entre seres que nunca arrefece. Eu acredito realmente nisto e na sua beleza. Há tão poucas coisas no mundo imortais, que devemos enriquecer a mais infinita delas. Não há grandeza de palavras que suporte o amor, o tema mais infindável e perfeito do mundo. Eu tento acompanha-lo, escrever sobre o melhor dele - seja isso tristezas ou a maior das felicidades. Porque por mais que magoe, por mais que doa e nos arranque as entranhas, há sempre algo de tão quente nele, tão maduro e educativo... Porque infeliz não é o que sofre por amor, mas sim aquele que nunca teve o privilégio de sofrer por ele.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

o mundo, um apelo.

Sabem... O problema não é defendermos aquilo em que acreditamos, mas sim quando defendemos algo baseado em opiniões e não em factos comprovados. Eu posso achar errado alguma coisa, como a violência nos animais, mas não deve ser por eu ver uma imagem na internet que me diz que certo sítio do corpo é menos ou mais nociva à dor, que eu vou acreditar. Tenho de me informar, por mim, com certezas. E é daí também que surge o problema de quando nos preocupamos com coisas que, não deixam de ser importantes, mas secundárias face às catástrofes que por aí andam. Claro que qualquer coisa é importante se acreditarmos nelas, mas não nos podemos focar de tal forma em algo que esquecemos tudo o resto. Catástrofe sim é a fome no mundo, são os números horríveis que há de mortes por dia, são as guerras, a miséria. Isto são problemas, problemas que cada um de nós os devia sentir e contribuir para o seu melhoramento. Acreditar que um dia, por mais longe que seja, tudo vai acabar e fomos nós que contribuímos para isso. Depois há a fundamental questão de que só se salva as pequenas coisas se salvaguardarmos o meio em que elas habitam. E aqui refiro-me ao ambiente. Refiro-me a fazerem a reciclagem, a procurarem a diminuição da emissão de poluição, a procura por energias renováveis para as vossas vidas. Porque vocês podem utilizar a internet para falar do canil que tem x cães para abate, mas se não cuidarem do planeta em que esses x cães vivem, e vocês, então qualquer dia não há um nem outro. Por isso é que eu acho que não devemos deixar de nos preocupar com nada, dar importância a tudo, mas nunca esquecer o mais nocivo. Que é o planeta e a fome. E era nisto que queria que muita gente pensasse um pouco. Pelo menos na minha vida, surgiu de repente um crescente número de pessoas que se preocupa excessivamente com o bem-estar dos animais. Gente que passou a ser vegetariano, a defender os direitos dos animais, a fazer apelos aos animais abandonados e juro que não acho isso mal. Tanto que eu também o faço (o apelo aos animais abandonados)! Mas como é que podem achar isso a coisa mais importante do mundo, quando está perante nós as alterações climáticas e fomos NÓS quem contribuiu para isso? Como é que podemos pensar noutras coisas quando já não temos outono e primavera como quando eramos crianças? Quando começa haver secas horríveis que nos tira a comida dos supermercados, quando já não há chuva? Com o buraco do ozono a crescer e nós continuamos a pagar balúrdios para tirar a carta de condução para podermos poluir ainda mais, continuamos sem fazer reciclagem e começamos a poupar na conta da eletricidade por estarmos em crise e não por sabermos que estamos a fazer mal ao mundo em que vivemos? E isto faz-me mesmo muita confusão. Mas sinceramente não tenho coragem para o dizer a quem devia, e a solução acabou por ser dizer aqui, na esperança de que alguém tivesse a mesma opinião que eu. O problema não é salvarmos os bichinhos, façam-no por amor de deus! Mas olhem a vossa volta, ao mundo onde vai viver esse bichinho que tanto defendem e digam-me se não há um caso bem mais urgente a tratar. Outra coisa que me amassa a alma é a falta de preocupação em geral que as pessoas têm quanto à fome no mundo. Parece que assumimos que isso é um facto e pronto, vai haver sempre. Mas se em vez de estarem a espalhar fotos de problemas menores fossem as compras para o Banco Alimentar ou para uma qualquer instituição que envie comida para Africa ou a Asia, faziam mil vezes melhor. Eu faço o que posso, porque meus amigos, o nível de pobreza extrema em Portugal está a crescer de uma forma que ninguém imagina... Pensem só um bocadinho nisto, obrigada.