quinta-feira, 23 de abril de 2009

Parceria.

Foste um gole de agua fresca na secura do meu dia. Haverá algo melhor que um abraço de saudade? Ai, e tantas que tinha tuas. Passaste-me de rompante á frente e nem me viste (desconfio que por motivos dos meus óculos de sol novos), e o meu coração sorriu. Segui-te ansiosa até entrares no pavilhão, e ao ver essa carinha marota olhar para mim só gritei o teu nome e abracei-te com a intensidade própria da saudade. Sei que vais para outra escola e isso é um furo neste coração a que também pertences. Largar-te finalmente e ver esses olhos castanhos esverdeados enormes aguados e a ficarem vermelhinhos do choro foi uma sensação única. Fazes-te de forte e parvo muitas vezes, como é normal na nossa idade, mas comigo é(s) diferente. Há cumplicidade e confiança, eu acredito realmente nisto. Recebi mil avisos sobre ti quando entras-te na porta da sala de aula pela primeira vez em Setembro, tenho amigos que não gostam de ti e que esperavam o mesmo de mim. Mas não foi assim, porque me deixas-te a vontade para termos uma amizade de sorrisos e amuos, piadas e lágrimas. "estás aqui, para ser feliz."

e cheira-me que saudade continuará a ser o sentimento principal dos próximos tempos...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

(untouched) - música.

«(...) agora és a única coisa que faz sentido para mim
Eu não ligo ao que eles dizem ou pensam, pois és o único que está no meu pensamento.
Eu nunca vou deixar que tu me deixes,
Eu vou tentar parar o tempo para sempre !
Nunca te quero ter de te ouvir dizeres-me adeus (...)
E eu quero-te tanto que não consigo resistir
Não é suficiente dizer que sinto a tua falta (...)
Preciso tanto de ti de alguma forma, eu não te consigo esquecer
Fiquei louca desde o momento em que te conheci.
Ver-te, respirar-te, eu quero ser-te.
Tu podes ter tempo para viver a tua vida da maneira que quiseres
Não tenhas medo de ver através da solidão (...)
Não penses no que é certo ou errado, pois no fim será apenas tu e eu
E ninguém estará aqui para responder a todas as perguntas que deixamos para trás.
Tu e eu fomos feitos um para o outro.
Então, mesmo que o mundo desabe hoje
Eu ainda estarei aqui para te levantar
E eu nunca te vou decepcionar (...)»

terça-feira, 21 de abril de 2009

pontapé.


(...)
- Ai sim? então quanto é que achas que vales para mim?
- Uns 0,5 praí.
- Na escala de quanto?
- De 0 a 100.
- Já valeste 100...
(...)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

posições de vida.

De olhos arregalados gritei por socorro. Que aquele senhor desconheçido que por um acaso passou a meu lado e me olhou de esgueira, a mim e ao rapaz ao meu lado, percebesse o meu desconforto explicito no profundo dos meus olhos castanhos. Mas não, o meu pânico era abundante mas não foi suficiente picante para fazer os olhos verteram rios de lágrimas incomodadas. Por isso mantive-me, de passo curto com aquela alma penada ao meu lado. Fantasma de olhos escuros sem expressão, coração transparente e pele a esbranquiçar. Conhecera-o em tempos perdidos na infância, e agora reencontrara-o. Já não era o mesmo, mas eu também não. Tornei-me alta e esguia, medrosa e insegura; ao contrario de nossas infâncias em que eu era o líder do grupinho de tanta coragem e valentia pulsante nas veias. Agora sentia-me traída e enganada, por mim e pelo mundo. Sonhara demais por este ser ao meu lado, mais que por qualquer morto-vivo neste mundo melancolico e sombrio. Quero fugir e deixar de me ver ao espelho, são muitos os sentimentos fracos para um interior tão velho e exterior tão jovem.

"- do que conheço dele, acredita que ele sofre bastante com esta sua decisão. Ainda mais ele, que sofre excessivamente e em silêncio..."

domingo, 19 de abril de 2009

sábado, 18 de abril de 2009

(não venhas outra vez) - música.

«(...) Já não sou capaz de acreditar.
Eu lembro-me do teu olhar, lembro-me de te amar!
Não quero relembrar as promessas já feitas.
Como olhar para trás se reviver o amor é morrer? (...)
Já não há as palavras que tu sabes bem que preciso de ouvir.
Já não há a esperança de recomeçar. Se queres fugir... não venhas outra vez dizer que me queres bem (...)
E como fui capaz de dizer "acredito"?
Vou-me lembrar mesmo assim do amor que sinto em mim, sabendo que este amor foi p'ra sempre desfeito. (...)
Olhar para ti, quando sei que só me resta sofrer... sofrer!»

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dia 6 - ardor interno.

"(...) Porque este movimento in/temporário de instabilidade? Perguntas, perguntas. Porque duvidas se ele tanto necessita de maturidade! (...) Ai amargo arrependimento. Modificou tanto, finalizou um tudo e somente trouxe falsa liberdade, expectativas estranhas e colheres de magua."