domingo, 14 de junho de 2009

desafios

Este desafio foi-me proposto pelo «me conte sua História» e «crazy» e destaca-se pelas seguintes regras: escolher cinco situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta; e passar o desafio a 12 blogs.
FiveMoments: os melhores meses, um certo momento da passagem de ano, as 1ªs vezes no sitio do costume, a noite, as escapadinhas ás escondidas.


Este selinho foi-me oferecido pela Mara, e tem como exigências citar o nome de cinco pessoas muito especiais para mim, pedir um desejo e passar o prémio a dez blogs que ache 'um amor'. EspecialPeople: as minhas duas melhores amigas (e fico-me por aqui, precauções). E o meu maior desejo - de agora - é estabilidade.

Passo-o aos blogs: Desire, como uma apóstrofe, love is a four letter word, Mãos no fogo, Melodias do coração, Nuvem de sonhos, pensamentos rascunhados, "Por mais que seja o desespero, nenhuma ausência é mais funda que a tua", Retalhos, o sabor dos sentidos da vida, untitled, ...apenasmomentos, Me conte sua historia, essa boneca tem manual, Lugar magenta, Rosa caida Agora escolham o que vos agrada mais.

- missing

i don't want any other man, only you.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

detalhes da tua ausência IV

"Os corações do _ são feios"
Ando em maré de obras cá por casa, o que requer empacotar tralhas e tirar teias de aranhas do passado, do que escondemos para não lembrar mas também não tivemos coragem de mandar fora. Percorri infância e actualidade. Ou para ti, devo dizer infância continua. Já que para ti não cresci? Vi coisas que já não me lembrava. Afinal esconder até faz efeito. mas ao tocar em cada uma delas a historia desta vem-me a tona do ouvido e recordo cada pormenor. Mas por ti, vasculhei gavetas até encontrar uma folha cor de rosa, que não via a bons meses.
"Não esquecer: - não ser sarcástica - não falar sobre assuntos íntimos - confiar cem por cento nele - ele gosta de ti" "Não prestas, és uma merda, cresce!"
Juro por tudo, se a minha palavra ainda tiver valor, que isto é verdade. Tinha noção da existência da folha, mas não tanto das palavras agrestes que escrevi para as decorar e não voltar a errar contigo. Lamento as teorias das discussões serem boas para a manutenção de uma relação, a mim, foram sempre o caos.
Mandei a folha fora. Ainda pensei em guarda-la na minha caixa cheia de papel que guardo para recordação. Mas prefiro só as boas em relação a ti, não as tenho a muito tempo.
Mais tarde encontrei cadernos da escola, ano passado, de conversas. Com a tua letra. Este guardei. Trás-me á memoria coisas boas de ti.
"Coisas para fazer hoje: Gozar com o _ ; sexo visual ; reclamar com o fecho do _ ; bater no _ ; guinchar por ter batido no _ ; comer uma salada ; fazer cara de parva de 5 em 5 segundos ; ler a sms."

quarta-feira, 10 de junho de 2009

(silêncio e tanta gente) - música.

«Às vezes é no meio do silencio que descubro o amor em teu olhar (...)
Às vezes é no meio de tanta gente, que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito, ou sou uma pedra de um lugar onde não estou.
Às vezes sou o tempo que tarda em passar
e aquilo em que ninguém quer acreditar!
Às vezes sou também um sim alegre ou um triste não...
E troco a minha vida por um dia de ilusão (...)
Às vezes é no meio do silencio que descubro afinal p'ra onde vou
E este grito, esta pedra são a historia daquilo que eu sou. (...)»

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Level two.

e hoje fizemos um mês de segredo. de crime cometido, de ilegalidade transbordante de pecado. gostei mais um pouco de ti e descobri mais um pouco de ti. mau, como sempre é de esperar. estou a bater com a cabeça na parede. a teimosia devia matar, e o amor também. não de desgosto, carnal mesmo. como tiro certeiro, fundo, forte, no peito. morre-se logo, não doía mais.
soube o esforço (ou falta dele) que tens para a minha presença destacável na tua boca. onde eu a meto, antes, tiveram lá muitas outras. provavelmente, até deves sair de uma para ires ter com a outra preferida - eu - acho. se merecer tal honra, haver uma predilecta. para além da oficial, que burra serve de prostituta para ti. não sei qual de nós as duas o é mais. ao menos ela não sabe o que lhe abala o coração, não te conhece, meu desgraçado. tens sorte. eu conheço, bem. queria ser ingénua também. sou a mais idiota. abençoam-lhe a ignorância. trás-lhe a felicidade, a mim a sabedoria só trás se fechar os olhos. sentada no teu colo ou debaixo de ti. é irónico. sempre repugnei gente como tu. e o auge da realidade, é que me apaixonei pelo manda-chuva dessa gente.

domingo, 7 de junho de 2009

detalhes da tua ausência III

És boneco de pano mudo. Um tiro certeiro no escuro sem fundo. Preferes dar aconchegos a palavras cruéis e finges silêncio temporário. Um dia perdido na historia fantasiosamente real, conheci-te. Tu, como realmente és. Um príncipe incapaz de magoar vez que fosse. Julguei-me princesa violeta de meu príncipe, até nos últimos parágrafos das ultimas folhas dos últimos capítulos do ultimo livro ter percebido que somos a nu dois sapos em fase de ascensão a qualquer coisa que ainda desconhecemos. Posso estar-me a tornar-me lixo a teus olhos, posso até merecer a dor que muitas vezes sinto, posso ter vontade de te telefonar só para te mandar para um certo sitio. Já não te amo. Decertezas. Mas saber que enquanto eu me remexo na cama com falta de sono, tu dormes. E nada de mal te pode acontecer. E não há melhor sensação do que essa. Que estás seguro.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

letters. II

Querido mar,
ainda não me trouxeste o meu amor. Ele ainda navega e embate nas tuas rochas e portos perdidos. Porto seguro é só o meu, queria que o percebesse, um dia. Tenho saudades - no mais puro sentido da expressão - e preciso de bebe-la com a sede que se tem por agua salgada após dias sem H2O. Ontem o telefone tocou, após semanas de angustia de esquecimento total. Disse-me o imenso que lhe faria falta numa noite destas, o meu coração usado e pisado bombeou ardor de novo. Estou a cair encosta abaixo, sem alma penosa ou tu mar, para me amparar a queda. Mas na onda de irresponsabilidade com que me molhas-te, agora só quero saber do meu amor e no dia em que ele vai regressar em força, de novo. Está a voar alto demais, na imensidão do teu companheiro céu. Dei-lhe asas, porque a esperança não morre nunca, e ainda acredito que mo trarás e ele me levará nas suas asas ao auge do céu.
Com todo o amor,
Mafalda