quinta-feira, 18 de junho de 2009

letters. III

Querido mar,
hoje escrevo-te de coração nas mãos. Está a bombear tão bem, tão carinhosamente cheio. Obrigada. Meu amor chegou-me inteiro e com saudades do meu sabor. Ficamos de olho em ti, na tua reserva natural que acolheu Adão e Eva. E tu, não lhe tires o salgado de cima, os olhos dele ainda cobiçam sereias adjacentes e imortalizam a deusa, sabes, aquela melhor que eu. Mas não importa, desde que ele fique mais tempo no areal do que mergulhado em ti eu já choro de alegria.
Visitar-te-ei pessoalmente em breve, só o meu mar me cura a paralisia que os meus pés queimados agora carregam. Não me ralhes, por gostar comete-se loucuras. É tão bom amar leve.
sempre tua admiradora,
Mafalda

(vocês sabem lá!) - música.

«Vocês sabem lá, a saudade de alguém que está perto
é mais, é pior do que a sede que dá no deserto.
É chama que a vida ateia sem dó na alma da gente, ao sentir que vive só.
Vocês sabem lá que tormento é viver sem esperança
e ter coração, coração que não dorme nem cansa.
Não há maior dor, nem viver mais cruel que sentir o amargo do fel (...)»

terça-feira, 16 de junho de 2009

Merecer.

é um continuo movimento de rotação. como bola de neve, que escorrega encosta abaixo. se o salto for bom, a sucessão de neve que se agarra ao floco inicial é bom, se for mau, não merece, toda a neve acumulada será mortífera. por ter errado de inicio. e se realmente se ansiar por positivismo, terá de haver uma taxa a pagar, alta, para o ter. não recebes sem dar algo em troca. que se sente no cadeirão real o sovina e o fona. há vários tracejados nas folhas de pagamento. para se merecer, tem de se fazer por isso, mas o primórdio da lista é errado. pelo menos, moralmente e pessoalmente é.
ser boa pessoa e uma cabeça no lugar perdeu importância. agora as faculdades educativas são o manda-chuva das regalias. então, aceito. que venha a inteligência que pelos vistos só existe com empenho estudantil. o resto pode falhar, não é? afinal é secundário. quando o pânico chover, digam-me se afinal merecia ou não oxigénio apenas com um risco no caderno.
a maturidade intelectual vem escrita num manual escolar, foram precisos mais de uma década de vida para perceber isso. perdoem-me os entendidos na materia esta minha burrice, então.

sabes...

... quando o óbvio parecer o mais certo, perceberás que se inicia um cúmulo de complexibilidade.

domingo, 14 de junho de 2009

desafios

Este desafio foi-me proposto pelo «me conte sua História» e «crazy» e destaca-se pelas seguintes regras: escolher cinco situações na tua vida que mereciam ser repetidas em câmara-lenta; e passar o desafio a 12 blogs.
FiveMoments: os melhores meses, um certo momento da passagem de ano, as 1ªs vezes no sitio do costume, a noite, as escapadinhas ás escondidas.


Este selinho foi-me oferecido pela Mara, e tem como exigências citar o nome de cinco pessoas muito especiais para mim, pedir um desejo e passar o prémio a dez blogs que ache 'um amor'. EspecialPeople: as minhas duas melhores amigas (e fico-me por aqui, precauções). E o meu maior desejo - de agora - é estabilidade.

Passo-o aos blogs: Desire, como uma apóstrofe, love is a four letter word, Mãos no fogo, Melodias do coração, Nuvem de sonhos, pensamentos rascunhados, "Por mais que seja o desespero, nenhuma ausência é mais funda que a tua", Retalhos, o sabor dos sentidos da vida, untitled, ...apenasmomentos, Me conte sua historia, essa boneca tem manual, Lugar magenta, Rosa caida Agora escolham o que vos agrada mais.

- missing

i don't want any other man, only you.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

detalhes da tua ausência IV

"Os corações do _ são feios"
Ando em maré de obras cá por casa, o que requer empacotar tralhas e tirar teias de aranhas do passado, do que escondemos para não lembrar mas também não tivemos coragem de mandar fora. Percorri infância e actualidade. Ou para ti, devo dizer infância continua. Já que para ti não cresci? Vi coisas que já não me lembrava. Afinal esconder até faz efeito. mas ao tocar em cada uma delas a historia desta vem-me a tona do ouvido e recordo cada pormenor. Mas por ti, vasculhei gavetas até encontrar uma folha cor de rosa, que não via a bons meses.
"Não esquecer: - não ser sarcástica - não falar sobre assuntos íntimos - confiar cem por cento nele - ele gosta de ti" "Não prestas, és uma merda, cresce!"
Juro por tudo, se a minha palavra ainda tiver valor, que isto é verdade. Tinha noção da existência da folha, mas não tanto das palavras agrestes que escrevi para as decorar e não voltar a errar contigo. Lamento as teorias das discussões serem boas para a manutenção de uma relação, a mim, foram sempre o caos.
Mandei a folha fora. Ainda pensei em guarda-la na minha caixa cheia de papel que guardo para recordação. Mas prefiro só as boas em relação a ti, não as tenho a muito tempo.
Mais tarde encontrei cadernos da escola, ano passado, de conversas. Com a tua letra. Este guardei. Trás-me á memoria coisas boas de ti.
"Coisas para fazer hoje: Gozar com o _ ; sexo visual ; reclamar com o fecho do _ ; bater no _ ; guinchar por ter batido no _ ; comer uma salada ; fazer cara de parva de 5 em 5 segundos ; ler a sms."