
uma só palavra: perfeito.
Muitas montanhas posso ter destruído, ricos secado, flores pisado e trapos cortado. Posso ter perdido a fé. Posso ter mandado ao ar palavrões, falar de forma desdenhosa, posso até ter voltado a saber o que é adorar alguém. Posso ter mudado, ter-te desenhado mais de mil vezes de forma diferente e trocar as cores que sempre conheci e por isso ter errado. Até pode ter havido constantemente a voz segredando de "tu nunca alcançarás" ao meu ouvido, posso ter desistido ou não. Não ter auxiliado a mim mesma e a tua pessoa nos obstáculos novos, e se fiz, ter falhado. Podes ter mentido, maltratar-me, humilhar-me, pisar-me, derrotar-me e estragado o meu presente. Dificultas-te muito as coisas, escreves-te demasiadas linhas para uma composição tão pequena e acessível ao vocabulário comum, esvazias-te um copo de agua, mandando fora o resto que poderia ter-te matado a sede agora. Mas foi tudo amor, e quem não fraqueja e enlouquece por sofrimento do coração... eu sempre soube que eras diferente, que «o teu barquinho remava contra a maré».
Querido mar,
é um continuo movimento de rotação. como bola de neve, que escorrega encosta abaixo. se o salto for bom, a sucessão de neve que se agarra ao floco inicial é bom, se for mau, não merece, toda a neve acumulada será mortífera. por ter errado de inicio. e se realmente se ansiar por positivismo, terá de haver uma taxa a pagar, alta, para o ter. não recebes sem dar algo em troca. que se sente no cadeirão real o sovina e o fona. há vários tracejados nas folhas de pagamento. para se merecer, tem de se fazer por isso, mas o primórdio da lista é errado. pelo menos, moralmente e pessoalmente é.