Só me queria despedir.(perdoam-me as lamechices)
"A Mafalda que eu conheci não desistia."
Pergunto-me, muitas vezes, qual será o nosso aspecto visto de fora. E agora pergunto-me também qual será o aspecto do teu sentimento, se será assim tão banal ou estranho, para me esconderes e brincares comigo tão traiçoeiramente. Não me digas que sentes a minha falta, e meia hora depois... já estás entretido. Eu não queria voltar a pensar em desistir. Sê o meu andar e não a pedra no sapato.
É um exercício difícil este... o de conjugar o que nós gostamos/queremos com o que é melhor para nós. A começar pela confusão das palavras á mistura. Claro que há partida nós queremos o que é o melhor para nós. Mas o sentido não é esse. É mais a do género de, só para chatear, o que queremos ser o oposto do que é melhor para nós. Conto-vos o geral da historia, porque não tenho vergonha desta minha fraqueza... O que eu quero é acabar o secundário normalmente. Mas o melhor para mim é optar por um curso de especialização/profissional porque não só me puxaria mais pelo interesse pelos estudos como eu sei que não consigo acabar o secundário sem sair da escola aos 30 anos. Não queria voltar a chumbar, é mau demais. Então solução: Oh Mafalda vai lá para o curso de comunicação , markting e relações publicas que gostas! ... Mas então, vou optar por gosto ou porque me é mais fácil? Sinto que me estou a presentear com um atestado de estupidez e incapacidade enorme. Mas, talvez, eu não seja realmente capaz. E começar tudo de novo? Voltar ao décimo? E o que está para trás, de que me serviu? Demorei mais passei. Foram anos perdidos... Mas se continuar aqui, serão mais ainda. Anos de vida perdidos porque eu não consigo ter motivação para fazer aquilo de que não gosto. Chamem-me de mimada.
Conversas destas só me fazem bem. Só me fazem sentir admirada, compreendida e longe de constantes olhares atentos de uma queda minha para comentar e avaliar. Falamos sobre culturas religiosamente transformadoras de mundos. Falamos, eu e o meu Rafa. E é tão empolgante o levar de temas chamados "adultos" por duas pessoas de acreditares mitologicamente diferentes que se fundem também no idêntico no sublinhar de desejos e opiniões. Com ele é bom falar. É natural - é essa a palavra certa. E melhor, só mesmo depois de horas a divagar na cruzada da partilha experiêncialista e vontades, ouvi-lo praguejando «se as pessoas soubessem que és assim...». É bom. É ver que no meio do buraco de cadáveres desafogados existe quem me veja para além das atitudes, das lágrimas sem sentido, da irresponsabilidade por vezes e extravagancia. Veja, no fundo, um ser humano um pouco crescidinho. Boa noite, gosto muito da nossa cumplicidade e da amizade misturada com a química.