Antes morrer contigo a ver-te matares-te assim sozinho.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
desvaneios.
Nunca antes aquelas unhas rosnaram na parede com tanto fugor, quanto mais tal olhar ter sido tão idêntico a um estalactite gélida. Era revolta, oh sim, tenebroso ódio a bolsar o seu vomito venenoso nas veias. Era ânsia de errar só para magoar. Vira sangue na alcatifa, forrara-a alias. Como se vermelho de cheiro a podre tivesse sido sempre a sua cor. Havia um rasto no chão, lama, suor, saliva, esperma, bolor. Gemeu, grunhiu até a garganta ser lixa e ficar afónica. Via vultos no tecto, cores, muitas cores a espetarem-lhe lanças no corpo rude. Feria. Regava-lhe o pouco medo. Tornando-o nulo, tornando-a louca.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
detalhes da tua ausência XII. - Nem tudo o vento leva
Ainda que sem efeito, ainda que uma canção muda e uma visão nula, repito novamente, sem efeitos ou indirectas: não consigo viver sem ti. Tenho um sentimento por ti daqueles do caralho. Amo-te como um verdadeiro amor, como um mestre, como um filho do peito, como um amigo de uma vida inteira. Passou um ano, hoje, dia vinte e um de Setembro, um ano que fugi. Mas escuta ainda assim, que ficar sem ti é perder parte de mim. Habituei-me a ti de uma maneira estúpida e decadente, ao ponto de ser fascinada por ti e pelo complicado que és. Ouve-me, admiro-te mais que qualquer ser. Odeio muita coisa em ti, choro quase todos os dias por ti, pela tua ausência e pela dor que me fazes sentir ao magoar-me tanto. Só que por ironia, nada disso tem valor perto do quanto sinto por ti - não por todo o bem que me fizeste - mas pelo que eu te fiz e faço, e também por aquilo que és. Não sei se é mais correcto dizer-te obrigada se pedir-te desculpa. Como tão certo sabes, fiz ambas e volta e meia caímos no mesmo buraco. Não tenho trunfos na manga, como te disse anteontem, só necessidade de que o saibas. Peço-te sempre que sejas feliz, e com isto esqueço-me o quanto te magoou. Repito: para mim és perfeito, e ver-te agir mal desilude-me tanto. No fundo, esqueço-me que não o és, que ninguém o é. Nem tão perto disso eu sou, como me afirmas tantas vezes. Lembro-me deste dia á um ano atrás como se fosse ontem. As coisas más nunca se esquecem, é verdade. Mas mais que as más, as mais fantásticas também não. Por isso o meu peito descansa a mente, pois sabem que nunca sairás do interior de nenhum deles.Nem tudo o vento leva. Ainda que o teu vento me leve a mim para longe perdida, tu serás sempre a folha preferida da minha árvore.
sábado, 19 de setembro de 2009
Prémios fresquinhos !
Passo-o então ao blog da minha Andy, da minha Mónica, da Ana, da Cê e da Marianinha. Sendo os meus três desejos neste preciso momento: conseguir conciliar as amizades de antes com os estudos, ter mais liberdade e engordar quatro quilos. (foram superficiais, os mais íntimos estão nos segredos dos deuses!)
Mais um selo oferecido pelo Crazy, e tenho de oferece-lo a seis blogs (ofereço a quem o quiser levar) e responder as quatro perguntas que se seguem:
Quem mais gostas de abraçar, no presente? he knows. Quem nunca abraçarias? à cadela da Cris. A quem davas tudo para abraçar? o Orlando Bloom, claro está. A quem davas o teu melhor abraço? a quem já não o quer.
Este prémio foi-me entregue pelo blog Zoo, e tem como regras oferece-lo a dez blogs. Ora, já que 10 blogs é muito pouco para a ideia geral do selo, ofereço-o a todos os meus estimados 57 seguidores, com maior destaque aos seguidores machos, já que decerto que este selo ficará giríssimo no vosso blog.
Muito agradeçida, MafaldaMacedo
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
letters. VIII
Querido mar,estou de corpo e alma entregues a ti. Esperançosa que me faças optar pelo certo desta vez. Há dias sonhei com esta minha antiga paixão, em plena luz da noite, após um olhar cúmplice trocado com um sabedor deste ilegal assunto. Contorci-me de vontade da sua presença ali. Naquele preciso e exacto minuto. Para que como dois rebeldes caçarmos um espaço inconsciente e sugestivo o suficiente para que ninguém nos visse satisfazer tais sentidos primitivos. As ondas adormecidas querem despertar e embater no rochedo de sempre. Quero guelras pregadas no meu pescoço para me refugiar no teu fundo, longe da agitação que causa a minha sede de agua doce neste extenso mar salgado.
quem sabe em perigo,
Mafalda
até um dia.
Foi uma partida veloz. Amargamente doce e docemente amarga. Sem palavras trágicas prenunciadas do coração para fora, só foi dito o essencial e ainda bem que assim foi. Mas agora que caminhe em direcção a mim a bonança desta tempestade, o meu campo de cultivo está violado e sedento de uma mão quente e pura. Não sou alma exigente, apenas danço já horas e longas horas de fio por uma nuvem clara no negro que se instalou em volta das minhas mãos trémulas. Sou mestre de certas dores, feitiçarias de refugio e amor certo. O arco foi arqueado e a seta, ainda que estranho pareça, bem apontada. Não rezo para que se repita, apenas tenho crença de que o ar preso na minha garganta seja retirado com doçura de uma outra lingua que não a que as minhas lágrimas de anos conheçem. tudo o que sentires, eu sentirei também diana.
guerra aberta.
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