sexta-feira, 9 de outubro de 2009

à Cris,

"É difícil falar de ti, dessa tua complexibilidade nata entranhada no fugor dos poros da pele. Mas não impossível, mas não muito difícil. Muitas são as coisas que me fascinam em ti, muitas são as que acarinho e me despertam uma necessidade de te proteger nos meus braços. És um cristalzinho no meio de uma caverna recheada deles, mas lembra-te sempre, que nenhum brilha mais que tu. Nenhum me apaixona tanto quanto tu. Por vezes corre-me nas veias medo de te perder, que ambas mudemos ao ponto de não nos conseguirmos dar, ou simplesmente interromper o processo de aumento do amor que os anos nos têm oferecido. E digo com certezas, que me perfurem os pulsos se mentir, que já não consigo viver sem ti. Ainda que por vezes mais longe uma da outra, ainda que as vezes as palavras sejam reduzidas e algo pareça murchar. Quero mais que tudo que sejamos sempre capazes de nos regar, que eu consiga meter esses olhinhos a brilharem como os meti em tempos e juntas os vimos mudar de cor. Que o resto das nossas vidas seja a rir e a gozarmos uma com a outra, e sempre sempre, um ombro disponível para chorar e escutar. Muitos parabéns meu amor, que a partir de hoje nenhum dia te seja escuro, mereces a luz mais feliz que a terra tem para dar. Amo-te."
da Mafalda

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

19:23

és. não foste, não serás. simplesmente és. és mais que um desejo, que um sonho. és uma realidade solida no meu leito. jamais aceites como elogio que te digam que és o sol do seu céu, quando és mais que grandioso para ser o próprio céu. e se é verdade que em pouco se diz muito, quero que sejas a segunda palma da minha mão. bem junta. como se tivesse sido sempre uma só.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

00:50

Relógio, tempo partido. Parado, rasgado. Porque é ao que me sabes. Nesta introdução metafórica da historia - a tempo parado. A tempo que se calou sem dar por tal, para meu beneficio, para nosso requintado prazer. São os teus dedos entrelaçados nos meus que lançam o relógio contra a parede e tudo (nos) sabe à ausência do amanha. Porque não há tempo que me tire este gosto por ti. Este irredutível amor pela tua imagem e recheio da pele. É um traço que traço em câmara lenta, com cheiro a vento e a cor é a do teu cabelo. São momentos em horas melódicas que para mim são segundos. Minutos. Minutos de um relógio quebrado por ti. Quanto tiras-te a corda ao meu relógio decrescente, quando o teu lábio preso nos meus dentes me jurou firme um amo-te.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

on/off


Sou grito escuro desenterrado do solo humido. Olhar enternecido á roleta que desde lançada ainda não parou. Sou século estremecido, doença terminal, pimenta na lingua. Sou vela pequena de pavio grande, sou o amargo do bolo mais doce. Pele velha que escama, sou caneta que só escreve quando a tinta falha.

domingo, 27 de setembro de 2009