É um exercício complexo. Simples à primeira vista, mas que mói depois. Quero que cada um de vos pense. Pensar é tão bom. Não há tempo limite para o decorrer do envolvimento nas vossas vidas. Tendo como ponto de partida drástico que se metam na pele de alguém que sabe que morrerá ainda hoje, com a vida que tens, toda a historia que tu tens. Não o quero pensado em geral, de cabeça fria. Quero os olhos fechados e o coração quente. E que te questiones, Morrias feliz? foram precisos segundos para chorar como á muito não chorava, e digo-o aqui a vós sem vergonhas. experimentem. chorar também faz bem.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
therapy
É um exercício complexo. Simples à primeira vista, mas que mói depois. Quero que cada um de vos pense. Pensar é tão bom. Não há tempo limite para o decorrer do envolvimento nas vossas vidas. Tendo como ponto de partida drástico que se metam na pele de alguém que sabe que morrerá ainda hoje, com a vida que tens, toda a historia que tu tens. Não o quero pensado em geral, de cabeça fria. Quero os olhos fechados e o coração quente. E que te questiones, Morrias feliz? foram precisos segundos para chorar como á muito não chorava, e digo-o aqui a vós sem vergonhas. experimentem. chorar também faz bem.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
pontas soltas.
Circulo triangular, que paira em esfera pontiaguda. Nua. Crua. Sua. Sangra malícias de trocados esquecidos em bolsos. Sujos. Escuros. Fundos. Rebolando em erva azul, sob o céu laranja de um mundo que cedo acaba. Só. Com pó. Igual a gruta dentro de caverna, espinhos caem das paredes. Picam. Furam. Magoam. Quebra-cabeças, puzzle a quem faltam peças. Sem solução. Enigma impossível. A matemática aqui não ajuda. Nem fogo posto em olhos encravados na madeira, nem cérebro que lateja graúdo, como cereal no lume. Algo foi perdido. Mudado. Magoado. Derrotado. Sem volta, promete-se ao vento. Aperta. Mata. Perfura. O peito que se viu nu. Trapos largados em chão, junto a latas sem rotulo. Também esquecidas, também amassadas. Perdoar. Perdoaria-se tudo. Mas não há regresso no cardápio. Lições aprendidas. Não das escolares, das vividas. Da lata sem conteúdo. Trapos sem peito.domingo, 8 de novembro de 2009
something about love
Ela meteu-lhe nas mãos nos bolsos. Roçou a bochecha rosada e um pouco saliente no casaco de flanela escuro, ao qual ela pacientemente retirava cada fio de cabelo seu ou sacudia por sacudir. Como pretexto para lhe bater levemente. Como brincando, como tanto gostava de fazer perto dele. Ele prendia-lhe o corpo a si, com as mãos no fundo das costas em arco puxava-a para ele com brusquidão e sorria sempre ao ver a expressão de ofensa forçada que ela fazia ou queixando-se de dores de costas. Gozando, como tanto gostava quando o assunto era ele. Depois sorria, apoiava o queixo no tronco agasalhado dele e sorria de brilho no olhar exigindo palavras de amor. Ele dizia-as, a custo, envergonhado, de cara vermelha, mas sempre sentidas. Amava-a mais que qualquer ser-humano no mundo. E ela sabia-o, mas gostava de o escutar, de o ler, de o ver citando tal palavra cobiçada por toda a mulher apaixonada. Ela volta e meia afastava-se dele, rodopiava sozinha, ria-se para o céu pouco aberto e andava sem modos, desajeitada, como uma criança em prado verde na Primavera. Ele ficava sempre de olhos postos nela, e se se afastava deixando-se levar pelos sonhos, segui-a. Sempre protector, sempre fiel companheiro. Quantas vezes tomaram banho juntos, só ela sabia o quanto lhe arrepiava a pele ele tocar-lhe no cabelo molhado. O quanto se abraçavam e acariciavam horas a fio debaixo de agua quente, as inúmeras vezes que ela no embaciado do espelho escreveu o seu nome entre corações, sempre infantil, sempre sua. De noite ele dormia na cama em que tantas vezes fizeram amor, sobre lençóis em que as lágrimas dela também já habitaram e ele limpava-as sem medos. Ela era uma força da natureza, a mais bonita do mundo, dizia-lhe. Dava-lhe tudo o que ele precisava, sem preconceitos, sem medo de errar, só de o perder.
da autoria de Margarida
onde andas?
Hoje imaginei na minha cabeça um mundo diferente. Situação tão provável como tu voltares para mim. És vulto nublado que paira no tecto do meu quarto de noite, enquanto choro como bebé que anseia o peito da mãe, eu suplico o teu colo. Esse que foi porto de abrigo quando o coração rasgava e era impossível não gritar. Eras um deus de carne e osso, de punhos fechados que ensinei abrir e afaguei o vazias que estavam. Os teus olhos queimavam a minha roupa, para mim eras invulgar, eras para conquistar sem limites. Agora és quem não conheço. Foi como ver o nosso sangue morrer, o corpo paralisar e o coração não bombear mais rigor e vivência. Decidis-te igualizar-te a este mundo que hoje imaginei diferente. Não sabes o quanto isso desilude, o quanto mata a esperança e a vontade de nunca desistir de ti. Imaginei este mundo diferente digno de ti. Provaste-me que afinal não. Que barco sábio do caminho certo, também pode remar para o errado. Pode dar a mão ao mundo cão, e esquecer flor que o olha a distancia, por um dia que mudou a vida de ambos. Seja farsa ou não mundo este que idealizei, os meus olhos serão sempre iguais aos teus. Um tremor de frio e calor. Mais fortes que um rio, mais fundos que o mar.
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