sexta-feira, 20 de novembro de 2009

trip trip

E anteontem a R e hoje o meu B fizeram-me um convite que só me adoçou o espírito. Ora estão perante a mais recente convidada especialíssima a voar até Lloret De Mar nos finais de Março apanhar inícios de Abril na viagem de finalistas deles e de outros amigos. Eu cá não sei como vai ser a minha vida até lá, e penso que até esteja em tempo de aulas nessas alturas. Mas senão for por isso, Espanha que espere aqui pela turista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

da autoria de Cecília Meireles "Retrato"

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

0:50

sê o embale da brisa matinal que me acorda manhã a manhã. porém mais tarde, dá-me o teu peito como almofada e deixa-me dormir em ti. Os meus dias só são dias se contarem com a tua presença, já que sem ti seria o breu da noite a guerrear com o fel das saudades humanas. Num leito ansioso em que algo ferve quente na união de nós os dois. De sabor achocolatado, da incognita e da cumplicidade. Que arrepia a pele como num outro dia me fez estremecer, por simples abraço, que me prova sistemáticamente que amar-te é tão bom.

reportagem «fifty people, one question»

onde gostavas de acordar amanhã?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

tiros.

Era abraçar-te no meu colo como se fosses meu filho. Era olhar-te com estes olhos a quem deste cor, sem parar, só amar e amar. Era ensaiar contigo coreografias de aprendizagem física, debates furtivos sobre nossos tenros pensares. Era um aglomerado de cores riscadas no meu sorriso, era saudades transpiradas de quando tudo corria bem e estava descansa nos segundos em que não sabia de ti. Agora é a agonia tresloucada de não saber teu estado e paradeiro. Saber se ainda respiras ou se inerte já cais-te no chão. Se arrastas os pés a andar, se consegues levantar as pernas sequer. Se hoje sorris-te ou te ris-te, se choras-te ou destruis-ter algo. ás vezes até, se sabes o que é alimento sequer. Tudo conta, tudo se resolve quiçá um dia destes. Não largues a merda da mão outra vez

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

não há ouro só no final do arco-íris.

Há resguardes que se julga intocáveis. Como gabardinas vermelhas vestidas à superfície terrestre, que esconde, esconde os podres de uma sociedade doente. Não sou revoltada aqui. Sou apologista da expressão. Quem cala não consente, é-lhe indiferente ou tem medo da dicção. Então subscrevo aqui que gritem potente a cada rio deste país, que apontem o dedo e se interessem. Que se ame a cultura adjacente e geral, que é preciso cosmopolitizar e dar vida às ondas em que adormecemos com o embale cada vez mais monótono.

domingo, 15 de novembro de 2009