domingo, 22 de novembro de 2009

que perfeito coração.

Que insana se torne o meu nome do meio, que nada me incomodará. Já que o que me torna louca é esta fixação por ti, é a culpa diabólica de te querer feliz. É o ardor da crueldade que por vezes vitaminas nas tuas palavras e as lanças a mim como flechas, e mesmo assim te admiro e me orgulho de ti. É a percepção lastimável de não conseguir prenunciar o teu nome sem de seguida chorar esta magoa guardada no peito, que bolsa em querer sair livre gritando ao vento que a esperança nunca morre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

vai-te deitar, ouvi dizer que...

«A noite é boa conselheira

trip trip

E anteontem a R e hoje o meu B fizeram-me um convite que só me adoçou o espírito. Ora estão perante a mais recente convidada especialíssima a voar até Lloret De Mar nos finais de Março apanhar inícios de Abril na viagem de finalistas deles e de outros amigos. Eu cá não sei como vai ser a minha vida até lá, e penso que até esteja em tempo de aulas nessas alturas. Mas senão for por isso, Espanha que espere aqui pela turista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

da autoria de Cecília Meireles "Retrato"

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

0:50

sê o embale da brisa matinal que me acorda manhã a manhã. porém mais tarde, dá-me o teu peito como almofada e deixa-me dormir em ti. Os meus dias só são dias se contarem com a tua presença, já que sem ti seria o breu da noite a guerrear com o fel das saudades humanas. Num leito ansioso em que algo ferve quente na união de nós os dois. De sabor achocolatado, da incognita e da cumplicidade. Que arrepia a pele como num outro dia me fez estremecer, por simples abraço, que me prova sistemáticamente que amar-te é tão bom.

reportagem «fifty people, one question»

onde gostavas de acordar amanhã?