«não escrevo para me lamentar nem para que me venhas buscar outra vez. não sei, é mais como um último desabafo... disseste que te pisei muito, que te mal tratei, que te magoei (compreendo isso tudo). o facto de teres sido a única faz de ti perfeita, diferente - ainda faz - quem é imperfeito aqui sou eu. as pessoas conseguem sê-lo para quem lhes é importante, tu foste. quero que vivas com isso. de que mesmo que eu morra, tu conseguiste fazer-me feliz. algo que nunca ninguém conseguiu. agradeço-te mesmo por isso. não digo que a culpa não é tua do estado em que estou, custa-me dizê-lo, mas és. se eu estou a morrer é porque ainda precisava de ti ao meu lado, da forma que te tinha. se não o consegui aceitar foi porque não era a altura certa de o fazer. mas não me arrependo de nada, de te ter amado e de ter sido teu namorado e teu amigo. não foste uma desilusão, apenas foste como todas as pessoas e não conseguiste ajudar-me nesta situação. mesmo que eu te tenha conseguido tirar desse pesadelo em que vivias... não foste capaz de fazer o mesmo. mas não é culpa tua, ninguém consegue. também sou muito especial. faço coisas que ninguém faz. amar-te é bom, ainda o é. mas tal como amamos as pessoas mais importantes também sofremos mais com elas. foste aquilo de mais valioso que eu tive, e és a minha queda. não te sintas mal por isso, alias, foi por isso que escrevi isto: para que saibas que se eu morrer, não morrerei com pena de mim. apenas vou morrer com pena de não te poder ver crescer. é só isso que te quero dizer. desculpa por tudo o que te fiz passar, desculpa por não ser forte e por não ter sido a pessoa que querias que fosse... não deixes que o que eu fiz por ti ir em vão, sê feliz. eu já o fui e sei que é o melhor que alguém pode ter. e não te dês ao trabalho de pôr em causa se ainda te amo ou não, enquanto me mantiver afastado, sabes bem que sim.» Dez/08segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
detalhes da tua ausência. XIII
«não escrevo para me lamentar nem para que me venhas buscar outra vez. não sei, é mais como um último desabafo... disseste que te pisei muito, que te mal tratei, que te magoei (compreendo isso tudo). o facto de teres sido a única faz de ti perfeita, diferente - ainda faz - quem é imperfeito aqui sou eu. as pessoas conseguem sê-lo para quem lhes é importante, tu foste. quero que vivas com isso. de que mesmo que eu morra, tu conseguiste fazer-me feliz. algo que nunca ninguém conseguiu. agradeço-te mesmo por isso. não digo que a culpa não é tua do estado em que estou, custa-me dizê-lo, mas és. se eu estou a morrer é porque ainda precisava de ti ao meu lado, da forma que te tinha. se não o consegui aceitar foi porque não era a altura certa de o fazer. mas não me arrependo de nada, de te ter amado e de ter sido teu namorado e teu amigo. não foste uma desilusão, apenas foste como todas as pessoas e não conseguiste ajudar-me nesta situação. mesmo que eu te tenha conseguido tirar desse pesadelo em que vivias... não foste capaz de fazer o mesmo. mas não é culpa tua, ninguém consegue. também sou muito especial. faço coisas que ninguém faz. amar-te é bom, ainda o é. mas tal como amamos as pessoas mais importantes também sofremos mais com elas. foste aquilo de mais valioso que eu tive, e és a minha queda. não te sintas mal por isso, alias, foi por isso que escrevi isto: para que saibas que se eu morrer, não morrerei com pena de mim. apenas vou morrer com pena de não te poder ver crescer. é só isso que te quero dizer. desculpa por tudo o que te fiz passar, desculpa por não ser forte e por não ter sido a pessoa que querias que fosse... não deixes que o que eu fiz por ti ir em vão, sê feliz. eu já o fui e sei que é o melhor que alguém pode ter. e não te dês ao trabalho de pôr em causa se ainda te amo ou não, enquanto me mantiver afastado, sabes bem que sim.» Dez/08sábado, 5 de dezembro de 2009
certezas.
Já não havia sentimento ali. Já não havia uma ligação entre ambos sem ser as lembranças, as memorias de tempos gloriosos da sua união que o tempo levou. Ela perdera a graça de menina e ele só envelhecera mais, só os seus interiores eram iguais, ainda que até o coração desta já batesse forte por outro amor. Nada daquilo fazia sentido, o ter havido um reencontro. Para testar corações, para testar olhares que sempre se admiraram e se atraiam. Agora eram só uns olhos grandes castanhos e uns olhos azuis-céu. Num mesmo espaço, desesperados e incomodados por se aperceberem que já nem uma amizade existia ali. Ela decidiu ir então embora. Pegou-lhe rápida no cigarro que ele se preparava para acender e disse que tinha de ir (voltaria novamente ainda naquela vida?). Ele sorriu-lhe, agradecido de certa forma e nostálgico. «É a despedida?» «É sim...». E abraçaram-se largos minutos. Como um enterro de algo que já a muito que deixara de existir entre os dois. A paixão, a faisca, a aventura, a emoção e curiosidade espontânea, até a amizade pequena. Ele beijou-lhe mil vezes a bochecha magra e ela em resposta aconchegou-se mais no abraço silencioso. Por fim, afastou-se e sorriu-lhe, como um adeus mudo.E foi embora, esquiva, no meio das luzes cintilantes mas escassas. Olhou por segundos para trás, já longe, e não sentiu saudades. Somente força interior, com mais certezas de que o caminho certo era continuar em frente, e não olhar mais para trás naquela direcção.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
filosofias.
Hoje aprendi muita coisa. Mas acima de tudo aprendi-me mais um pouco. É sempre um choque cair-nos a realidade na cara de um segundo para o outro. Vermos que nem sempre se pode exigir dos outros algo que nós mesmos não somos capazes de ter. Magoa, mas como se costuma dizer, a verdade doí. Foi como me ser apresentada a mim mesma, após todos estes anos de vida. Não me importa. Certo é que chorei, mas foi da pancada. No final das contas, tinha todos os motivos para ser dada. Não sou pessoa que transmita a ideia de segurança. De que amanhã ainda vou estar aqui. Também eu pensei que fosse, até o dia em que a prática enganou a teoria. Não tenho muitos limites, há situações pelas quais não os coloco mesmo, porque sei que sendo o fruto proibido o mais apetecido, inconscientemente faria de tudo para o ultrapassar. E mesmo que não fosse dessa forma, a vida é para ser vivida. Não faz mal a loucura se essa nos fizer bem. Não digo com isto que o sou, é só a minha maneira de pensar. Claro está que há sempre a barreira do admissível. Coisa que tenho para todos os outros - penso eu - e a minha ainda anda em construção. Ás vezes tinha a ilusão de que a maioria do mundo estava mal, hoje percebi que o mal sou eu. O problema está em mim, que sou peça que não encaixa em nenhum puzzle. Que não sirvo para relacionamentos longos, fortes, ninguém aguenta senão se sentir seguro nela. Aprendi ainda que é difícil conhecer-me. E ainda mais compreender-me. Que um coração preocupado ao falar de si, fala mais do que ouve do que de si mesmo. Ás vezes dizemos a coisa certa a falar de tudo menos ela. Aprendi também que, pelos vistos, nem toda a gente que ama perdoa. Quanto que para mim sempre foi precisamente o oposto, enquanto se amar perdoa-se os piores erros. Por gosto, por amor inesgotável. Mas penso que isso seja, aí está, um limite. Só em dia em que se passa a amar mais alguém do que a nós mesmos, se conseguirá perdoar. Porque pior que nós nos magoar-mos, é doer à pessoa de quem gostamos. Aprendi também que estou constantemente sob uma avaliação total, que cada palavra em falso é um motivo para um mundo poder cair. Mas a meu ver o que esteve verdadeiramente em pé, fica sempre mesmo que um dia o vento o abale. Pois no dia em que cair ribanceira abaixo por algo sem valor, será um atestado de como a base que mantinha tudo em pé talvez não tenha sido assim tão forte.segunda-feira, 30 de novembro de 2009
(só por um momento) - música.
«Olha, não fiques à espera nada de mim, eu ás vezes sou triste e infeliz
às vezes nem sei como sou. Vê bem, eu já sofri demais por outro amor.
Não te estou a comparar, por favor... Mas é que eu tenho traumas para esquecer.
Quando penso que estou livre e que me posso entregar, a desconfiança vem ao de cima (...)
Tu queres que eu me esqueça e viva um amor novo,
mas preciso de um tempo aqui, para esquecer tudo o que se passou.
Olha-me nos olhos e dá-me um beijo, mata este meu desejo, só por um momento.
Faço-te um pedido: sê tu mesmo.
E antes que anoiteça, faz com que eu me esqueça de tudo o que eu sofri. (...)»
às vezes nem sei como sou. Vê bem, eu já sofri demais por outro amor.
Não te estou a comparar, por favor... Mas é que eu tenho traumas para esquecer.
Quando penso que estou livre e que me posso entregar, a desconfiança vem ao de cima (...)
Tu queres que eu me esqueça e viva um amor novo,
mas preciso de um tempo aqui, para esquecer tudo o que se passou.
Olha-me nos olhos e dá-me um beijo, mata este meu desejo, só por um momento.
Faço-te um pedido: sê tu mesmo.
E antes que anoiteça, faz com que eu me esqueça de tudo o que eu sofri. (...)»
Subscrever:
Mensagens (Atom)


