terça-feira, 15 de dezembro de 2009

até quando?

Eu disse a mim mesma que não voltaria a sangrar do lábio (mas eu sempre disse tanta coisa a mim mesma...). Que não iria fazer mais feridas, que não voltaria a estar assim nervosa e me deixar cair quando o tapete me escorrega dos pés. Eu jurei a mim mesma que as mãos que me tiram o chão não sentiriam mais na pele a textura de meu sangue. Que não ouviriam mais o ferver da minha pele rasgando e o sangue solto escorrer. Tão delicado... decidido, lento causando impacto. Eu disse a mim mesma que não vestiria mais sutians apertados, que nada me cortaria de novo a respiração. Que apenas a morte drástica e repentina me tiraria a fala e a respiração sempre controlada. Eu disse também que não haveria mais secadores a esvoaçarem-me o cabelo. Que não haveria mais puxões maliciosos, que não admitiria mais reprovações sobre as minhas acções. Eu afirmei que não voltaria a juntar o terço a meu peito por suplicio, por desespero, com mãos húmidas tremendo boas-novas. Mas há sempre o momento da excepção à regra, e eu não esperava que tu nadasses tão depressa e me alcançasses as barbatanas.

domingo, 13 de dezembro de 2009

19:31

E sabes, é por ti que me levanto todas as manhãs. Por saber certo que mais tarde verei o anoitecer ao teu lado, com o teu respirar no meu cabelo a encher o espaço e aquecer-me o peito.

sábado, 12 de dezembro de 2009

passo a passo

um risco. um traço. um lápis que escorre. tinta que não sai. vagabundo rigor que quase perfura a folha limpa. branca, suave. um céu sem nuvens. nem uma só. e mais tarde chega o breu. os azulados escuros, os pretos negros. numa repulsa interminável de um suspiro asmático. que surge entre os soluços do choro, contínuo e sentido. dando inicio a escritura de um livro. grosso, muito rascunhado. transcrito do coração para a mão. melodia pequena. curta, mole, suave, desconhecida. tão simples. em tom baixo para não ferir. não faz ferida ou abrir antiga. ela solta-se fina. bocejando ajuda. em língua estrangeira. mundial. para que qualquer ouvido entenda. qualquer um auxilie, ou tenha tal iniciativa. um circulo este risco, este traço de lápis que solta tinta escorregadia. um ciclo contínuo como é uma vida. como são as vidas que nunca se sabem.

my bird

Ainda moras em mim. Ainda sinto no meu ombro o nosso ninho.

sumário.

A minha professora de Relações Públicas ensinou-me no outro dia
que não se deve deixar espaços em branco.
"e para bom entendedor, meia palavra basta."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

films films

Sessão das 15.30pm do "New Moon" está decerto a espera aqui da dona e da minha Rachel, amanhã sem falta. Não tenho ouvido assim grandes comentários acerta do filme, portanto espero bem surpreender-me e sair de lá a querer levar um Jacob e um Edward para casa e metê-los debaixo da árvore de Natal (que por sinal ainda não habita cá em casa).

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

18:01

Porque o mundo inteiro me pode falhar, negar vela acesa quando a rua está escura, que tu... tu estás sempre lá. Quero continuar a entregar-me a ti por inteira, de mansinho, e construir carta a carta este castelo firme. Todos os dias, todas as noites numa mesma cama, sobre ti com um beijo teu na testa. Em honra do maravilhoso e incansável que és para mim, em prol de um amor-semente que cresce sempre que a minha mão vazia é preenchida pela tua. e escutar-te ao ritmo de uma bateria dizendo que «não há maior felicidade do que a que tenho contigo ao meu lado.»