Dear city,tem soado na minha cabeça uma voz fininha que me guia o peito. As coisas estão a melhorar e eu nem sei como reagir a isso. Por vezes parece mentira ser sequer possível haver dias aqui na cidade sem chuvas emocionais, sem perseguições de bicicleta à paciência alheia. Há poluição no ar mas eu hoje respiro e nem sempre sinto o odor pesado, sabe-me leve, puro transpirando esperança. Acordo manhã a manhã e espreguiço-me no pêlo do gato, surgem mil imagens na minha mente se vejo sol a invadir-me pela janela que me resguarda do teu som natural, minha cidade. Eu quero muito subir a escadaria que há na rua acima da minha, mas há degraus ainda muito escorregadios.





