sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dear city,
tem soado na minha cabeça uma voz fininha que me guia o peito. As coisas estão a melhorar e eu nem sei como reagir a isso. Por vezes parece mentira ser sequer possível haver dias aqui na cidade sem chuvas emocionais, sem perseguições de bicicleta à paciência alheia. Há poluição no ar mas eu hoje respiro e nem sempre sinto o odor pesado, sabe-me leve, puro transpirando esperança. Acordo manhã a manhã e espreguiço-me no pêlo do gato, surgem mil imagens na minha mente se vejo sol a invadir-me pela janela que me resguarda do teu som natural, minha cidade. Eu quero muito subir a escadaria que há na rua acima da minha, mas há degraus ainda muito escorregadios.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

note:

Queridos leitores, venho cá só vos dizer que devido a problemas com a Internet não vou poder vir aqui ao D'um detalhe por tempo indeterminado. Custa tanto! também ando com um problemazinhos de saúde, com sorte tudo se resolve e volto o mais cedo possível a estas andanças.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

da autoria de Sophia de Mello Breyner Andreson

"Sempre a poesia foi para mim uma perseguição do real. Um poema foi sempre um círculo traçado à roda duma coisa, um circulo onde o pássaro do real fica preso. E se a minha poesia, tendo partido do ar, do mar e da luz, evoluiu, evoluiu sempre dessa busca atenta. (...)"
e desta forma tantas vezes é a minha escrita.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Lost in you

«Porque ainda vives dentro de mim e mesmo estando separados, acredita que serás sempre a mulher da minha vida
Eu julguei sinceramente que tu já não fosses mais capaz de me surpreender, de me apedrejar o coração positivamente e me deixar sem reacção. Só lágrimas - mas essas por ti já não é preciso esforço para caírem, elas estão sempre à espreita da próxima vez que me resgatas as memorias e o peito para descaírem. Orgulha-me as fragrâncias que ainda residem em ti de um perfeito coração, de um bom homem. Esta historia cada vez é mais difícil de guardar na estante. Eu não consigo tirar(-te) da minha mesinha de cabeceira.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

00:00

Está frio e tenho saudades.. Dorme comigo esta noite.

melodies.

Eu sempre preferi as melodias pequenas, os sons minúsculos esmigalhados pelos grandes e mais vistosos. Eu sempre preferi os instrumentos leves à voz potente que lhes tira valor. Mas nada naquela composição seria o mesmo sem aquelas gotículas de som que fazem de fundo, de ambiente para aquilo que mais queremos ouvir: palavras. Verdadeiras ou falsas, longas ou curtas. Eu cá prefiro muitas vezes os sons; antes escutar a respiração ou o comprimir dos lábios, o coração a bater ou as lágrimas a demolharem a íris, que a junção das letras.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Dear city,
Hoje aprendi que a felicidade pode estar realmente no sitio mais óbvio. Porque é que complicamos tanto as coisas? Porque é que pensamos mais do que sentimos? Ás vezes queria meter um sinal de "stop" desses que tens nas tuas ruas na minha mente e deixar-me simplesmente levar. Aprender realmente a esperar, saber aproveitar, desfrutar de cada segundo. Todos eles valem a pena se são o melhor do meu dia, se forem aqueles minutinhos sagrados em que o meu sorriso não podia ser mais genuíno. Quero também aprender a aceitar a noite por inteiro, não quero só gostar do seu início e passar o resto dela num pranto angustiante. Quero gostar dela tanto quanto tu. Mover-me e dormir com ela, todos os dias daqui para a frente.