domingo, 28 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
s.o.s note:
Depois de organizar uma festa de lançamento de um novo produto como Relações Públicas, agora está na altura dos Media. Preciso de temas para a minha Crónica Jornalistica que tenho de entregar daqui a duas semanas. O tema da cronica tem que ser fictício, ou seja, não posso falar de um tema da actualidade. Preciso de uma noticia/tema inventado e, a partir daí, farei a minha crónica. Agradeço as ajudas!terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
good night.
Ela fez-lhe beicinho. Ele franziu a sobrancelha com um pequeno sorriso «tenho mesmo que acabar isto, gatinha, desculpa.», deu meia volta e sentou-se abruptamente na cadeira vermelha da secretária. Ela estava descalça, por isso andava em pontinhas-dos-pés pelo quarto por causa do frio. «porque é que não te calças?», «pintei as unhas.» e sorriu, um sorriso largo, como se tivesse sido a primeira vez que as pintava. Aproximou-se da secretária, e num pulo sentou-se mesmo ao lado do teclado do computador. A camisa era curta, pouco das pernas lhe cobria. Olhou para o ecrã, só via letras e muitos números. Torceu o nariz. «que seca...» - pensou. Depois olhou-o fixamente, e por momentos teve a impressão de que ele nem tivera notado que ela ali estava. Tinha o noivo perdido na luz forte do monitor, sussurrando baixinho aquilo que lia. Fez-lhe uma careta. Ele nada. Inspirou, expirou, mordeu o próprio lábio. Deu-lhe uma palmadita na testa. Ele saltou com o susto, levou as mãos ao peito e olhou-a de olhos muito abertos sem dizer nada. «vou p'ra cama, não te demores.» sorriu-lhe, como sempre, mordeu-lhe o lábio. Elevou e esticou a perna, apoiando-a no ombro dele e observou atentamente os pés. Já estava seco o verniz. Noutro pulo saiu da secretaria e correu p'ra cama. O quarto era grande, a cama de ambos espaçosa, atirou-se como uma criança e enfiou-se dentro dos lençóis. Riu-se para dentro. Tinha um bom campo de visão dali, via todo o quarto, via-o a ele. A única luz era a do computador. Fazia-lhe doer a cabeça se olhasse muito tempo. Mas também não era isso que lhe interessava. Era o ser silencioso que se encontrava a frente dele. Só se ouviam as teclas, muito rápido, umas a seguir as outras. tec-tec-tec-tec. Ela bocejou, estava exausta, mas custava-lhe dormir sem ele do seu lado. Agarrou na almofada e afundou a cara nela, procurava o cheiro a homem. Cheirava. Os olhos dela brilharam, e baixinho rosnou. De amor. Olhou para ele. Tão atento no trabalho, a mexer no cabelo, despenteando-o, a olhar de esgueira para os óculos ao pé das colunas. Odiava usa-los. Ela achava sexy. As vezes colocava-os, vestia uma camisola dele, e andava atrás dele pela casa, a gozar, a brincar com ele. Ele ria-se a bom rir, outras vezes fingia-se de desinteressado. Mas no fundo adorava. Adorava aquela mulher. Amava a mulher com quem ia casar. Por momentos, virou-se de costas para ele e encolheu-se. Esticou as pernas o máximo que conseguiu e rebolou de um lado para o outro na cama. Involuntariamente soltou uma gargalhada. «alguém que se divirta, hein.» disse-lhe ele, em tom de gozo, provocando-a. Ela virou a cabeça muito rápido e deitou-lhe a língua de fora. Ele ripostou de igual forma e voltou a centrar-se no trabalho. Era difícil. Era difícil trabalhar com algo tão melhor e chamativo à nossa espera. Mas ao fim de cinco minutos focou-se somente naquilo que tudo o resto deixou de existir. Ela sentiu isso. Conhecia-o bem demais. Quando estava só com ele próprio os olhos perdiam um pouco do brilho e resmungava mais. Detestava errar, enganar-se. Aos poucos os pálpebras dela foram descaindo, a visão ficou turva, o sono chegara e ela ainda estava sem o calor dele a seu lado. Adormeceu por fim. Cinco minutos depois ele desligara o computador. Tirou a t-shirt e encaixou-a no seu peito.
brick by boring brick.
Durante tempos viveu num conto de fadas - um lugar demasiado longe para o encontrarmos - esqueçeu até o sabor e o cheiro das coisas do mundo que deixou para trás. Porque houve um dia em que a encontrou a chorar no chão sujo. O príncipe veio finalmente salva-la, pensou, e o resto é façil de imaginar. Mas o real é que era tudo uma armadilha e o relógio bateu a meia-noite.Por isso garante a construção do teu abrigo, tijolo por tijolo, ou um dia talvez um lobo a mande abaixo com um simples sopro. Mantém os pés no chão quando a tua cabeça está nas nuvens. Tu construis-te um mundo mágico porque a vida real te é trágica. Mas o que não é real não podes segurar com as duas mãos, não podes realmente senti-lo com o coração. Porque no fundo nada é mais que imaginação. E a verdade poderás vê-la sempre (até mesmo no escuro ela está lá). E é nesse mundo que eu quero viver. Pega na tua pá e juntas cavaremos um buraco profundo para enterrarmos juntas o castelo de fantasia. Ainda que te ampare, não te podes refugir mais nas ilusões.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O que foi realmente nosso, nunca voa sem regresso.
(...) Ela sempre teve certezas de que a tal teoria de que só damos realmente valor ás pessoas quando as perdemos não se aplicava nela. Ela dava e daria sempre o valor correcto aos amigos, aos namorados, à família, aos conhecidos. Não era por perder alguém que lhe daria mais valor, ela amava as pessoas de tal forma constante, que lhes dar mais importância até soava a absurdo. (...) Mas então chegou o dia em que arriscou, por uma curiosidade morta, e foi preciso deitar tudo fora para entender quem era realmente o homem da sua vida...
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