A palavra razão ás vezes é dita em vão, esvoaça no ar quando gritada no auge da solidão de um pobre coração. É o mais puro instinto carnal, de sobrevivência, que por vezes soa tão banal, bem sei. Mas são tudo lembranças que perduram em mim, que lutam por um desejo final. Tu. Mesmo travando todas estas batalhas perdidas num mundo já tão sozinho e esquecido. Há muito tempo que oiço a noite gritar e chorar por mim. Ainda hoje sinto esta ausência de ti, e a noite sabe que tu já não estás aqui. E por isso procuro no vazio um sonho tão frio - o esquecimento - mesmo que o mais sombrio.domingo, 9 de maio de 2010
a noite grita por mim.
A palavra razão ás vezes é dita em vão, esvoaça no ar quando gritada no auge da solidão de um pobre coração. É o mais puro instinto carnal, de sobrevivência, que por vezes soa tão banal, bem sei. Mas são tudo lembranças que perduram em mim, que lutam por um desejo final. Tu. Mesmo travando todas estas batalhas perdidas num mundo já tão sozinho e esquecido. Há muito tempo que oiço a noite gritar e chorar por mim. Ainda hoje sinto esta ausência de ti, e a noite sabe que tu já não estás aqui. E por isso procuro no vazio um sonho tão frio - o esquecimento - mesmo que o mais sombrio.2 meses para 15 coisas
1. Pintar o cabelo de ruivo de novo2. Comprar um mp4 ou um ipod
3. Vender os meus óculos de sol do Verão passado e comprar uns novos
4. Começar a achar piada a sandálias
5. Ser mais organizada
6. Comprar a prenda de anos da minha irmã
7. Ter uma playlist minimamente completa
8. Instalar (urgentemente) o Office 2007
9. Inscrever-me para as aulas de condução
10. Furar outra vez as orelhas
11. Ir mais vezes com a mãe ás compras
12. Não chumbar a mais módulos até ao final do ano
13. Ler o livro da Nora Roberts que comprei no Natal
14. Fazer de uma vez por todas a lista da roupa que tenho de comprar
15. Parar de fazer feridas no lábio
sábado, 8 de maio de 2010
sexta-feira, 7 de maio de 2010
train.
O vento soprou baixinho, tanto que a minha respiração soava mais alto que a brisa das 6 horas da manhã. É fins de primavera e está frio de madrugada a ponto de eu apertar o casaco até ao ultimo botãozinho. O piso estava molhado, escorregava um pouco, tão pouco como o vento que mal soprava mas que mesmo assim não deixava de dar valor à sua presença. As minhas mãos tinham um cheiro estranho, cheiravam a tecidos, a filtros de enrolar, a humidade e a gel de banho. É uma estranha combinação, mas é-o, sem dúvida. Olhei de esgueira para o relógio mal tratado pendurado no telhado da estação de comboios. Faltavam 15 minutos para o meu comboio chegar e levar-me mais uma vez embora das minhas origens. Lembrei-me do que o meu avô me dizia em pequena: que aproveitasse bem a infância porque «quem vive são as crianças». Passaram-se 20 anos de vida, e ainda hoje não sei até que ponto o que ele dizia era errado e verdadeiro. Antigamente vinha para estes lados com ele, o pequeno parque infantil era mesmo atrás da estação e enquanto me empurrava o baloiço contávamos os comboios que passavam. Aprendi com ele a contar e a andar de baloiço. Talvez por isso o barulho dos comboios a que tantos incomoda a mim me reconforte. É como voltar a ouvi-lo. (...)quinta-feira, 6 de maio de 2010
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