Ás vezes não sei se sou eu que sou muito liberal e as pessoas muito fechadas, ou se sou muito ingénua e as pessoas muito maldosas. As coisas realmente só têm um sentido malicioso se nós quisermos.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
bikini bikini
Ás vezes não sei se sou eu que sou muito liberal e as pessoas muito fechadas, ou se sou muito ingénua e as pessoas muito maldosas. As coisas realmente só têm um sentido malicioso se nós quisermos.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
rios.
Ando numa maré de corda bamba. O chão treme-me debaixo dos pés. Ando com enjoos, e por vezes, a paciência esgota. Seca. Como um dia o Sado também secará. Por vezes incerta, sem rumo traçado no espaço. Assombra-me um suspiro de mudança, não sei se preciso dela ou se é a sua possível vinda que me angustia. Assusta. Como um monstro imaginário debaixo da cama. Tenho muito que fazer. Sinto que ninguém me entende realmente. Há falta de tempo. E quem o tem mais disponível é quem menos pode. Falta-me aquele abraço. Há dias que parecem noites, com toda a sua rebeldia e solidão. E nem falo de mim. O próprio Douro poderia-me saber a vinho. Há falhas. Há erros. Há abusos. Há más impressões. Há um cansaço tremendo. E a mão tremula desconhece o que é agarrar outra. Está muito calor e muito silêncio. O barulho faz-me dores de cabeça insuportáveis, o silêncio austero desconforta-me. Dou erros. Erros a mais para quem tanto escreve. Mas nunca sai as palavras certas. Quando forçosamente preciso de ideias elas não vertem. Não desaguam nesse mesmo Tejo de onde ás vezes me molham os pés sem eu querer. Preciso de uma ideia. Preciso de me sentir estável. Preciso de sentir que a cadeira onde me sento não quebra. Não parte nunca. Há dias que preferimos ser as vitimas. Há dias que só vemos encenações à nossa volta. Que é tudo muito falso e plástico. Arrepia. Cria-se um vácuo entre mim e essas situações. A transpiração é diferente. A comida transforma-se em farinha na minha boca. Há muita vergonha. Sente-se nas águas do Mondego. Pequenas desilusões. Agulhas finas que volta e meia penetram a carne. Não doí mas moí. Queria poder voar. Sair sem dizer onde vou. Ter coragem. A coragem que me pedes. Ainda que não saiba ao certo se é realmente isso o acertado. As palavras tocam sinfonias pelo Guadiana afora. Tal como os livros. Tal como os números. Tal como as ideias. Mas essas eu não as tenho. (...)terça-feira, 18 de maio de 2010
rules rules
Ora vamos só fazer um ponto de situação: andar numa escola onde não se pode usar calções, mini-saias, chinelos, chapéus, óculos de sol, algo com decote e vestidos já é muito mau mas também, raros eram os formadores que se importavam realmente com essa regra. Mas dizerem-me que para o ano provavelmente vai ser obrigatório o uso de uniforme... É para cortar o pulso, no mínimo.segunda-feira, 17 de maio de 2010
da autoria de Miguel Esteves Cardoso
"Quando se é feliz muito novo, a única obsessão que se tem é aguentar a coisa. Vive-se ansiosamente com a desconfiança, quase certeza de a coisa piorar. O pior é que as pessoas que se habituaram a serem felizes não sabem sofrer. Sofrem o triplo de quem já sofreu. (...) No amor é igual. Vive-se à espera dele e, quando finalmente se alcança, vive-se com medo de perdê-lo. E depois de perdê-lo, já não há mais nada para esperar. Continuar é como morrer. As pessoas haviam de encontrar o grande amor das suas vidas só quando fossem velhas. É sempre melhor viver antes da felicidade do que depois dela."sábado, 15 de maio de 2010
secrets
Hoje poderia ser o dia ideal para falar um pouco sobre mim. Olha em volta e vê todos estes meus inimigos, mal sabem eles que a minha dor não pode ser maior. Que nada do que façam me doará mais do que tudo aquilo de que eu tenho vindo a sofrer. Eu queria contar a toda a gente os meus segredos, porque eles são tudo aquilo que eu sou. Mas eu sei que no momento em que os contar irei expor todas as minhas fraquezas, todas as minhas fragilidades, iria-me dissolver em lágrimas, e sei também que ninguém após escuta-los com o coração seria o novamente mesmo. Porque isto já não é igual a quando somos crianças, em que o pai e a mãe resolvem os nossos problemas tão frágeis. Nos dizem que somos o mundo deles e que estaremos sempre em primeiro lugar, e o nosso coração descansa. Agora a historia é real, e eu sinto-me completamente perdida. Já não há mais ninguém capaz de cuidar de mim, de me proteger destes segredos todos atulhados no meu peito. Eu perdi a confiança e não sei se me vou aguentar sem ir mais uma vez abaixo. Então, tu que me ouves ou lês faz de tudo para me arrancar um sorriso. Eu sei que não é algo que se peça, mas eu suplico um momento de alegria. Porque mesmo quando eu sorrio, por detrás choro e sinto-me desamparada, sem uma única mão que me segure. E ao contrário do que possas pensar, que isto é somente um desabafo de um dia mau, esta angustia é realmente a banda sonora da minha vida.Anne
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