sábado, 22 de maio de 2010
my life would suck without you
Acho que isto quis dizer que afinal ainda não me esqueces-te. Estás parado à minha porta e isso tem que ter algum significado. Voltas-te a falar bem comigo, e isso foi uma surpresa e tanto. Acho que isso significa que por ti voltamos atrás no tempo... Que retiras o que me disseste tão bruscamente. Que preferias qualquer uma, a mim. Que nunca voltarias, que ias desistir. Mas aqui estás tu, tão fantástico como sempre. E sabes porquê? Porque nós pertencemos um ao outro, e vamos sempre voltar a ficar juntos independentemente do que aconteça. Dos erros, do tempo, das diferenças, da distancia, dos azares. Não percebo porque é que ainda guerreias contra este facto. Tu tens metade de mim, e sinceramente, a minha vida seria uma porcaria sem ti. Sem essas jogadas impensáveis, sem essa cabeça que nunca descansa, sem esse coração que eu sei tão bem o ritmo a que bate à minha chegada. Por mais que o negues, que tentes mostrar que já não te interesso, que pensas noutras de noite que não em mim. É impossível resistir. É indiferente as mentiras, tu sabes que somos um do outro. Independentemente do espaço que outros também possam ocupar cá dentro do peito. Ele pode não ter batido por ti primeiro, mas nunca bateu tanto por ninguém como gritou amor por ti. Talvez eu tenha sido parva em te dizer adeus, talvez eu tenha sido parva em arranjar problemas entre nós e estragar tudo. Eu sei que deveria mudar por vezes, mas de qualquer das formas, eu descobri que não sou nada sem ti. Estar contigo as vezes parece estranho. Eu já não deveria sentir a tua falta, mas eu não o consigo evitar. Porque nós somos unicamente um do outro. E também porque a minha vida seria realmente uma porcaria sem ti.sexta-feira, 21 de maio de 2010
bikini bikini
quarta-feira, 19 de maio de 2010
rios.
Ando numa maré de corda bamba. O chão treme-me debaixo dos pés. Ando com enjoos, e por vezes, a paciência esgota. Seca. Como um dia o Sado também secará. Por vezes incerta, sem rumo traçado no espaço. Assombra-me um suspiro de mudança, não sei se preciso dela ou se é a sua possível vinda que me angustia. Assusta. Como um monstro imaginário debaixo da cama. Tenho muito que fazer. Sinto que ninguém me entende realmente. Há falta de tempo. E quem o tem mais disponível é quem menos pode. Falta-me aquele abraço. Há dias que parecem noites, com toda a sua rebeldia e solidão. E nem falo de mim. O próprio Douro poderia-me saber a vinho. Há falhas. Há erros. Há abusos. Há más impressões. Há um cansaço tremendo. E a mão tremula desconhece o que é agarrar outra. Está muito calor e muito silêncio. O barulho faz-me dores de cabeça insuportáveis, o silêncio austero desconforta-me. Dou erros. Erros a mais para quem tanto escreve. Mas nunca sai as palavras certas. Quando forçosamente preciso de ideias elas não vertem. Não desaguam nesse mesmo Tejo de onde ás vezes me molham os pés sem eu querer. Preciso de uma ideia. Preciso de me sentir estável. Preciso de sentir que a cadeira onde me sento não quebra. Não parte nunca. Há dias que preferimos ser as vitimas. Há dias que só vemos encenações à nossa volta. Que é tudo muito falso e plástico. Arrepia. Cria-se um vácuo entre mim e essas situações. A transpiração é diferente. A comida transforma-se em farinha na minha boca. Há muita vergonha. Sente-se nas águas do Mondego. Pequenas desilusões. Agulhas finas que volta e meia penetram a carne. Não doí mas moí. Queria poder voar. Sair sem dizer onde vou. Ter coragem. A coragem que me pedes. Ainda que não saiba ao certo se é realmente isso o acertado. As palavras tocam sinfonias pelo Guadiana afora. Tal como os livros. Tal como os números. Tal como as ideias. Mas essas eu não as tenho. (...)terça-feira, 18 de maio de 2010
rules rules
Ora vamos só fazer um ponto de situação: andar numa escola onde não se pode usar calções, mini-saias, chinelos, chapéus, óculos de sol, algo com decote e vestidos já é muito mau mas também, raros eram os formadores que se importavam realmente com essa regra. Mas dizerem-me que para o ano provavelmente vai ser obrigatório o uso de uniforme... É para cortar o pulso, no mínimo.
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