domingo, 6 de junho de 2010

20:46

É essa tua irreverência. Essa tua luz ambígua. As palavras que esvoaçam da tua janela à minha e me aconchegam o amor perpétuo. Por vezes o coração fica tão pequenino perto de toda essa tua imensidão de homem e rapaz. É uma vontade insana de chorar, pequenos medos que evaporam com a chegada dos teus lábios aos meus e tudo é pura magia depois. E essa tua ternura que me amolece de imediato por completo, quando citas cada inesquecível amo-te.

lonely


Ela realmente esteve sempre lá. Ela era perfeita, aguentava os meus acessos de fúria, as minhas angustias, as minhas loucuras, os gritos, as coisas que volta e meia voavam pela casa ou as partia. Tanto chorava no colo dela, como riamos tardes perdidas ou faziamos amor. Mas houve um dia em que ela não aguentou mais esta montanha russa e decidiu ir embora. Eu acordei a meio da noite, senti um aperto, e aí vi que ela já não estava. Não havia o perfume dela no ar e a cama estava tão fria sem ela... Ao inicio julguei que estivesse a sonhar, que era mau demais para ser verdade. Mas era, e eu não conseguia raciocinar o porquê dela ter ido sem me dizer nada. Mas aí eu recuei no tempo, nos tempos intensos que vivemos juntos. Para no fundo tentar perceber o que é que eu tinha feito para ela desistir de mim. E vi, e doeu como pregos pregados nas minhas mãos a sangue frio. Agora, desde que ela foi embora, a minha vida perdeu o sentido. Está o caos sem a paz que trazia aos meus dias. Ela não era uma rapariga como as outras, não era uma namorada como a tua. Ela era realmente especial. Ela ficou sempre do meu lado, mesmo depois de tudo o que eu lhe fiz passar. E o que me magoa mais, é ter-lhe partido o coração. Já vi o mundo inteiro, e nunca conheci ninguém com o estofo para aguentar todas as coisas que ela aguentou. Mas nunca pensei que chegasse o dia, em que ela me deixaria sozinho. Já nenhuma parte do mundo me importa, se em nenhuma delas ela lá estiver. A rapariga dos meus sonhos, a única que me fez feliz. Nunca pensei ser possível sentir-me tão sozinho, sentir este vazio tão grande. Então eu só te peço que me perdoes e, por favor, volta para casa...
para sempre teu, Derek

preto no branco, julgas tu.

Eu queria escrever muito, muito mesmo a ponto de gastar a tinta. Mas eu sinceramente já nem sei o que te diga. Cansas-me. Não a beleza, mas sim o folgo. Fazes-me perder a calma e o meu lado racional. Metes-me nervosa, mexes com a minha concentração e força interior. É isso, o principal ponto que me afectas e eu não deveria deixar isso acontecer. Retiras-me a força, a vontade, a fé de que o que estou a fazer é o correcto. E eu sei que é. Tem de ser. É-me difícil colocar os pés no chão, e tu nada contribuis para me facilitar essa tarefa. Pelo contrario, prejudicas-me. Prejudicas-me com essa tua insanidade, essas perguntas sem nexo, essas mentiras que tornas-te realidade na tua cabeça. E a esperança, que dizes matar todos os dias mas sei bem que está longe de ter um fim. E depois, achas sempre que tudo se dirige a ti. Que qualquer palavra maldosa é pensada ou dedicada a ti. Mas não é. Irrita-me que penses isso. Irrita-me que mais uma vez estas minhas palavras julgues serem para ti, quando podem muito bem não o ser. E não são. Não são porque eu a ti já não sei o que diga. E o quanto eu gosto de inventar, de acrescentar, de baralhar e investir por estes meus lados. Em tempos foste inspiração para mim, mas agora já não és mais. Agora só me baralhas a cabeça, me roubas as ideias e criatividade, mas também me fazes crescer, também me ajudas aperceber do quanto à tua frente estou. Do quanto sei o que é a vida, e tu não.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

da autoria de Sofia Ribeiro.

"Acho que chorar não ajuda, só mostras aos outros que te conseguem magoar."

sucks

Hoje estive a fazer uma produção fotográfica para um rímel da Dior para um trabalho da escola... Fiquei triste com o resultado. Ás vezes temos demasiadas expectativas para uma coisa e ela não funciona bem. Foi um pouco o caso, não estava com uma boa luz e não consegui captar bem a maquilhagem e os olhos azuis da modelo. É nestas alturas que o "A Mafalda tem uma maquina fotográfica profissional, para ela é fácil, assim também eu." me vem à cabeça e enerva. Ora venham cá vocês fazer, para verem como é que é.