quarta-feira, 30 de junho de 2010

21:55

"Every word i write
I'm always thinking about you
Every song i sing
is with you're face painted in my mind.
I need you to realize
How much i need you in my life...
You keep me alive
And ill always fight for you.
Because i love you
And i need you
(...) You are my guiding light
To whats true
thats me and you
forever my heart is in your hands.
(...)
Every smile i make
Is so true because i'm truly happy
.
But i need to to know
That i'll always love and only need you

Only need you
.
"

um fosso em mim.


Tenho um vácuo no meu peito. Um buraco seco e estagnado. Cheira a podre, a bolor, a lixo. É uma cratera funda, tão profunda que não se vê o seu fim. É escura, negra, preta. Expele rancor, ódio, uma mágoa profunda e angustiante. Um vale em que ninguém mergulharia, de tão gélido, de tanta solidão que transmite. Sai do seu interior doente envolveres tristes, auras malévolas, brisas que gemem o seu desconsolo. Há uma insatisfação, uma agonia medrosa, um pânico que tremelica o seu odor insuportável. Em sua volta uma atmosfera intragável, desconsolada, desamparada. É um silêncio bruto que lhe sai do interior. Daqueles que arrepiam, daqueles que doem. Que magoam de tão profundos e inquebráveis serem. Tenho uma fenda no meu peito. É grande e cresce à velocidade da luz do sol - ainda que sol nunca ela tenha sentido. É melancólica, é sombria. É um arrasto para a morte. A morte da pele. A morte daquilo que de melhor há em mim.

Ow! #11

sem Adeus.

A porta chiou forte. Um som garrido e agudo que me fez estremecer. Eras tu abrir a porta da rua, ias-te embora. Parecias sereno, convencido de que não era nada de mais. Só te ias embora. Só te ias embora e me deixavas cá. Fui devagar a teu encontro, mas deixei entre nós um certo espaço. Uma distancia de segurança. Eu não sabia se haveria de fugir ou se correr para os teus braços. Estavas muito agasalhado, de mala na mão e a outra vazia. Fria, como estão sempre as tuas mãos no inverno. Queria abraçar-te, suplicar que não fosses. Mas sabes tão bem quanto eu, que não sou dessas coisas. Que não sou de me expor dessa maneira tão dramática. Poderei estar a morrer por dentro, mas nunca se verá uma lágrima cá fora. Mas tu conheces-me... E o problema é exactamente esse. Sabes que mesmo sorrindo e te deseje uma boa viagem, aquilo que mais quero no mundo é que não partas. Porque um dia sem ti, é um dia sem sol. Disseste-me que não ficasse triste, que não era assim tanto tempo. Deste um passo para a frente, tento alcançar-me, e eu recuei. Não tinha certeza se queria mesmo "despedir-me". Mesmo assim sorris-te para mim e viraste-te de costas para mim, pronto a sair por aquela porta. Agarrei na tua mão fria, beijei-a e encostei-a ao meu peito bem junto ao coração. Disse-te que era só teu e que, acima de tudo, iria sempre estar à tua espera.

terça-feira, 29 de junho de 2010

my summer bag

Então este foi um desafio que coloquei a mim mesma, que é basicamente demonstrar através de photo/text o conteúdo da minha mala no Verão. Lanço este desafio a todas as ladys interessadas. Enjoy! sim isto tem ar de coisas de quem não tem nada que fazer admito

claustrofobia.

Sinto-me fechada, como se as paredes deslizassem e me apertassem cada vez mais. Há um véu de frustração e leve tristeza a revestir-me o corpo. Parece que me colocaram uma ampulheta de areia e não tenho forma de lhe fazer uma pausa. O tempo passa rápido demais e isso asfixia-me o coração impedindo-lhe o ritmo normal. Está cada vez mais lento, mais desgostoso, mais pálido. Não me quero sentir constantemente assim. Eu já me tinha habituado a ausência de lágrimas a cada noite, e agora parece que voltaram em força. Lágrimas guerreiras que me espicaçam os olhos com suas espadas, que não me deixam em paz sempre a empurrarem-me a sanidade com os seus escudos transparentes. Até que ponto somos nós mais fortes que aquilo que nos atormenta? Há um castelo e uma fortaleza a desmoronar furtivamente a cada minuto, e ninguém sabe o quanto lamento que as tuas mãos mais as minhas não sejam capazes de o impedir. Um império não cai se estiver sempre unido. Ele apenas quebra quando laços são distanciados.

segunda-feira, 28 de junho de 2010