
terça-feira, 17 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
quem és tu?
De todas as hipóteses possíveis, de longe me surgiu aquela de que tu regressarias diferente. Nunca que a tenra melodia da flauta que expelias se perde-se. Se extinguiu-se. Estás aqui agora, mas não és a mesma. Aliás, eu mal te reconheço. O teu corpo está tal e qual, pacifico, simples, com essa pele clara digna das princesas dos contos de fadas. Mas o teu interior já não. Essa alma toda que outrora foi característica principal tua, já não transmite harmonia e luz. Agora pareces mais uma farsa, a boa actriz que mente e disfarça. Queres muito que volte a ser como antes, mas já não o consegues. Tens bagagem. Que te pesa muito nos ombros e no coração que decerto te partiram. Aposto que já nem te lembras do quanto eras doce e ingénua. Agora pouco falas e quase nada escutas. Perdeste no horizonte, como quem tem muito para digerir e aceitar. Pareces-me tão cansada, velha por dentro quando ainda és tão rainha por fora...museum museum
Depois da queimadura grave da minha mãe nas mãos e peito, a praia foi cancelada e hoje foi dia de visita ao Museu Berardo. Vi exposições como "Andy Warhol Tv", "Algumas obras a ler", "Tudo o que é sólido dissolve-se no ar", "Photo Espãna 2010" e "OsGemeos - Pra quem mora lá, o céu é lá", sendo que a última aconselho vivamente. Embora pequena é muito criativa e original. Gostei bastante!sexta-feira, 13 de agosto de 2010
- 12 Letter To Someone That Changed Your Life
Querida S,Tenho a te confessar que me foi complicado escolher o destinatário desta carta. Porque se formos a ver, quantas são as pessoas que nos marcam? Que nos fazem mudar, pouco a pouco? Mas depois pensei em mim, naquilo que realmente me tornei e sou, desde o momento em que te conheci. Há cerca de 6/7 anos, e tu lembraste muito bem desse ano. Eramos da mesma turma, tu eras linda, com esse meu cabelo de sonho e uns lábios grossos. Não me lembro ao certo de como a nossa amizade surgiu. Sei que te admirava, tu eras tudo aquilo que eu queria ser, mas que guardava para mim. Contigo eu sai da minha concha. Tiraste-me os complexos, as complicações, a timidez, e o meu perpetuo silêncio. Puxas-te pelo meu lado mais espontâneo, mais extrovertido e criativo. Fizeste com que deixasse de me preocupar com o que os outros pensam e me divertisse mais. Porque era um direito meu. Meu e de toda a gente. Não se fechem, riam-se o mais alto que puderem. Aconselharias tu.
A vida afastou-nos, tu mudas-te de casa, eu mudei de escola e afastei-me um pouco do nosso círculo de amigos comuns. Agora é somente umas breves conversas que temos pelas redes sociais - como agora lhes chamam - e pouco mais. Mas não se perdeu o carinho, muito menos a lembrança. Ainda há pouco tempo perguntas-te por mim a uma amiga, e eu também procuro sempre saber como tu estás. Se continuas a derramar energia em todas as direcções. E beleza. Que tu, és do mais bonita que há.
Sempre desconfias-te deste meu jeito e "queda" para a escrita. Mas não que eu o exercitasse, ou muito menos que tenho um blog. São tão raras as pessoas que sabem deste meu amor. Mas é assim que gosto que seja. Sabes, se há coisa que aprendi foi que o conhecimento alheio nos tira a liberdade.
A vida afastou-nos, tu mudas-te de casa, eu mudei de escola e afastei-me um pouco do nosso círculo de amigos comuns. Agora é somente umas breves conversas que temos pelas redes sociais - como agora lhes chamam - e pouco mais. Mas não se perdeu o carinho, muito menos a lembrança. Ainda há pouco tempo perguntas-te por mim a uma amiga, e eu também procuro sempre saber como tu estás. Se continuas a derramar energia em todas as direcções. E beleza. Que tu, és do mais bonita que há.
Sempre desconfias-te deste meu jeito e "queda" para a escrita. Mas não que eu o exercitasse, ou muito menos que tenho um blog. São tão raras as pessoas que sabem deste meu amor. Mas é assim que gosto que seja. Sabes, se há coisa que aprendi foi que o conhecimento alheio nos tira a liberdade.
Com saudades,
Mafalda
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