sexta-feira, 17 de setembro de 2010

formspring formspring


Estou louca. Acreditam que me cancelaram a conta do Formspring, só porque me enganei ao clicar na data do meu aniversário, e meti outra qualquer? Ridículo, nem há palavras.
Para qualquer dos efeitos a hiperligação que está na barra lateral do formspring já é o novo. Enjoy!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

a saudade.


A saudade é uma frota inteira em naufrágio. Em mergulho silencioso e pavoroso no oceano profundo. Não é mais que a certeza de que o regresso pode nunca surgir no horizonte. Uma tempestade que descamba lentamente sobre os destroços dos navios, das madeiras, das cordas, das bóias com corpos fracos mal pendurados mas com uma esperança abominável a esquentar-lhes o sangue.
Eu nunca pensei que não voltaria para ti. Quando parti jurei-te uma chegada breve e saudosa, transbordante de todo o amor que ainda sentia tão imenso por ti. Que cairia de novo nos teus braços, que me embalaria novamente contigo na mesma cama, que passaríamos muitas mais horas perdidas no tempo a conversar. Sobre tudo e sobre nada, com todo o irresistível prazer que isso nos dava. Mas não aconteceu. Eu parti e voltei. E nem me apercebi que perdera o coração pelo caminho, que ao chegar, estava desprovida de sentimentos... O meu barco naufragara penosamente, tão sereno e calmo que nem me apercebera. Os ventos sábios sempre me disseram que a distância trás as saudades sofredoras e apaixonadas. E eu acreditei. Sorri-lhes. Carente e necessitada de que o nosso relacionamento subisse mais um degrau do convés do nosso enorme navio. Porém todas essas crenças regrediram nesse dia, quando me apercebi que a sabedoria dos ventos eram montanhas ás quais não via o cume. Eles foram invejosos e calculistas, e ao ver tamanha amor verdadeiro e genuíno que eu irradiava por ti, mo roubaram e nos deixaram só um ao outro, sem o que nos alimentasse. Então desculpa todo o tempo que demorei a decidir e aperceber-me das minhas fragilidades relativamente a ti.
És de facto muito difícil de abdicar, quanto mais de aceitar que te perderei para sempre.

Modalisboa In The Market


Meninos e meninas, é já no próximo mês de Outubro nos dias 7, 8, 9 e 10 no Cais do Sodré - no conhecidíssimo Mercado da Ribeira - que puderam encontrar um cheirinho das colecções mais recentes de Primavera/Verão 2011 dos nossos principais estilistas num evento fabuloso e ao le naturel da Modalisboa in the Market. C'est fantastique!
ver vídeos aqui e aqui

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

45.

44.

43.

nunca digas nunca.

Não se deve dizer que nunca faremos qualquer coisa. Impormos valores austeros e repreensíveis a nós próprios, sedentos de que o correcto decidido pela sociedade seja de facto sempre a melhor solução. Porque nós não sabemos o dia de amanhã, as vivências e situações que nos esperam. As nossas mudanças, as nossas experiências... Também eu já disse alguns nuncas. Que «nunca faria determinada coisa». E, sinceramente, quebrei-as a todas. E admito-o sem qualquer tipo de repulsa ou arrependimento. Porque o que pensamos hoje, talvez nem seja eterno - Quem sabe? E eu não me arrependi de nenhuma dessas vezes, só aprendi com elas. Talvez até, depois de tudo se ter passado, o que trazes nos bolsos ao regresso, seja absolutamente nada ou apenas coisas más. Mas talvez também a sua duração tenha valido a pena, tenha compensado esses bolsos manchados e vazios. O que nos satisfaz hoje, não nos satisfará para sempre. E todas essas minhas experiências contribuíram para aquilo que sou agora. Aprendi que não devemos, nunca, julgar os outros. Que não se aponta o dedo repreendedor, quando nós poderíamos ter feito exactamente a mesma coisa. Ou até não. Talvez não o faríamos, mas não seremos jamais um exemplo, porque ninguém tem esse poder de perfeição. E ainda bem. É feio julgar. A carta tem sempre duas faces, o que nós vemos e a que os outros vêem. E raras são as vezes em que elas são sequer parecidas. Por mais que o outro diga compreender. Há loucuras que se fazem das quais nós nos arrependemos vivamente. E elas só nos fazem crescer, aprender com os erros ou, pelo contrário, descobrir novas paixões. Temos uma vida de dois segundos – que ninguém se esqueça – e é esse o tempo ridículo em que temos de batalhar para sermos melhores pessoas. Indo contra o moralmente correcto ou não.