
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
challenge challenge
Eu nem sou muito de fechar os olhos a desafios, mas há alturas em que não podemos ter mais olhos que barriga e avaliar a olho nu as nossas capacidades e prioridades. Teria sido um projecto de todo interessante, mas tive de levar a mão à consciência e desistir dele. Não estou desiludida comigo, tenho coisas à frente de outras - não necessariamente por serem mais importantes - mas porque é o futuro que muitas vezes está em jogo. E eu nesta altura do campeonato não me posso aventurar em situações em que não tenha certeza de que vão correr bem.terça-feira, 12 de outubro de 2010
bird words
Há dias em que as palavras esvoaçam pelo infinito dos céus e é muito difícil captura-las. Tê-las de novo no nosso leito, no lar, na maternidade da sua bela existência. É difícil prendê-las numa gaiola - como pequenas aves - para que, quando necessárias, as tivéssemos à disposição. Mas se há porventura aves ás quais elas são idênticas, são-no ás aves-migratórias. Elas morrem se ficarem enjauladas à espera de funcionalidade. Precisam muito da sua própria liberdade de expressão. É louco, não? Pensar nas palavras como pássaros capazes de se alentarem a eles mesmos. Mas é assim que as vejo. Insatisfeitas, sempre necessitadas do perfeccionismo. Dos louros quando bem elaboradas. Das penalizações quando o erro é superior à intenção. É uma metamorfose particular. Única e muito bonita. A formação pormenorizada das sílabas, a construção da palavra e a conjugação frásica. Não é mais do que uma dança. Uma valsa, um enlaçar de experiências e significados. Um acasalamento puro, sem maldade, sem promiscuidade, apenas simplicidade. Cada acento que as acentua ou minimiza, cada pontuação que lhes dá continuação ou as termina. É tudo uma melodia. Ou talvez, muito mais que uma melodia. Uma digna constatação de um facto duvidoso e sujeito a alterações. Das mais doces com chuviscos leitosos, ás mais amargas com tempestades esbatidas.o dia em que te esqueceste de mim.

Tu não fazes a mínima ideia do quanto é difícil manter esta relação, a força que é necessária para fazer os dois papéis. Não imaginas o quanto tu és ausente do que supostamente seria um «nós». Não sabes o que é não conseguir comer ou dormir por angústia no coração. Tu deitas-te e dormes num sono profundo, completamente longe de sentir o que é peso na consciência. Tu simplesmente não te importas. Não me ouves, não olhas sequer para mim. Eu queria muito que isto funcionasse, queria que a tua mente não se mostrasse tão machista e altiva. Que te abrisses comigo. Que não pensasses mil vezes antes de falar, queria que fosse automático como é comigo para contigo. Eu conto-te tudo o que sinto, penso e faço. E tu afastas-te, não querendo dar o teu contributo por inteiro a esta relação. Tens noção do quanto dói? Já lá vão os tempos em que eu me sentia segura. Agora tenho sempre medo e tremo com muita facilidade. Não tenho sequer nada por onde me agarrar. Cartas tuas ou memórias de grandes momentos nossos. Tu simplesmente metes-te a ti próprio fora de cena. Também gostava bastante de não me sentir mais inspirada e criativa nestas alturas, mas sim quando estou feliz. Poderia sair tudo menos profundo, mas escreveria mais. Porque ainda são mais as vezes que sou feliz do teu lado do que infeliz. Quanto a ti, não sei. Acho que se fosses a escrever sempre que estivesses feliz, nunca pegarias sequer numa caneta. Porque tu nem sequer tentas... Ás vezes nem sei se sabes que existo.
Que ainda estou aqui e que preciso muito, muito de ti.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O almirante I
Serei eu, alma assim tão rude, para merecer tal tratamento? Penso que não. Aliás, de certo que não. Pois se houve vivo ser mais caridoso à pátria do que eu nesta vida, que se levante do assento, que daqui não o consigo ver. Há em todo o meu envolto uma espessa brisa de desconfiança e antipatia. Como se fosse eu o causador de toda essa desgraça que vos ocorre de momento na vida. Pobre de mim, e que injustiça será, se for real este vosso pensamento. Não sou mais do que um curioso amigo, cheio de memórias, que não se anuncia e de estadia rápida. Só quero espalhar a minha história. Odeio estar a mais, ou pior, incomodar aqueles que de todo me são desconhecidos. Sou um penoso homem perdido no tempo. Porventura até acharam o meu dialecto um pouco antiquado, e por isso mesmo, peço perdão. Mas durante muitos anos fui almirante no mais belo farol, do mais belo cais. Relembro muito bem, todos os dias quando encosto a cabeça à almofada, esses gloriosos tempos em que eu descia as ruelas para o porto. Ainda mal o sol tinha aclareado, já eu vislumbrava todas aquelas janelas coloridas das casas dos pescadores. Sonhava também eu ter um pequeno pedaço de paraíso como aquele, que me acolhesse nos dias mais frios. Mas o que tinha de mais parecido com a antiga casa de Adão, era o meu querido farol e toda a sua imensa vista para todo o oceano. (...)
domingo, 10 de outubro de 2010
LisbonFashionWeek
Acabei agora mesmo de chegar da ModaLisboa. O ambiente era caótico mas repleto de estilo. Os media estavam em força e vi imensas caras conhecidas - como a Fiona, com a qual fiquei entusiasmadíssima - e alguns bloggers de moda. Conclusão, gostei, gostei muito.october october
Na manhã de ontem teve lugar as primeiras compras mais quentes - esperava eu. Mas tenho a admitir, que sinceramente e embora seja a minha época preferida para elas, este ano estou muito desiludida com a falta de variedade e relação qualidade-preço. Mesmo assim ainda comprei um perfume adorável e uns ténis - que mesmo não sendo bem o meu estilo - me faziam imensa falta e "teve que ser". Esta tarde esperam-me dois desfiles da ModaLisboa, estou ansiosa. Depois conto como foi, au revoir!
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