sábado, 13 de novembro de 2010

blá blá

Eu, doente, acamada, e com dores de dentes até me esqueci disso por momentos ao ver o filme que passou esta tarde na tv, "O amor não tira férias". E é curioso, em como por momentos, não são só os medicamentos que nos aliviam.
Mas fim-de-semana não é só prazeres, ainda tenho que estudar Marketing, mas com o almoço decerto prolongado de amanhã, nem sei como vai ser. Outra situação é que tenho/preciso de ir ás compras, e na minha opinião, este mercado anda de pé p'ra cova porque ainda não vi nada pelo qual me apaixonasse. Preciso dumas botas pretas de cano alto, sem falar de roupa quente que também dava muito jeitinho - e já agora do casaco comprido da rapariga que vi ontem na paragem, era simplesmente perfeito, e embora a minha analise profunda e descarada não consegui descobrir de que loja era. Maldita!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

lava.

É realmente difícil fazer decisões quando as escolhas não existem. As perguntas retóricas são a nossa segunda língua, e o podes agora é tens. Por isso movo-me sobre a calçada de terra batida, como António caminhou em busca dos peixes para pregar. A cabeça cambaleia - ainda não está segura - mas não descaiu e rolou no chão. Mas é isso que importa, o que se tem, porque ainda se pode.

eruption.

É muita a pressão. Tornasse uma estadia abominável e desconfortável. Dá-me sede de ida sem retorno, de palavrões sem os propriamente dizer. São as anáforas, as hipérboles, as antíteses, como lhes quiserem chamar... Revolta como tempestade em copo de água, e esvazia, como jarro que não entorna. Há calor e frio ás reviravoltas, um carrossel vivo, mas indecente, malcriado e desnecessário. Esgota. E não há melhor termo que esse para descrever a pressão. Cansa. Transtorna, como diria alguém que em tempos conheci. E são poucas as soluções. Dão trabalho e exigem muito de nós. E a paciência está esgotada, infelizmente. Foi toda derramada, pelo jarro que não entorna.

volcano.

Eu não queria que desvanecesse, que emergir-se na penumbra das profundezas do oceano. Porque é difícil de digerir, de encaixar, de aconchegar as más sensações no coração: parece que não há espaço para elas, e se houver, dói muito preenche-lo logo com mágoas. A esperança é a maior bóia de salvamento, mas a realidade é mais fácil de aceitar do que a expectativa de que algum dia tudo brote. Demora, e ninguém gosta de esperar. Como um nenúfar, como o lótus tatuado no meu pescoço. É doloroso esperar pelo desflorar, pela bonita epifania do positivismo. As recordações são teimosas, e eu também. Por preferir uma mão dormente vazia, a uma fechada mas com algo lá dentro. O ser humano tem uma forte necessidade do controlo, e só se contrala aquilo que se tem, não é?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

52.

a todos vocês:

Já à uns tempos que queria deixar aqui a minha mensagem a vocês, e hoje achei que era a melhor altura. Primeiro quero aproveitar por agradecer a ajuda para o meu trabalho cinematográfico (post anterior). Foram bastante importantes os vossos comentários, e decerto voltarei a dar noticias sobre esse trabalho. Quero também agradecer a todos os que me visitam todos os dias e me acompanham nestes pedacinhos de mim e da minha vida. É tão grande o meu espanto e alegria quando vejo visitas de tantos países diferentes como Alemanha, Espanha, Suiça, Paquistão e até de Moçambique ou Brasil... São tudo apoios óptimos que me transmitem e me fazem querer continuar mesmo quando o meu blog parece tão abandonadinho ou tenho as minhas quebras de inspiração. Espero continuar a melhorar e agradar-vos. Porque ainda que eu escreva por e não para, é óptimo sabermos que há quem se encontre naquilo que nós somos.
Estou completamente aberta a sugestões ou até criticas fundamentadas a colunas ou textos com que não concordem ou não apreciem. Têm a zona de comentários e até o formspring onde não precisam só de fazer questões mas também de dar opiniões.
Relativamente a isso queria também dar uma palavrinha... Recentemente tenho tido o receio de estar a transmitir uma imagem um pouco "arrogante" da minha parte, nas minhas respostas, e não queria mesmo que fosse essa a vossa interpretação. Não sei se já aconteceu, porque também ainda ninguém mo indicou, mas ao lê-las consoante a minha interpretação e depois numa mais maliciosa, reparei que poderia ter também essa vertente mais negativa. Mas não tem, garanto-vos.
Por ultimo queria só deixar aqui uma "chamada de atenção" a alguém, que espero que desta vez perceba que estou a falar dela, que não é mais do que: pára de me copiar... É que já se tornou tão absurdo e obvio que até faz confusão. Ou fazes bem as coisas ou admite que nada daquilo que tens no teu espaço sai da tua cabeça e desistes de uma vez por todas. Bom era só isto, espero continuar a ter-vos por cá

Mafalda M.

domingo, 7 de novembro de 2010

project project

Tenho um novo trabalho em mãos, que a meu ver, é o mais difícil que tive até hoje. Tenho que produzir um anúncio televisivo - de 3 minutos no máximo - como chamada de atenção ás pessoas de cadeiras de rodas. Isto é, tenho que vestir a pele da Fundação Salvador (instituição de deficientes motores) e demonstrar as dificuldades que estes encontram na nossa sociedade.
Quero sugestões, seja de cenários, frases, imagens, enquadramento, situações difíceis para estas pessoas... Qualquer coisa, muito obrigada!