domingo, 26 de dezembro de 2010

pyramid.

Eu rezei de bíblia na mão e Deus no coração. Pedi auxílio nesta batalha, para a subida ao topo da pirâmide com toda a força possível. Não quero escorregar de novo, não quero fraquejar, não quero sentir as pernas tremerem quando a altitude se fizer notar. Preguei de alma transparente aos grandes nomes da historia, chorei com as ultimas lágrimas que possuía, ajoelhei-me perante tudo e todos suplicando esta ajuda. Neste inverno garrido e gélido em que a guerra ainda não saboreou o paladar da pluma que é a paz de espírito. Mas há coisas das quais realmente necessitamos, e eu preciso de ser Vasco da Gama e partir em busca da Índia do meu coração.

Christmas Christmas

Este Natal infelizmente não senti grande espírito natalício, na véspera estava tudo cheio de sono e como este Natal ninguém na minha família recebeu filmes, tivemos de nos contentar à televisão nacional que estava, no mínimo, deprimente. Mas Natal é sempre bom, mas melhor ainda - revelando um pouco do Diabo que há em mim - é o dinheirinho que se recebe para gastar nos saldos que estão quase aí a chegar. Dia 28, right?

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

20:23

Em nome do carinho, da amizade, da compreensão, do prazer, do crescimento, dos bons e maus momentos, da ajuda, do amparo, da protecção, das lágrimas, da cumplicidade, dos degraus que subimos e do patamar que alcançamos, da entrega, do valor, das novas experiências, da alegria, do saudável que é esta relação, da importância, do benéfico, das surpresas, da segurança - mas principalmente em nome do amor e do tempo -... adoro-te, com todo o coração e alma nas palmas das mãos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

desflorando.

As dedicatórias são muitas. São inúmeros os abraços interiores, as promessas, as juras, a confiança. «quando precisares, estarei lá...» dizem. Mas o dia de amanhã ninguém conhece. É a incógnita definitiva. Hoje tens o mundo, e amanhã estás só. Na hora do juízo final, na altura em que é realmente necessária a presença, só se sente o pó. Contas contigo próprio, se fores capaz. Ou então afundas-te. Mar abaixo, emergindo sem ser capaz de regressar à superfície. O oceano é perigoso. Há peixes tão grandes e tão pequenos. Há peixes pequenos que se acham peixes grandes. E há peixes pequenos, que precisam dessa ilusão - de serem grandes - quando que na verdade, ninguém o é realmente.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

desvendando.

A pequena nuvem encobriu o céu inteiro. Pelos vistos não era assim tão grande, a imensidão do céu longitudinal. Roçou no cume, no pico da ilha mais alta do mundo. Fez-lhe cócegas e difundiu a imagem que tinha dela. Não a conhecia assim tão bem, e a verdade é essa. Ama-se muito, mas na altura de soletrar cada letra, falha-se uma. É impertinente, é desastroso e arrepiante a gaguez da situação, a mudez que porventura lhe rasgaria o algodão fictício. A história não tinha um fim destinado. O autor morreu antes de o acabar, se fosse realmente essa a sua vontade, um fim enfeitado ou não. Mas agora ninguém sabe. Nem nunca saberá. Doirá a garganta oca, sem as malditas cordas vocais.

sábado, 18 de dezembro de 2010

descobrindo.

Por vezes é difícil escrever. É necessário músicas bonitas e elas não têm dormido em casa. Os distúrbios são muitos, mas também estabilizam. Também enfeitam a casa de chocolate, junta à lareira, sem derreter. Há minutos que parecem horas, e o coração sente isso mesmo. O tempo quebradiço, depressa e devagar, escalando a montanha mais pequena do mundo - e mesmo assim demora tanto a alcançar-lhe o topo. As coisas são da medida que as fazemos. Apenas se disformam e se torna difícil focar o seu centro, de as entender afincadamente e resolve-las como um mestre à matemática. A casa poderá não ter telhado, mas há sempre duas mãos para proteger a cabeça da chuva. Para não molhar o cabelo quando a mente bem precisava de um balde de agua fria. Há dizeres que são ditos exactamente por dizer. Escrever é difícil. Mas a vida ensinou-me que mais difícil que escrever, é compreender e aceitar.