domingo, 9 de janeiro de 2011

sales sales #3

Ontem fui ao CascaisShopping ás compras logo de manhã. Comprei um verniz da H&M, uma camisola e mais duas tshirts. Ainda queria muito uma mala e uma carteira nova, mas eu sou tão esquisita que ando ás voltas e ainda não vi nenhuma pela qual me apaixonasse realmente. Para além disso, não sei do que foi mas estou adoentada e fiz também uma pequena lesão ao fundo das costas à 4 dias por isso ando a pomadas e compressas. Que fim-de-semana bonito, han!

sábado, 8 de janeiro de 2011

do amor ao fruto que não se colhe.

Se à dois dias atrás me tivessem ditado o futuro, eu teria rido. Se me dissessem que eu estaria só, mais só que uma flor perdida no areal de um deserto, eu teria rido à gargalhada. Eu não podia ser mais feliz: tenho uns pais que me apoiam, poucos mas bons amigos, saúde para dar e vender, e mais importante que tudo, o homem da minha vida do meu lado - e estávamos melhor que nunca. Todas as relações têm problemas, todas as relações têm altos e baixos. Há que ceder, há que aprender, há que crescer e deixar o outro fazê-lo também, ao seu próprio ritmo, apoiando-o e moldando-nos ao mesmo tempo... e assim sim, a relação evolui graciosamente e naturalmente. Nós íamos a festas de família juntos, de férias de Verão e passamos pela primeira vez o dia de Natal juntos, e julgava-o eu, o mais feliz de sempre até hoje porque supostamente seria o primeiro de muitos mais. Ele era a base de tudo. Fazíamos planos, tantos planos para o nosso futuro brilhante juntos... Eu sempre fui uma rapariga um pouco insegura, e por isso precisava muito da atenção de quem estivesse comigo, mas eu também contribuía, com toda a fidelidade, amizade, amor, surpresas e força necessárias. Eu cuidava de ti quando estavas doente e tu dizias-me sempre cheio de carinho «se não fosses tu, quem cuidaria de mim?» e o meu coração enchia-se, como uma onda leve e fresca do oceano. Eu daria a minha vida por ti, e meteria as mãos no fogo pêlo nosso amor. Amor. «Amor?» perguntei-te, como quem pergunta aquilo que julga ter certezas. E ainda não sei se deveria ter estado calada e apreciado o silêncio do momento. Não teria ouvido aquilo que disseste. Não teria ficado sem ti - ou quem sabe até sim, se estivesses tão certo das tuas ideias que ainda agora não entendo. Afinal queimei-me nesse fogo, e doeu muito. E não me ri, como me teria rido à dois dias atrás se alguém me tivesse dito que isto iria acontecer. Que te iria perder. Que perderia logo a pessoa que mais amo. Chorei antes as lágrimas mais dolorosas da minha vida, porque afinal o que me aconchegava o leito simplesmente desapareceu. Em segundos. Sem motivos aparentes. E eu estava que nem flor no deserto. O teu sorriso desvaneceu para sempre. Não me deste o direito a um ultimo abraço, a um ultimo conforto, a uma ultima estadia no sítio onde me sentia mais eu, mais amada, mais segura - os teus braços. Simplesmente foste, e levas-te contigo o meu coração, a arrastar no chão como se nem o conhecesses. Porque o que agora tenho cá dentro é fraco e nem de coração merece ser chamado, são sim pequenos restos de pó das memórias e fragmentos da saudade triste do teu beijo que nem pude saborear com modos, porque nunca julguei existir um ultimo.
Deveria ser proibido sofrer por amor,
inês

18:18

Project "The Girl Effect"


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

a imprevisibilidade do amor.

Mais uma vez me apercebi do quão imprevisíveis são as pessoas e os seus sentimentos. E é curioso, a rapidez com que tudo se altera e de um momento para o outro, tudo murcha. São infinitas as coisas que fazem um amor evoluir, e pode ser apenas uma, a fazê-lo desaparecer. Deixando apenas um leve rasto de fumo negro, com as partículas do desespero, das dúvidas, da tristeza profunda e muitas vezes, da injustiça. Podemos ser felizes durante horas, e bastar apenas um minuto para metermos tudo em causa, e inseguros, decidirmos desistir. Não deixando hipótese ao outro - aquele com quem partilhávamos esses mesmos sentimentos - de lutar ou de se aperceber sequer da reviravolta que lhe caiu mesmo à frente dos olhos. É muitas vezes triste, mas pelos vistos, muitas vezes é assim. E é quando se ouve e se vê historias destas acontecerem do inesperado, que o nosso coração transborda de compaixão pelos afectados e nos metemos realmente na sua pele. E se dói, só por sentirmos aquele ardor da angústia ao aproximarmo-nos, quanto mais se lá estivéssemos dentro a ver o seu coração a corroer. Tudo porque ontem eram as pessoas mais felizes do mundo, e hoje choram porque, sem razões aparentes, alguém lhes acenou, sem breves justificações ou despedidas decentes.

à Inês, por toda a força e coragem.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

sales sales #2

2º dia de Saldos, duas da tarde, desloquei-me até ao Loures Shopping desta vez. Vou lá muito raramente, só em época de saldos, porque ainda que tenha poucas lojas, acho sempre que encontro lá uma peça única, que não encontro em mais loja nenhuma. Mas desta vez, desilusão. Comprei essa "peça-chave", um blazer azul muito escuro com pêlo na gola que ainda não tinha visto nenhum igual àquele. E comprei umas calças, pretas, normalíssimas. Mais nada. A Zara estava o pandemónio, entrei e saí. Nem tinha muita gente, como é habitual, mas estava tão desarrumada que até dava dó. A H&M pequeníssima e sem preços de saldos decentes, a Mango que tanto queria ir lá porque tenho uma mesmo ao pé da minha escola e achei que tinha coisas giras - nem vê-la, etc etc. Comprei também uma t-shirt que achei amorosa, no outlet da Zara ao pé da minha escola (isto de estudar numa zona comercial tem as suas vantagens). Amanhã à tarde ou sexta talvez volte a espreitar, só para ver como estão as coisas.