terça-feira, 12 de abril de 2011

a ventania.

Fugiste num cavalo-de-pau, vestida de princesa falsa, querendo mudar a tua vida. Abandonaste o mundo que até outrora era tudo aquilo que conhecias, que amavas, que admiravas e respiravas de um momento para o outro. Deixaste uma rua, um bairro, uma cidade, um país que apenas te queria bem para te salvaguardares nos braços inseguros do desconhecido em que o numero dois não existe. E eu apenas posso lamentar essas tuas escolhas que me abateram o peito, que me fizeram verter lágrimas, que me fizeram principalmente aprender que as pessoas são como o vento, nunca estão paradas num lugar e de um momento para o outro, sem nada o prever, voam para longe e nunca mais lhes conseguimos alcançar a mão para a agarrar com força. Como disse a Margarida no seu último livro «O mundo pode ser um lugar difícil, mas, se formos bons, a vida traz-nos as pessoas certas que nos podem proteger e cuidar de nós». E tu não cuidaste de nós como deverias, como nós precisávamos, como só tu sabias fazer...
Queria aproveitar este pequeno "tempo de antena" para deixar aqui um enormíssimo Obrigada a todos os que me lêem, que deixam comentários e sugestões, aos que partilham de certa forma momentos das suas vidas através das perguntas que me fazem, aos que dão valor à minha opinião, a todos os amantes das letras e do nosso português, no fundo, a toda a gente que me tem vindo acompanhar. É muito gratificante saber que contribuo nem que seja por segundos para o dia-a-dia de alguém ao identificar-se com o que aqui escrevo. Este blog, para mim, é mais que metade de mim. Tem uma importância extrema porque escrever é realmente das melhores coisas que tenho - porque mesmo que o meu mundo um dia desabe, a escrita depende só de mim e de um amor muito forte que nunca nos desilude. E aqui, mais que os dedos que batem sobre as teclas, é o que o coração balbuciona à mente e me faz projectar isso aqui. E por isso mesmo, por me fazerem continuar todos os dias a vir aqui deixar mais um pouco de mim, obrigada. Continuarei, sem dúvida, toda "olhos" para ver e saber tudo aquilo que quiserem deixar por cá.

Mafalda M.

sem ritmo.

É bateria quebrada este lamaçal interior. Esta devoção natural, crua e realista. Como uma brisa que provêm dos olhos fechados, dormentes das maleitas transversais ao seu infinito horizonte. Cheira a alimento traiçoeiro, um veneno voraz e silencioso. As gotículas de saliva espalhadas, num todo leito de saudade por um amor antigo, que não murcha nem quebra. É o amargurar da falta, da ausência, do desconfortável medo da verdade.

sábado, 9 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

da autoria de Margarida Rebelo Pinto

«Se o amor é como um rio que nunca corre da mesma maneira, a amizade é um oceano imenso e profundo que nunca seca nem se cansa de existir (...)»