Não estivemos contigo neste momento mais doloroso - é verdade. Mas verdade também é que, lá no fundo, nós já não sabemos estar contigo. Por mais que doa, por mais memórias conjuntas que tenhamos tido, a realidade é que já não nos conhecemos umas às outras. Tu foste, tal como Camões "para mares nunca antes navegados" e nós ficamos em porto, a ver-te afastares-te sem uma palavra de despedida. Mas também não fomos os teus velhos do Restelo. Nós calámos magoadas as nossas almas e não levantamos suposições quanto às tuas acções (ou talvez ao inicio o tenhamos feito um pouco - porque a verdade é que nos custou bastante perceber o porquê. Porque é que nos deixas-te, porquê a nós que sempre te demos tudo o que podíamos e o que não podíamos). Chorámos cada uma para si as suas lágrimas em Belém, com sentimentos revoltosos naquela Praia das Lágrimas que outrora foi história na vida de alguém - tal como tu. Porque nós éramos nós, e tu não eras mais um navegador português, tu eras o nosso Vasco da Gama. O barco não se afundou, porque também não deixámos que nos perdêssemos da mira. Lutámos contra o Adamastor e contra Baco e procurámos a nossa salva Ilha dos Amores. O sebastianismo ficou até ao dia, em que perdemos a fé. Dói tanto dizer, mas devias ter chegado mais cedo, com o nevoeiro.segunda-feira, 7 de novembro de 2011
chegada?
Não estivemos contigo neste momento mais doloroso - é verdade. Mas verdade também é que, lá no fundo, nós já não sabemos estar contigo. Por mais que doa, por mais memórias conjuntas que tenhamos tido, a realidade é que já não nos conhecemos umas às outras. Tu foste, tal como Camões "para mares nunca antes navegados" e nós ficamos em porto, a ver-te afastares-te sem uma palavra de despedida. Mas também não fomos os teus velhos do Restelo. Nós calámos magoadas as nossas almas e não levantamos suposições quanto às tuas acções (ou talvez ao inicio o tenhamos feito um pouco - porque a verdade é que nos custou bastante perceber o porquê. Porque é que nos deixas-te, porquê a nós que sempre te demos tudo o que podíamos e o que não podíamos). Chorámos cada uma para si as suas lágrimas em Belém, com sentimentos revoltosos naquela Praia das Lágrimas que outrora foi história na vida de alguém - tal como tu. Porque nós éramos nós, e tu não eras mais um navegador português, tu eras o nosso Vasco da Gama. O barco não se afundou, porque também não deixámos que nos perdêssemos da mira. Lutámos contra o Adamastor e contra Baco e procurámos a nossa salva Ilha dos Amores. O sebastianismo ficou até ao dia, em que perdemos a fé. Dói tanto dizer, mas devias ter chegado mais cedo, com o nevoeiro.sábado, 5 de novembro de 2011
Artigo de opinião
Tirado daqui."Na semana passada li um artigo sobre uma tendência que começa agora a ganhar relevo na sociedade portuguesa – o LAT, ou seja, Living Apart Together. Parece que os casais, quer tenham contraído o belo do matrimónio ou sejam apenas namorados, preferem morar em casas separadas. Amam-se, adoram-se, mas cada um tem o seu apartamento.Tenho a dizer que concordo! Há dias em que o membro feminino do casal vai querer vestir um pijama XXL de ursinhos, fazer uma máscara facial verde com as tradicionais rodelas de pepino nos olhos, comer chocolates e ver filmes lamechas. E também há alturas em que o macho quer beber minis enquanto vê jogos de futebol com os broncos dos amigos…e algumas madrugadas em quererá ver porno. Sim, sei que devemos aceitar o outro com todas as suas qualidades e defeitos. Sim, que o amor é cego (NOT). Sim, que ser casal é isso mesmo. A verdade é que acho que esta história de viver junto mas separado é uma grande ideia.
Obviamente, na maior parte das noites, ela vai dormir a casa dele ou ele a casa dela. A diferença é que quando cada um dos membros do casal precisar de fazer alguma coisa ridícula ou extremamente irritante não tem de ter o outro a assistir. E parece que há menos riscos de que a vida sexual se torne monótona. O que é uma grande vantagem, diga-se. As possíveis separações também são mais fáceis. Assim acabam os dramas do “sais tu/saio eu”e até mesmo o “esquece, o bonsai é meu!”. Caso a coisa corra mal cada um tem o seu cantinho, a sua independência. O grande senão desta nova forma de vida é o facto de cada um dos apaixonados ter de pagar a sua renda ou prestação da casa e em tempos de crise isto conta, ou melhor, desconta e muito.
Conclusão pessoal: Podem dizer que o LAT gera relações pouco profundas e comodistas. A minha opinião? O LAT ajuda a manter relações profundas e a torná-las mais divertidas. Acho que se mais casais adoptassem este sistema haveria menos divórcios. E melhor sexo."
Obviamente, na maior parte das noites, ela vai dormir a casa dele ou ele a casa dela. A diferença é que quando cada um dos membros do casal precisar de fazer alguma coisa ridícula ou extremamente irritante não tem de ter o outro a assistir. E parece que há menos riscos de que a vida sexual se torne monótona. O que é uma grande vantagem, diga-se. As possíveis separações também são mais fáceis. Assim acabam os dramas do “sais tu/saio eu”e até mesmo o “esquece, o bonsai é meu!”. Caso a coisa corra mal cada um tem o seu cantinho, a sua independência. O grande senão desta nova forma de vida é o facto de cada um dos apaixonados ter de pagar a sua renda ou prestação da casa e em tempos de crise isto conta, ou melhor, desconta e muito.
Conclusão pessoal: Podem dizer que o LAT gera relações pouco profundas e comodistas. A minha opinião? O LAT ajuda a manter relações profundas e a torná-las mais divertidas. Acho que se mais casais adoptassem este sistema haveria menos divórcios. E melhor sexo."
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
ser.
O pior de olharmos para nós mesmos é não nos conhecermos. É apercebemo-nos que durante tanto tempo confundimos aquilo que somos com aquilo que gostaríamos de ser. Livre de defeitos, de cicatrizes, de maleitas internas. Um sonho que era não mais que a pura ilusão e isso faz um buraco ainda maior na pele. Rasga-a com muita lentidão e dor. Como se fossemos recicláveis, capazes de nascer de novo. Mas não somos, e infelizmente, demoramos sempre demasiado tempo para nos apercebemos disso realmente.domingo, 23 de outubro de 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)


