Hoje foi o meu primeiro dia de férias. Estava a precisar disto mais do que nunca. De um intervalo - por mais pequeno que fosse - de toda aquela confusão em que me instalo diariamente. Passei a tarde no centro comercial e fiz a minha última compra de Natal. Sinto que o tempo está a passar demasiado depressa e que falta animo a todas as pessoas, mas ainda assim estou entusiasmada com o Natal. E vocês?sábado, 17 de dezembro de 2011
xmas xmas
Hoje foi o meu primeiro dia de férias. Estava a precisar disto mais do que nunca. De um intervalo - por mais pequeno que fosse - de toda aquela confusão em que me instalo diariamente. Passei a tarde no centro comercial e fiz a minha última compra de Natal. Sinto que o tempo está a passar demasiado depressa e que falta animo a todas as pessoas, mas ainda assim estou entusiasmada com o Natal. E vocês?quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
23:23

Contigo aprendi que o meu maior amor, aquele que existia muito antes de tu chegares, é incapaz quando serve para te amar a ti, ainda mais. É estranho então, esta minha incapacidade de canalizar as palavras para te descrever, para te celebrar, para te dar tudo aquilo a que tens mais do que legitimo direito. Derrubaste, sem eu o esperar, este meu amor pelas palavras. Mostraste-me o quão mais forte que elas és, a ponto de não haver palavras suficientes no mundo que te cheguem. Que consigam descrever o quão maravilhoso e especial és. Arrepiaste-me as veias, os poros, os cabelos quando me apercebi que nem o que eu sinto por ti é descritível. É além de tudo isso. É mais fundo e profundo, é inigualável, tanto para o bem como para o mal. Aumentaste esta minha sede pela perfeição sem o quereres, sem o saberes, mas olhar para ti é como olhar para o infinito. É olhar para um dicionário vazio mas com milhares e milhares de folhas. E nós somos isso mesmo, um só livro vazio. Numa fusão quase perfeita de sermos "o nada que é tudo".
sábado, 3 de dezembro de 2011
lose.
Difícil é fazer o percurso que não existe. Mais difícil é seguir um percurso que só existe na nossa cabeça. Uma coisa é vermos com os nossos olhos que ele não existe, outra é apenas nós o vermos mas temos a plena consciência de que lá no fundo, ele não existe mesmo, porque ninguém o vê. Então não pode ser real, certo? Não é alcançável para nós, por mais que o queiramos, que o desejemos, que o ansiemos. Ele existe como o vento. Está lá mas não se toca. Está lá mas não se cheira. E é assim que eu me sinto. Como o vento. Como o percurso que só existe na mente. Só eu é que me vejo, mais ninguém."triste sina é..."
A solidão é um mal tremendo. Porque ela nasce dentro de nós, porque somos nós que a fazemos com as nossas acções. Eu afastei o céu e o mundo, pelo coração. Julguei que, tendo todo o coração do mundo, não precisaria mais do céu e do mundo. E realmente não precisei durante muito tempo. Mas agora sinto a falta de tudo. Porque não há mundo, não há céu e nem sempre há coração. Há solidão. Há a ausência por mais estranho que isto soe. E eu não consigo viver sozinha. Porque já resguardo demasiado para mim tendo o mundo, o céu e o coração quanto mais quando não tenho nada e eu própria transformo-me numa bola de neve. Porque tudo está em mim, e eu enlouqueço. Faço de tesouro, de mapa e de pirata. Tudo numa só pessoa. Tudo apenas em mim. E eu não consigo. Não consigo estar só porque enlouqueço. Porque estar só tira-me a capacidade de conquistar não só o que me falta como aquilo que nem imagino. Estar só, como me sinto hoje e nos últimos todos, tira-me a ânsia de racicionar - e por isso choro. Choro porque tenho em mim guardadas todas as frustrações do mundo: as minhas, as que oiço dos outros, as que imagino e as que anseio. Mas não as solto, nem com o coração que nem sempre me escuta, nem como céu que já não me pertence. Estão cravadas em mim como espinhos da rosa. E doem tanto ou mais. Furam tanto ou mais que a pele não se restaura mais.domingo, 27 de novembro de 2011
me me.
Preciso seriamente de calma na minha vida, de me rodear de coisas boas e bonitas, de pessoas inteligentes e com conteúdo. Afastar-me de toda esta onda negativa e desnecessária em que me insiro. Preciso de ser, quem sabe, mais eu. E não esta pele que visto todos os dias para ir estudar, para conseguir lidar com as pessoas que - infelizmente - tenho de conviver todos os dias. Julgar eu que o local que mais defendi, acreditei e me surpreendeu é o que agora me arrepia só de pensar em estar nele. Julgar que esse mesmo local onde tanto cresci profissionalmente é o ultimo em que quero estar, e faço jogos de cabeça e contas à vida para me escapar dele. E tudo por causa das pessoas. Devido, ironicamente, ao meu maior e mais antigo amor - as pessoas. Os seres que mais me intrigam, apaixonam e impressionam. Há maldade por este nosso (lindo) mundo a fora. Mas não deve ser por isso que o iremos seguir. Temos antes de ser melhores, para ao encostarmos a cabeça à almofada sabermos de coração quente que não contribuímos para essa maldade mundial. Podemos ter uma vida menos emocionante, menos lutada, mas fazemos a nossa parte e isso devia-nos satisfazer mais que qualquer outra coisa. E é assim que eu vivo. Nos cinco dias de semana em que acordo às sete da manhã e visto esta minha pele mais opaca que a verdadeira. Lembro-me bem de antigamente, quando era mais nova, mais livre, mais alegre, julgar que era com os meus amigos, colegas e conhecidos que poderia ser eu mesma. Rir alto, saltar, dançar, correr, dizer o que a minha pele necessitasse de expelir. Mas depois, como os mais velhos sempre me disseram, há pessoas que quer queiramos quer não desaparecem da nossa vida. Vemos que temos de abdicar do céu para ter uma mão cheia de coisas concretizadas. Porque sonhar é perfeito, mas só nos trás algo se fizermos por isso. E eu decidi fazer. Perdi o céu, porque quis, porque sim, porque não consegui impedir que isso acontecesse - não importa. Perdi-o e por substituição falsa encontrei uma bolha inquebrável de mentalidades distorcidas, estranhas e irreais. E não é com essas pessoas que sou eu, é comigo mesma. Ganhei muita insegurança, porque quando começamos a guardar tudo para nós perdemos também um pouco das nossas forças. Começamos a achar que não vale a pena, que é desnecessário, que não é oportuno, que não merece a importância. Mas se calhar vale, não tudo, mas há muita coisa que merece ser dita e realçada. Porque a vida são os sonhos e as palavras. E sonhos tenho-os aos montes, tal como às palavras. Mas todos refundidos em mim, e não no céu que outrora foi só meu.A verdade é que me preocupo muito. Com todos e com tudo. Até com aqueles que são maus para mim. Tento agir sempre da melhor maneira. Não por medo mas porque quero acima de tudo saber para comigo mesma que não fui igual àquela pessoa. Então sou educada, choro por dentro - de raiva ou de tristeza - mas de mim terão sempre o mesmo, o melhor de mim que conseguir e que achar que merecem. Por vezes até escrever me preocupa. Porque nem aqui sou livre, nem aqui tenho aquele céu que tanta falta me faz. Escrever sobre mim é instintivo, mas expô-lo não é. Porque me preocupa o quão aborrecido possa ser ler-me. Porque as pessoas não gostam de grandes textos a não ser os verdadeiros literários. Porque me podem interpretar mal, porque me podem julgar. E sabendo no meu intimo que não sou, nem ninguém é perfeito, não deixa de ser aquele tipo de ideia que não consigo aceitar. Porque eu preciso muito, muito de o ser. Porque cada vez que estou lá perto me sinto realmente feliz - como não o sou muitas vezes. Não as vezes suficientes para me apagar estas ideias da cabeça. Maioria da minha vida senti que as pessoas não davam valor ao que eu sou. Não que eu seja uma grande pessoa, uma grande mulher, um grande humano. Mas há tanta gente que admiramos na vida, e há tanta gente que eu admiro... Ou mesmo que não se vá por esses caminhos, apenas que oiçam os meus ideias, que pensem neles... O mundo está cheio de ideias estipuladas, de frases feitas e de ideias pré-concebidas mas isso não deve ser motivo para fecharmos os olhos a elas. Devemos mesmo assim escutá-las e perceber quais as mais acertadas, as que mais expõem a nossa própria maneira de pensar. E por vezes é isso que eu procuro na minha escrita. Que alguém se encontre aqui. Que haja uma alma no mundo parecida a mim. Que veja o mundo como eu. Com um amor triste - é certo - mas com muita esperança. Que saiba realçar o que de melhor há por aqui e o pior de tudo. Que veja a beleza como o agradável que é e não como uma futilidade. Que veja a educação como um bem essencial para a sobrevivência da espécie e não como falsidade. Talvez eu queira muita coisa, talvez eu me preocupe demasiado, talvez eu não consiga nunca ser perfeita realmente, mas isto são os meus ideais que espero um dia transformá-los nas minhas conquistas - com todo o meu amor e coração. E hoje, ao contrário de tantas centenas de textos que já escrevi e não os demonstrei ao céu, abro-me e aqui está - embrulhado em mágoa e confiança.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
ruga.
O relógio tilintou mais do que o normal hoje. Ele balançou de um lado para o outro, rápido e ágil, freneticamente quente. Esquentou a madeira que o envolve e define, derreteu o metal dos ponteiros. Coalhou a cor e manipulou o tempo. O tempo. Esse maldito inimigo da espécie. Tolo é aquele que o ama. Que o anseia, que o espera, sentado de olhos postos no nada. O tempo quebrou-me o amor. Tirou-me a avidez de viver porque, agora, sinto-me no final da recta. Estou só, quando em tempos me senti - ironicamente - cheia de gente. Com muitos afazeres - sem tempo. E agora sou só eu e este relógio que emigra comigo todos os dias. Que me lamenta as dores, a doença e a mágoa constante da perda. O tempo deu-me as maiores alegrias, mas também mas tirou de novo um dia. Levou-me o amor, a saúde, o trabalho, a ânsia de ser. Deixou-me aqui, assim, como se abandona um cão: com nó da garganta mas sem se olhar para trás.
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