domingo, 19 de fevereiro de 2012

22:23

da liberdade ao...

A liberdade deve ser a maior dádiva de todas. Que a aproveite quem a tem. Que a viva, a sinta, usufrua dela como nunca. A vida é tão pequenina para deixarmos de fazer tanta coisa por causa de alguém. Claro que grande parte de uma relação é ceder, mas conjuguem as duas partes. Não sigam marés que não retornam. Temos que crescer e evoluir com a pessoa que amamos, juntos. Não separados, não um mais que outro. Formem um ritmo vosso, perfeito. Amadureçam e vivam experiencias, não se chateiem por o outro querer fazer o que lhe faz feliz mesmo que não seja do vosso maior agrado. Claro que há limites - mas apreciem o que lhe faz bem, porque no fim do dia, o que importa é o sabor doce de fazermos alguém especial feliz. E isso, consequentemente, quando lhe virmos o sorriso, fazer-nos-á também a nós felizes.
Eu sempre acreditei nisto, e, ainda que maioria das vezes não seja isto que acontece na minha vida, eu nunca desisto. O nosso barco é do tamanho que nós queremos, só haverá água a mais lá dentro se assim o aceitarmos.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

"o meu primeiro amor"

Há características dos primeiros amores que nunca se perdem. Não sei ao certo porquê, se o simples facto de ser o "primeiro" seja um patamar que aguente todo este peso de química e cumplicidade que o tempo não quebra. E é isto uma das grandes coisas que me apaixona no amor. É a sua imortalidade. É a capacidade do ser humano ter de se apaixonar de novo, fazer a sua vida e ser feliz, mas quando se reencontra com o seu amor mais antigo, há um quente entre seres que nunca arrefece. Eu acredito realmente nisto e na sua beleza. Há tão poucas coisas no mundo imortais, que devemos enriquecer a mais infinita delas. Não há grandeza de palavras que suporte o amor, o tema mais infindável e perfeito do mundo. Eu tento acompanha-lo, escrever sobre o melhor dele - seja isso tristezas ou a maior das felicidades. Porque por mais que magoe, por mais que doa e nos arranque as entranhas, há sempre algo de tão quente nele, tão maduro e educativo... Porque infeliz não é o que sofre por amor, mas sim aquele que nunca teve o privilégio de sofrer por ele.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

o mundo, um apelo.

Sabem... O problema não é defendermos aquilo em que acreditamos, mas sim quando defendemos algo baseado em opiniões e não em factos comprovados. Eu posso achar errado alguma coisa, como a violência nos animais, mas não deve ser por eu ver uma imagem na internet que me diz que certo sítio do corpo é menos ou mais nociva à dor, que eu vou acreditar. Tenho de me informar, por mim, com certezas. E é daí também que surge o problema de quando nos preocupamos com coisas que, não deixam de ser importantes, mas secundárias face às catástrofes que por aí andam. Claro que qualquer coisa é importante se acreditarmos nelas, mas não nos podemos focar de tal forma em algo que esquecemos tudo o resto. Catástrofe sim é a fome no mundo, são os números horríveis que há de mortes por dia, são as guerras, a miséria. Isto são problemas, problemas que cada um de nós os devia sentir e contribuir para o seu melhoramento. Acreditar que um dia, por mais longe que seja, tudo vai acabar e fomos nós que contribuímos para isso. Depois há a fundamental questão de que só se salva as pequenas coisas se salvaguardarmos o meio em que elas habitam. E aqui refiro-me ao ambiente. Refiro-me a fazerem a reciclagem, a procurarem a diminuição da emissão de poluição, a procura por energias renováveis para as vossas vidas. Porque vocês podem utilizar a internet para falar do canil que tem x cães para abate, mas se não cuidarem do planeta em que esses x cães vivem, e vocês, então qualquer dia não há um nem outro. Por isso é que eu acho que não devemos deixar de nos preocupar com nada, dar importância a tudo, mas nunca esquecer o mais nocivo. Que é o planeta e a fome. E era nisto que queria que muita gente pensasse um pouco. Pelo menos na minha vida, surgiu de repente um crescente número de pessoas que se preocupa excessivamente com o bem-estar dos animais. Gente que passou a ser vegetariano, a defender os direitos dos animais, a fazer apelos aos animais abandonados e juro que não acho isso mal. Tanto que eu também o faço (o apelo aos animais abandonados)! Mas como é que podem achar isso a coisa mais importante do mundo, quando está perante nós as alterações climáticas e fomos NÓS quem contribuiu para isso? Como é que podemos pensar noutras coisas quando já não temos outono e primavera como quando eramos crianças? Quando começa haver secas horríveis que nos tira a comida dos supermercados, quando já não há chuva? Com o buraco do ozono a crescer e nós continuamos a pagar balúrdios para tirar a carta de condução para podermos poluir ainda mais, continuamos sem fazer reciclagem e começamos a poupar na conta da eletricidade por estarmos em crise e não por sabermos que estamos a fazer mal ao mundo em que vivemos? E isto faz-me mesmo muita confusão. Mas sinceramente não tenho coragem para o dizer a quem devia, e a solução acabou por ser dizer aqui, na esperança de que alguém tivesse a mesma opinião que eu. O problema não é salvarmos os bichinhos, façam-no por amor de deus! Mas olhem a vossa volta, ao mundo onde vai viver esse bichinho que tanto defendem e digam-me se não há um caso bem mais urgente a tratar. Outra coisa que me amassa a alma é a falta de preocupação em geral que as pessoas têm quanto à fome no mundo. Parece que assumimos que isso é um facto e pronto, vai haver sempre. Mas se em vez de estarem a espalhar fotos de problemas menores fossem as compras para o Banco Alimentar ou para uma qualquer instituição que envie comida para Africa ou a Asia, faziam mil vezes melhor. Eu faço o que posso, porque meus amigos, o nível de pobreza extrema em Portugal está a crescer de uma forma que ninguém imagina... Pensem só um bocadinho nisto, obrigada.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

questions questions

Ultimamente escrevo menos. Não sei se por estar feliz, e como sempre que ando em fazes felizes escrevo menos; se pelo contrário acho que estou feliz e não falo daquilo que me atormenta. Acho que é um pouco das duas. Porque sim, estou feliz, e sim, não exteriorizo os meus tremores. A verdade é que há muita coisa que me preocupa, que me dificulta a respiração, que me domina o sono. Mas não o digo porque, como muitas outras pessoas, as vezes acho que senão as disser elas perdem importância - como senão soubesse perfeitamente que ao invés disso, tudo se torna mais forte. As vezes o meu problema é começar, e a quem contar tudo o que me corrói. Guardo tanto para mim que as vezes já nem sei o que fazer com tanta informação. É a guerra interior do precisar de soltar tudo isto e o querer o bem dos outros acima de tudo. E por isso ensopo, guardo, recolho, interiorizo, para que doa mais a mim do que aos outros. É uma decisão estupida. Mas depois olho para aqueles que não o fazem, e fico contente por alguém neste mundo tentar fazer sempre o melhor possível. E aí, todo este sufoco, volta a valer mas do que a pena. Porque prefiro ser assim, do que ao contrário.