segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Praia não é sexy.

Na praia ninguém é sexy. Principalmente nós, as moças. Pois nós podemos ir com o melhor dos vestidos ou até com aquele chapéu maravilhoso, que quando chega a dita hora de apanhar sol tudo muda de figura. Porque lá estámos nós: descabeladas, sem um acessório ou maquiagem que nos salve o (pequeno) outfit. Até os oculos que nos tapam as olheiras da noite anterior temos de os tirar para não ficarmos com duas bolas gigantes em volta dos olhos por causa do sol. E há ainda o famoso baixar das alças do bikini, para evitar as marcas quando começamos a ficar bronzeadas, mas que apenas resulta num peito ligeiramente, ou muito, descaido - mas sempre descaido, nada a fazer. Enquanto isto a nossa pele ainda brilha, não glamorosamente como nas capas de revistas, mas como se tivessemos sido mergulhadas numa piscina de banha - e aí a areia cola-se-nos às pernas, às mãos, à embalagem de protetor solar, enfim...
Depois, há ainda, como se nada disto bastasse, a ida à água. Com as conxinhas da beira a furar-nos os calcanhares, que nos fazem andar todas tortas, ou a rebentação das ondas que nos mete areia em TODO o lado (sim, exactamente aí, e muita). Mas a custo nós lá entramos, e chocalhamos nas ondas ficando ainda mais descabeladas, ou nadamos graciosamente quanto levamos com os salpicos do miúdo irritante ao nosso lado e, consequentemente, nos entope os ouvidos. Aí saimos da água, numa tentativa de andar sexy, mas na verdade vamos aos saltos porcausa das conxinhas que nos furam os pés e com sorte com uma mama de fora, porque nos esqueçemos de puxar as malditas alças do bikini para cima.
Pois, na praia ninguém é sexy.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

as minhas letras

Algum dia vais sair do meu coração? 
Um dia escreverei um livro só a pensar em ti. Só preciso de voltar acreditar em mim. E aí, deitarei tudo cá para fora - o que me magoa todos estes anos - e farei com que todos sintam que os seus sentimentos não são únicos, que o amor é uma longitudinal imensa que começou em ti e acaba em mim.

domingo, 21 de julho de 2013

coração batedor.

As descidas térmicas aparafusaram-me a pele. Pregaram-me violentamente como Deus foi pregado à cruz em prol de todos nós. Por vezes lamento que a dor não se meça aos copos de farinha - seria tudo mais fácil de lidar. De ver qual o maior sofredor deste mundo. Qual é o coração mais magoado. 
Por vezes sinto que esse tal coração deverá ser o meu, de tantas dentadas que lhe deste, de tantas vezes que eu o apertei para ver se ele parava de me enganar desta maneira.
Não penso no coração humano como um órgão, mas sim como um pequeno poço de tudo que cada um estima da melhor forma que sabe. E embora cada um lhe dê o uso que quer, eles são todos iguais. E todos deveríamos pensar assim.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

oh este fado.

Comeste-me as palavras. Ou então fui eu que as esgotei: as cuspi para um frasco e enterrei bem no fundo do oceano. Agora sou muda, com o coração vazio e as mãos gretadas de tanto te tentar agarrar. O que é da melancolia que ouvia na minha cabeça? Que me fazia chorar e sorrir ao mesmo tempo, que me apodrecia o coração de tanto amar...Será este o meu destino? Esta sensação de vazio mesmo quando sei que o fundinho do meu coração vai estar sempre cheio? Nós estaremos sempre juntos - mesmo que seja só dentro do meu peito, eu não me importo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

your eyes your eyes.

Eu só queria que visses aquilo que eu vejo. Como é que podes odiar o que vês no espelho, quando eu nunca vi mulher mais bonita que tu. Só queria que tu entendesses o quão esses teus olhos são mentirosos, e o quanto eu por vezes os odeio por não verem a realidade que eu vejo.

sábado, 25 de maio de 2013

misery.

Há épocas da nossa vida em que estamos lindas por foras e feias por dentro. Tenho os bolsos e o coração vazio.