Algum dia vais sair do meu coração?
Um dia escreverei um livro só a pensar em ti. Só preciso de voltar acreditar em mim. E aí, deitarei tudo cá para fora - o que me magoa todos estes anos - e farei com que todos sintam que os seus sentimentos não são únicos, que o amor é uma longitudinal imensa que começou em ti e acaba em mim.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
coração batedor.
As descidas térmicas aparafusaram-me a pele. Pregaram-me violentamente como Deus foi pregado à cruz em prol de todos nós. Por vezes lamento que a dor não se meça aos copos de farinha - seria tudo mais fácil de lidar. De ver qual o maior sofredor deste mundo. Qual é o coração mais magoado.
Por vezes sinto que esse tal coração deverá ser o meu, de tantas dentadas que lhe deste, de tantas vezes que eu o apertei para ver se ele parava de me enganar desta maneira.
Não penso no coração humano como um órgão, mas sim como um pequeno poço de tudo que cada um estima da melhor forma que sabe. E embora cada um lhe dê o uso que quer, eles são todos iguais. E todos deveríamos pensar assim.
Por vezes sinto que esse tal coração deverá ser o meu, de tantas dentadas que lhe deste, de tantas vezes que eu o apertei para ver se ele parava de me enganar desta maneira.
Não penso no coração humano como um órgão, mas sim como um pequeno poço de tudo que cada um estima da melhor forma que sabe. E embora cada um lhe dê o uso que quer, eles são todos iguais. E todos deveríamos pensar assim.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
oh este fado.
Comeste-me as palavras. Ou então fui eu que as esgotei: as cuspi para um frasco e enterrei bem no fundo do oceano. Agora sou muda, com o coração vazio e as mãos gretadas de tanto te tentar agarrar. O que é da melancolia que ouvia na minha cabeça? Que me fazia chorar e sorrir ao mesmo tempo, que me apodrecia o coração de tanto amar...Será este o meu destino? Esta sensação de vazio mesmo quando sei que o fundinho do meu coração vai estar sempre cheio? Nós estaremos sempre juntos - mesmo que seja só dentro do meu peito, eu não me importo.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
your eyes your eyes.
Eu só queria que visses aquilo que eu vejo. Como é que podes odiar o que vês no espelho, quando eu nunca vi mulher mais bonita que tu. Só queria que tu entendesses o quão esses teus olhos são mentirosos, e o quanto eu por vezes os odeio por não verem a realidade que eu vejo.
sábado, 25 de maio de 2013
misery.
Há épocas da nossa vida em que estamos lindas por foras e feias por dentro. Tenho os bolsos e o coração vazio.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
o desemprego
Eu tenho tentado, não está a dar mais para aguentar esta tristeza que tenho sentido todos os dias no ultimo mês. Está-se apoderar de mim e a transformar-se em amargura e frustração... Por o simples facto de: eu não sei o que fazer da minha vida.
Eu trabalhei 9 meses numa das maiores industrias de moda deste país. Eu trabalhei com prestigiados profissionais, passaram-me peças de desfile pelas mãos, eu aprendi a destingir um vestido Prada de um vestido Gucci. Eu, ainda que mal paga, percebi ainda mais que era aquilo a minha casa profissional. Vesti a camisola, lutei com os meus colegas por aquilo como se fosse nosso. Eu estava a fazer o que ambicionava para a minha carreira. Até ao dia em que fui despedida.
Hoje em dia ser-se despedido não significa que não somos bons o suficiente, tal como o facto de não arranjarmos emprego seja por esse mesmo motivo. Isso já passou. Já passou o tempo em que nos rescindiam o contrato por não "reunirmos as condições necessárias para as funções". Agora somos despedidos porque somos 1 em mil. Tal como não arranjamos emprego porque para uma oferta, há cem candidaturas. E no meio dessa candidatura existe alguém que, desesperado, já se candidata para um estágio curricular não-remunerado - porque é "currículo, que se lixe" - e nós não conseguimos competir com isso. Não se compete com mão de obra à borla. Não se compete com alguém de 22 anos, recém-licenciado que se oferece para trabalhar sem pedir nada em troca.
As empresas não têm dinheiro, ou têm pouco, ou até têm e fingem que não para poderem também usufruir desta situação. E vivem esta ideia iludida de tal forma que acabam por acreditar nela e enquanto deitam a cabeça na almofada porque deixaram de ter problemas de consciência - se alguma vez os houve - nós não deitamos a nossa porque continuamos sem emprego e sem saber o que fazer.
E é por isso que não aceito o "se fores mesmo boa naquilo que fazes, consegues", porque nós somos todos muito bons, e quem diz isso é porque não tem fé nas capacidades dos portugueses. Nós somos todos bons, cada um da sua maneira, cada um com as suas manias, mas nós somos mesmo todos bons quando gostamos do que fazemos.
Eu trabalhei 9 meses numa das maiores industrias de moda deste país. Eu trabalhei com prestigiados profissionais, passaram-me peças de desfile pelas mãos, eu aprendi a destingir um vestido Prada de um vestido Gucci. Eu, ainda que mal paga, percebi ainda mais que era aquilo a minha casa profissional. Vesti a camisola, lutei com os meus colegas por aquilo como se fosse nosso. Eu estava a fazer o que ambicionava para a minha carreira. Até ao dia em que fui despedida.
Hoje em dia ser-se despedido não significa que não somos bons o suficiente, tal como o facto de não arranjarmos emprego seja por esse mesmo motivo. Isso já passou. Já passou o tempo em que nos rescindiam o contrato por não "reunirmos as condições necessárias para as funções". Agora somos despedidos porque somos 1 em mil. Tal como não arranjamos emprego porque para uma oferta, há cem candidaturas. E no meio dessa candidatura existe alguém que, desesperado, já se candidata para um estágio curricular não-remunerado - porque é "currículo, que se lixe" - e nós não conseguimos competir com isso. Não se compete com mão de obra à borla. Não se compete com alguém de 22 anos, recém-licenciado que se oferece para trabalhar sem pedir nada em troca.
As empresas não têm dinheiro, ou têm pouco, ou até têm e fingem que não para poderem também usufruir desta situação. E vivem esta ideia iludida de tal forma que acabam por acreditar nela e enquanto deitam a cabeça na almofada porque deixaram de ter problemas de consciência - se alguma vez os houve - nós não deitamos a nossa porque continuamos sem emprego e sem saber o que fazer.
E é por isso que não aceito o "se fores mesmo boa naquilo que fazes, consegues", porque nós somos todos muito bons, e quem diz isso é porque não tem fé nas capacidades dos portugueses. Nós somos todos bons, cada um da sua maneira, cada um com as suas manias, mas nós somos mesmo todos bons quando gostamos do que fazemos.
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