segunda-feira, 30 de novembro de 2009

22:02

amo-te

(só por um momento) - música.

«Olha, não fiques à espera nada de mim, eu ás vezes sou triste e infeliz
às vezes nem sei como sou. Vê bem, eu já sofri demais por outro amor.
Não te estou a comparar, por favor... Mas é que eu tenho traumas para esquecer.
Quando penso que estou livre e que me posso entregar, a desconfiança vem ao de cima (...)
Tu queres que eu me esqueça e viva um amor novo,
mas preciso de um tempo aqui, para esquecer tudo o que se passou.
Olha-me nos olhos e dá-me um beijo, mata este meu desejo, só por um momento.
Faço-te um pedido: sê tu mesmo.
E antes que anoiteça, faz com que eu me esqueça de tudo o que eu sofri. (...)»

domingo, 29 de novembro de 2009

publicidade «Pfizer»

(...)

Eu não quero mais esconder estes meus traços. Não quero mais ter receio de olhar para trás. Não quero mais mentir e ter de me desfigurar dia após dia para que erros não sejam descobertos. Eu gostava de experimentar ser mais eu por inteiro. Não ter medos que me julguem e não me percebam. Porque eu sei que nunca ninguém vai compreender certas coisas. Mas preciso de me sentir mais natural, e quem sabe, normal. O somatório das investidas só me retraem, só me fazem encolher cada vez mais e não deixar sair a luz, o choro que me habita insatisfeito no regaço a tempo demais. E se há coisa que aprendi, foi que o tempo passa muito depressa.

ego ego

E ontem foi a noite, das sete da tarde às onze da noite no shopping valeu-me de uma boa disposição impossível de quebrar e imensos sacos novos a decorar o meu quarto. Dont worry, terça-feira à mais!

sábado, 28 de novembro de 2009

(keep holding on) - música.

«Tu não estás sozinho. Unidos venceremos. Estarei ao teu lado, tu sabes que te darei a mão. (...)
Porque tu sabes que conseguiremos!
Apenas sê forte. Sabes que eu estou aqui por ti...
Não há nada que possa dizer, nada que possa fazer:
não há outra maneira quando se trata da verdade. Então continua aguentar (...)
Eu gostava que estivesses aqui, antes que seja tarde demais - isto tudo poderá desaparecer.
Antes que as portas se fechem e chegue o fim... Eu contigo ao meu lado lutarei (...)
Escuta-me quando digo que acredito.
Nada irá mudar, o destino ou o quer que seja, nós o resolveremos perfeitamente. (...)
Continua aguentar (...)»

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

só dele.

Aconchega-me nesse teu refugio em lugar deserto, escondido. Nenhum campo é mais verde aos meus olhos que o teu, tal como árvore alguma brotaria flor mais perfeita que semente plantada por nós - mutuamente, como uma mão só, como um amor só. És a paz dos meus dias, a cura de qualquer mal que me revista a pele. Despes a camada e logo generoso saras feridas e deficiências. Não quero mais o silêncio se posso quebra-lo com o ecoar do bater do teu coração. Esse que me sossega, que me aconchega quente por saber tão forte que é todo meu.
"- precisava tanto de uma coisa boa na minha vida, e surgiu-me logo a melhor do mundo."

letters. X

Querido mar,
tem havido maremotos momentâneos em mim. Curiosidades velhas e já vividas a esquentarem-me a maturidade - vontade de arriscar - tenho sentido falta da versatilidade dos descompromissos, do furor da liberdade que sob o teu cheiro a maresia vivi intensamente até não haver mais gotas no oceano. Quero de novo o risco do mundo cair a fermentar adrenalina como eram os meus dias. O meu tempo de paixoneta que no teu embale viril, me tornou sereia de sensações aventureiras e mais livres.
como peixe na agua,
Mafalda

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

que renova e repete, repete e renova

És como um circulo. Sem inicio nem fim. Um ciclo que somente repete e repete. Não sendo isso mau. É bom até. É uma montanha-russa em que me sentei - nem no inicio nem no fim - mas sim no seu exacto centro para que lá fique sempre, mesmo que por vezes obrigue o ciclo a fazer uma pausa, nunca vou deixar que entre em coma, muito menos que deixemos de ser um só ritual.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

chamada noite

Minha lua nova, não desvaneças hoje cedo. Quero ver no escuro da noite a aura mais primitiva de cada um de nós. Quero ver o efeito principal e detalhadamente cada um dos secundários que o álcool ingerido provoca nas mentes férteis destes que pelas ruas caminham comigo. Quero ver os olhos a custarem abrir, avermelharem, a serem forçados a semi-cerrarem para conseguirem ver o máximo de nitidez nas coisas. Quero ver o suor a escorrer nas mãos e as camisas a encharcarem por todos os lados. Quero a realidade, o pior estado do ser humano. Quero assistir ao amarelo dos dedos e dos dentes com o atenuar rude do tabaco e seus companheiros de vícios. Quero ver os corpos a vaguearem desajeitados pelas ruas, os gritos loucos e roucos e os risos mil, de batons borrados e lábios inchados. Ilumina estas figuras que tanto me esquenta a curiosidade, o ferver crescente do álcool a passar na traqueia antes de borbulhar arduamente na garganta vai causar peripécias e eu quero vê-las de perto. Cada choro, cada aperto ou vagão no mais íntimo ponto fraco nosso será ameaçado e eu desejo ver as lágrimas caírem de manso e depois em cascata. O lado rebelde que se solta das almas tímidas e sossegadas do dia a dia mudam ali, sob ti, lua nova. Remexem-se sem constrangimentos, sem preconceitos ou vergonhas. Divertem-se, porque com a visão turva e a cabeça num turbilhão tudo é engraçado e a noite parece o melhor sitio em que um homem pode estar. Quero ver os corpos cansados e inconscientes no chão ou sentados de cabeça entre os joelhos e impurezas jorradas no chão. Um cúmulo de nojice que segundos antes foram o melhor momento das suas vidas. Quero ver o choque e desespero dos casacos perdidos e as malas roubadas, os telemóveis esquecidos nas casas de banho públicas. O pânico da falta de dinheiro, gasto em copos, para voltar para casa. Os empréstimos de ultima hora, os amontoados de cêntimos e poucos euros para dar pelo menos para um bilhete de metro ou comboio. Que mesmo assim os sorrisos logo depois reaparecem, por ser ainda de noite e aos seus olhos o enlouquecimento da espécie ter corrido maravilhosamente e combinam as próximas saídas nocturnas. Quero, oh lua nova, assistir de camarote a este ciclo em que a palavra sóbrio não entra.

13:15

"(...) mas acredita que nunca amei assim."

domingo, 22 de novembro de 2009

que perfeito coração.

Que insana se torne o meu nome do meio, que nada me incomodará. Já que o que me torna louca é esta fixação por ti, é a culpa diabólica de te querer feliz. É o ardor da crueldade que por vezes vitaminas nas tuas palavras e as lanças a mim como flechas, e mesmo assim te admiro e me orgulho de ti. É a percepção lastimável de não conseguir prenunciar o teu nome sem de seguida chorar esta magoa guardada no peito, que bolsa em querer sair livre gritando ao vento que a esperança nunca morre.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

vai-te deitar, ouvi dizer que...

«A noite é boa conselheira

trip trip

E anteontem a R e hoje o meu B fizeram-me um convite que só me adoçou o espírito. Ora estão perante a mais recente convidada especialíssima a voar até Lloret De Mar nos finais de Março apanhar inícios de Abril na viagem de finalistas deles e de outros amigos. Eu cá não sei como vai ser a minha vida até lá, e penso que até esteja em tempo de aulas nessas alturas. Mas senão for por isso, Espanha que espere aqui pela turista.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

da autoria de Cecília Meireles "Retrato"

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas
Eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,

tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

0:50

sê o embale da brisa matinal que me acorda manhã a manhã. porém mais tarde, dá-me o teu peito como almofada e deixa-me dormir em ti. Os meus dias só são dias se contarem com a tua presença, já que sem ti seria o breu da noite a guerrear com o fel das saudades humanas. Num leito ansioso em que algo ferve quente na união de nós os dois. De sabor achocolatado, da incognita e da cumplicidade. Que arrepia a pele como num outro dia me fez estremecer, por simples abraço, que me prova sistemáticamente que amar-te é tão bom.

reportagem «fifty people, one question»

onde gostavas de acordar amanhã?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

tiros.

Era abraçar-te no meu colo como se fosses meu filho. Era olhar-te com estes olhos a quem deste cor, sem parar, só amar e amar. Era ensaiar contigo coreografias de aprendizagem física, debates furtivos sobre nossos tenros pensares. Era um aglomerado de cores riscadas no meu sorriso, era saudades transpiradas de quando tudo corria bem e estava descansa nos segundos em que não sabia de ti. Agora é a agonia tresloucada de não saber teu estado e paradeiro. Saber se ainda respiras ou se inerte já cais-te no chão. Se arrastas os pés a andar, se consegues levantar as pernas sequer. Se hoje sorris-te ou te ris-te, se choras-te ou destruis-ter algo. ás vezes até, se sabes o que é alimento sequer. Tudo conta, tudo se resolve quiçá um dia destes. Não largues a merda da mão outra vez

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

não há ouro só no final do arco-íris.

Há resguardes que se julga intocáveis. Como gabardinas vermelhas vestidas à superfície terrestre, que esconde, esconde os podres de uma sociedade doente. Não sou revoltada aqui. Sou apologista da expressão. Quem cala não consente, é-lhe indiferente ou tem medo da dicção. Então subscrevo aqui que gritem potente a cada rio deste país, que apontem o dedo e se interessem. Que se ame a cultura adjacente e geral, que é preciso cosmopolitizar e dar vida às ondas em que adormecemos com o embale cada vez mais monótono.

domingo, 15 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

private

O fraquejo das pernas sentiu-se. Eu não aguento mais as tuas investidas. O meu coração não tolera mais pedras jogadas a ele, vai desfazer e eu preciso dele para me manter viva. Porque falando em morte, tens-me matado tu todos os dias, pela ausência que lacrimejo, pelas discussões que originas por independentemente de qualquer coisa te defender perante o mundo. E tu fazes o obséquio de provar que não o mereces. Mas, merda, gosto de ti. Amor antigo irredutível. Assusta-me os ataques que preparas, as mentiras, as palavras fortes como me dizeres que te enojo, que a minha existência é desnecessária.
Assombra-me também a velocidade a que mudas-te. A que te tornas-te um desconhecido para mim, e eu continuei sempre a mesma. Problema era que talvez nunca me tenhas conhecido mesmo bem, como sempre o afirmei e tu juravas exagero meu. Provei-to. Sou ainda melhor do que sonhavas. Lamento que não queiras comprova-lo. Sempre te dei tudo. Gritar-to-ia aos ouvidos se realmente me soubesses ouvir. Soubeste-o sempre melhor que qualquer ser humano no mundo. Até o tal dia. Até a tal época que o mar embateu ameaçador nas rochas. Julguei-te mais maduro - confesso que sim - achei-te homem e nunca menino. Errei aí. Tens aura vingativa, tal que julguei desde sempre indigna de ti. Isso magoou. Não a usares contra mim, mas saber sequer que a tens. Eras um mestre para mim, um ídolo a seguir... Porquê este jogo? Porquê este filme lunático e impensável? Queria tanto que descesses à terra. Que me tocasses na pele e percebesses o quão ridículo é tudo isto, que nos está a fazer doer tanto. Não me arrependo de ti. De teres sido a minha vida e de eu ter despertado o melhor de ti à luz do dia. Imaginei uma vida contigo. Não um romance para sempre - sabes bem que não acredito neles - mas um caso mundial de impossível separação sentimental e física um do outro.
Queria falar contigo... Mas não sei que te diga, sinceramente. A última acusação que me fizeste foi de mau gosto, crueldade pura de jogo sujo. E ainda por cima, em parte, mentirosa. Nunca pensei ter medo de ti. Mas verdade é que já não me sinto segura em relação a ti, já não és o mesmo, e eu não consigo lidar com ausência de boa educação, e mais que tudo isto, do coração verdadeiro que já foi meu.
E sabes, a única coisa que me impede de morrer feliz, é esta tua ausêcia. É saber que morrerei sem nunca ter voltado a estar bem contigo.
"- Já nem mereçes sequer fazer parte do meu passado."

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

mais além que o céu.

E pensar eu, que já voei mais alto que as nuvens que têm coberto o céu.

homework

Bem, há duas semanas que tenho em mãos um trabalho para Publicidade que só me tem dado dores de cabeça de tanto puxar por ela. A ideia é fazermos um anúncio de imprensa a vendermo-nos. Mas de uma forma representativa, ou seja, arranjar-mos um objecto real que transmita as nossas qualidades mais fortes. Giro, han. Mas para chegarmos mais rápido a estes mesmos pontos fortes tivemos de responder a certas perguntas e justificar. Tendo em conta que as repostas devem seguir a ideia do que a resposta transmite em si e não dependente dos vossos gostos. Como por exemplo, para vos explicar:
Se fosses uma cor, qual serias? Lilás (feminino, positivo, vistoso, independente)
Uma marca (a 'ideia' da marca, não o que vende)? D&G (original, descontraída, elegante)
Um animal? gato (independente, amável, desconfiado, preguiçoso)
Estilo de música? Jazz (acolhedor, expressivo, sossegado, elegante, artístico)
Bebida? Vodka preta (atrevida, descontraída, flexível, forte, misteriosa)
Peça de roupa? langerie (atractiva, segura, sensual)
Obvio está que nem tudo se adapta a vocês, logo faz-se uma recolha de tudo o que se indica a nós e riscamos o resto. No final dará como resultado, os pontos mais fortes e chega à hora de arranjar objecto para elas. Por exemplo: uma pessoa descontraída, alegre e pratica pode ter como objecto umas havaianas, ou uma pessoa espontânea e sexy poderá ser um bikini, tal como alguém louco e extravagante poderá ter uma montanha-russa. Qual quer coisa física é permitida, desde que se seja uma imitação nossa. E eu juro por tudo que é mais sagrado neste mundo que NÃO sei que objecto se aplique a mim. Sugestões, alguém fornece? Talvez um objecto que seja a soma de uma mentalidade aberta, flexibilidade (relativamente a adaptação a todo o tipo de pessoas e situações), espontaneidade e criatividade?
E desafio aos meus leitores que respondam ás perguntas, ajuda-nos a conheçer, acreditem.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

therapy

É um exercício complexo. Simples à primeira vista, mas que mói depois. Quero que cada um de vos pense. Pensar é tão bom. Não há tempo limite para o decorrer do envolvimento nas vossas vidas. Tendo como ponto de partida drástico que se metam na pele de alguém que sabe que morrerá ainda hoje, com a vida que tens, toda a historia que tu tens. Não o quero pensado em geral, de cabeça fria. Quero os olhos fechados e o coração quente. E que te questiones, Morrias feliz? foram precisos segundos para chorar como á muito não chorava, e digo-o aqui a vós sem vergonhas. experimentem. chorar também faz bem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

pontas soltas.

Circulo triangular, que paira em esfera pontiaguda. Nua. Crua. Sua. Sangra malícias de trocados esquecidos em bolsos. Sujos. Escuros. Fundos. Rebolando em erva azul, sob o céu laranja de um mundo que cedo acaba. Só. Com pó. Igual a gruta dentro de caverna, espinhos caem das paredes. Picam. Furam. Magoam. Quebra-cabeças, puzzle a quem faltam peças. Sem solução. Enigma impossível. A matemática aqui não ajuda. Nem fogo posto em olhos encravados na madeira, nem cérebro que lateja graúdo, como cereal no lume. Algo foi perdido. Mudado. Magoado. Derrotado. Sem volta, promete-se ao vento. Aperta. Mata. Perfura. O peito que se viu nu. Trapos largados em chão, junto a latas sem rotulo. Também esquecidas, também amassadas. Perdoar. Perdoaria-se tudo. Mas não há regresso no cardápio. Lições aprendidas. Não das escolares, das vividas. Da lata sem conteúdo. Trapos sem peito.

21:18

Porque ter coração, só vale a pena se for teu.

domingo, 8 de novembro de 2009

something about love

Ela meteu-lhe nas mãos nos bolsos. Roçou a bochecha rosada e um pouco saliente no casaco de flanela escuro, ao qual ela pacientemente retirava cada fio de cabelo seu ou sacudia por sacudir. Como pretexto para lhe bater levemente. Como brincando, como tanto gostava de fazer perto dele. Ele prendia-lhe o corpo a si, com as mãos no fundo das costas em arco puxava-a para ele com brusquidão e sorria sempre ao ver a expressão de ofensa forçada que ela fazia ou queixando-se de dores de costas. Gozando, como tanto gostava quando o assunto era ele. Depois sorria, apoiava o queixo no tronco agasalhado dele e sorria de brilho no olhar exigindo palavras de amor. Ele dizia-as, a custo, envergonhado, de cara vermelha, mas sempre sentidas. Amava-a mais que qualquer ser-humano no mundo. E ela sabia-o, mas gostava de o escutar, de o ler, de o ver citando tal palavra cobiçada por toda a mulher apaixonada. Ela volta e meia afastava-se dele, rodopiava sozinha, ria-se para o céu pouco aberto e andava sem modos, desajeitada, como uma criança em prado verde na Primavera. Ele ficava sempre de olhos postos nela, e se se afastava deixando-se levar pelos sonhos, segui-a. Sempre protector, sempre fiel companheiro. Quantas vezes tomaram banho juntos, só ela sabia o quanto lhe arrepiava a pele ele tocar-lhe no cabelo molhado. O quanto se abraçavam e acariciavam horas a fio debaixo de agua quente, as inúmeras vezes que ela no embaciado do espelho escreveu o seu nome entre corações, sempre infantil, sempre sua. De noite ele dormia na cama em que tantas vezes fizeram amor, sobre lençóis em que as lágrimas dela também já habitaram e ele limpava-as sem medos. Ela era uma força da natureza, a mais bonita do mundo, dizia-lhe. Dava-lhe tudo o que ele precisava, sem preconceitos, sem medo de errar, só de o perder.

da autoria de Margarida

"(...) e não consigo deixar de te apontar os defeitos porque a tua maior qualidade é saberes viver sem mim."

espetáculo 'cartas ao som de Sting'

onde andas?

Hoje imaginei na minha cabeça um mundo diferente. Situação tão provável como tu voltares para mim. És vulto nublado que paira no tecto do meu quarto de noite, enquanto choro como bebé que anseia o peito da mãe, eu suplico o teu colo. Esse que foi porto de abrigo quando o coração rasgava e era impossível não gritar. Eras um deus de carne e osso, de punhos fechados que ensinei abrir e afaguei o vazias que estavam. Os teus olhos queimavam a minha roupa, para mim eras invulgar, eras para conquistar sem limites. Agora és quem não conheço. Foi como ver o nosso sangue morrer, o corpo paralisar e o coração não bombear mais rigor e vivência. Decidis-te igualizar-te a este mundo que hoje imaginei diferente. Não sabes o quanto isso desilude, o quanto mata a esperança e a vontade de nunca desistir de ti. Imaginei este mundo diferente digno de ti. Provaste-me que afinal não. Que barco sábio do caminho certo, também pode remar para o errado. Pode dar a mão ao mundo cão, e esquecer flor que o olha a distancia, por um dia que mudou a vida de ambos. Seja farsa ou não mundo este que idealizei, os meus olhos serão sempre iguais aos teus. Um tremor de frio e calor. Mais fortes que um rio, mais fundos que o mar.

sábado, 7 de novembro de 2009

bff bff

E amanhã a manhã espera-se animada. Com risos matinais, conversas atropeladas e pouca vontade de sair de casa, e após os quatro pés na rua, de voltar para ela.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

23:58

letters. IX

Querido mar,
sei que faz tempo que não te vejo sequer. Que não falo, que não dou sequer sinal de vida. Sei também que é injusto somente recorrer a ti quando memorias me acompanham o passo no passeio oposto ao qual eu estou. Mas os sufocos deste tema são somente teus, para tu escutares. És quem sabe tão bem no teu próprio corrimento o quanto minhas lágrimas já foram sal nessa tua imensidão de agua limpa. À poucos dias vi-o. Acompanhado com mais uma alma que desconheço se sereia se piranha. Conheço apenas o que ver esta situação fez ás minhas ondas, tornou-as por segundos tão miúdas e agitadas, como quem tem um calafrio e tenta esconder a pele arrepiada por timidez. Não senti amor, não senti ciume ou inveja. Apenas desilusão, e certa pena. Não sei em concreto se me quereria ali; mas ver que aquele corpo magro e louro que caminhava com ele para sua casa, como se uma estrela-do-mar prostituta fosse (e ele sorrindo pela vitória de mais uma conquista) magoou os meus canais que ligam ao meu mar, a ti. É como um ciclo sem fim, sem um travão certo. Meu antigo amor agora é um só corpo, o meu inimigo reconheceu com quem trocava juras de amor e abandonou o seu navio. Ele quente, apurou o olfacto marinho de tubarão malandro e fez-se à caça. Feroz e confiante. Como eu o conheci, como as estrelas do mar em fila que leva para a cama de areia o conhecem. Sempre o mesmo, sem mascaras. E o incrível está que no final do somatório todas gostamos do seu fogo ardente.
em momento de nostalgia,
Mafalda

dj dj

A festa de Halloween que tanto esforço nos pediu... podia ter corrido melhor. Não foi propriamente um êxito, não foi como eu imaginava - de longe - mas até correu bem, ou pelo menos todos os convidados adoraram. Houve uns contratempos, tais como o Dj que supostamente iria estar a dar vida à festa não apareceu e tivemos de arranjar um à última da hora amigo de uma colega minha. Um dos grupos de dança não fez a actuação para que foram convidadas porque a televisão não funcionou e as dançarinas para a performance exigiram que estivesse a passar um videoclip enquanto dançavam também. O Dj "salvamento" só chegou às cinco e meia da tarde, quanto que a festa deu inicio ás quatro. Nesse momento ainda não lá estava por motivos de força maior. Houve também problemas na entrada, tendo em conta que por mais que uma colega tenha pedido identificação de membro da escola a cada um que fizesse fila à porta, todos trouxeram amigos e conhecidos de outras escolas e não tiveram outro remédio senão deixa-los entrar. O que fez com que maioria dos presentes na festa não fossem sequer da escola, já que somente foram três turmas - mais a minha que é organização - de lá. Por outro lado, todos os que fizeram parte da festa gostaram da música que o Dj passou, um dos grupos de dança fez uma actuação que agradou também a todos e ainda houve o extra de colegas minhas mascaradas bastante sensuais e assanhadas a dar corpo à festividade. Pessoalmente a festa não foi muito de meu agrado por certo tipo de comportamento dos amigos dos convidados e a maioria das músicas que o Dj passou não faziam assim parte do que estou habituada a ouvir (seja na noite, no dia-a-dia, seja onde for). De qualquer das formas, a directora do meu estabelecimento de ensino adorou o geral da festa, adorou as fotografias que o Snhr Paulo tirou aos alunos, e deu-nos cartão verde para o Baile de Natal que já se começa a formar nas nossas cabeças. Algo assim com mais glamour, sofisticado, completamente out do ambiente de escola. Somos todos adultos afinal.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

são histórias. V

Hoje apercebi-me, ou simplesmente reaprendi, que embora todo o estalar da pele cansada fui feliz neste último ciclo. Conheci e recebi no lar da minha vida pessoas fantásticas e fortaleci amizades aparentemente passageiras para intimas e fortes. E, oh que me caia um raio em cima senão me fizeram um bem tremendo. Por vezes é preciso estarmos nus para reconhecermos bens passados. Pois ainda que a magoa seja uma constante sem final por certa ausência, hoje sou feliz. Ou pelo menos o meu eu interior tem sido abençoado com tais boas vibrações do estado. Sorriu por mim, por quem mo coloca no delinear da boca e pelo compasso de uma historia que nunca te contei - e nem precisaria, porque a vivi contigo. E será sempre assim, um amor vão inesgotável por ti e pelos meus dias por conquistar, mesmo que sejas somente uma memoria discreta daqui a muitos, muitos anos.

domingo, 1 de novembro de 2009

0:14

Transporta esta minha cabeça lunática para outra galáxia, como só tu sabes fazer, amor meu. Porque a saudade chega de mansinho e ilumina o luar embalado no crepúsculo, de uma noite comum, que só contigo poderá ser perfeita. Com o amargo da tua língua e o tremor de um corpo salgado que rosna pelo meu uivo, quando se enterram juntos no vagabundo intimo do anoitecer.

party party

E a bela da minha turma está já à uma semana a organizar uma festa maravilhosa de Halloween lá na minha santa escola, que de privada tem muito pouco já que não fornece capital nenhum para a elaboração da festa, portanto tem-nos saído tudo do bolso. À parte disso está tudo a correr ás mil maravilhas, e ainda que nem todos os membros da turma estejam verdadeiramente interessados no curso, mandámos-nos de corpo e alma a realização desta festa (tanto que até estamos a perder horas dos módulos para reuniões de turma). A mim, coube-me a escrita do comunicado a afixar nos livros de ponto de cada turma da escola, a feitura de alguma decoração e provavelmente a reportagem fotográfica. Depois conto como correu!