Ontem li este texto do Bruno Pinho:
"(...) Vejo tantos homens e mulheres a falar do 25 de Abril, a dizer que é muito importante porque nos trouxe liberdade. Estão sempre para aí a gritar "25 de abril sempre!" Mas quando passam por um casal de homossexuais começam logo a olhar de lado e a criticar. Não estou a dizer toda gente é assim. Mas no fim de contas não é ser hipócrita? Celebrar a liberdade mas depois criticar um por gostar de homens, por ter muitas tatuagens ou um penteado diferente? Sim têm a liberdade de criticar. Mas deviam ter o dever de aceitar também. Vejo pais a deixarem de falar aos filhos por gostarem de alguém do mesmo sexo. Vejo mães a chorar por filho aparecer com uma tatuagem no braço. Cada um sabe de si meus amigos, Não julguem um livro pela sua capa. É estúpido isto, realmente estúpido. Querem ser homossexuais, que sejam. Querem casar-se que casem. Querem adoptar uma criança? Adoptem! Mas não! É preferível a criança ficar num orfanato até à idade de não puder continuar lá e viver na rua. Se uma pessoa que fazer uma tatuagem que faça! É o corpo dela. O mundo seria tão melhor se as pessoas deixassem de ser ocas e parassem de decidir o que os outros deviam fazer com a vida. Muito gosta esta gente de ser igual ao próximo e de decidir o que o outro deve ser ou não."
Nos últimos dias as minhas lutas interiores têm andado muito à volta deste assunto. Tem me doido muito saber que aqueles que amo têm em si também este lado discriminatório que quase nos é cravado na pele à nascença. Porque é que nos incomoda tanto a felicidade do outro? O que é que nos faz sentir que podemos realmente criticar alguém por ser diferente de nós? De onde surgiu este ponto de comparação?
Eu anseio por um mundo igual. Espero que os meus filhos ainda vivam nele.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
domingo, 30 de março de 2014
a tua louca.
Jamais esquecerei a combinação do teu sabor salgado com as palavras doces que te saem da boca. Estar contigo é morrer aos poucos, uma morte lenta, entusiasmante, viciante e a melhor que poderia pedir para mim. És como uma droga quando juntas o teu corpo ao meu, és fantasia quando me dás a mão e juras ser para sempre. Que poderia eu pedir de melhor? Que poderia eu sonhar para além do que tenho à minha frente? És tudo o que consigo ver, mesmo quando as luzes se desligam. A minha pulsação acelera e o meu coração dispara só de imaginar a próxima vez que te vou ver. Quem diria que um amor novo poderia surgir em semanas, como se nos conhecêssemos desde sempre e fosse realmente para toda a eternidade.
Será bom demais? Desta vez não vou ter precaução, pois todo o meu corpo e mente me pede este frenesim que só um coração novo e cheio é capaz de produzir no ser humano. Percebe, meu amor, que ansiei por ti a vida toda e que só dizer o teu nome me faz sorrir como uma louca. Serei tua até me quereres, espero que querias mesmo muito. Eu quero-te demais.
Obrigada por me fazeres dançar na chuva.
Será bom demais? Desta vez não vou ter precaução, pois todo o meu corpo e mente me pede este frenesim que só um coração novo e cheio é capaz de produzir no ser humano. Percebe, meu amor, que ansiei por ti a vida toda e que só dizer o teu nome me faz sorrir como uma louca. Serei tua até me quereres, espero que querias mesmo muito. Eu quero-te demais.
Obrigada por me fazeres dançar na chuva.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
o (teu) coração.
Tenho a garganta seca de tanto amar. A fadiga caiu em mim como granizo sobre o solo: com força, mas frágil ao toque... Como era a minha vida antes de ti? Não me lembro do meu coração antes de tu o envolveres com os teus cobertores quentes. Talvez se me esforçar lembre, mas prefiro fingir que esqueci ao recordar quão pequenino e dorido ele era. Aquele amendoim que carregava ao peito. Aquele mesmo amendoim que tu estranhaste mas depois entranhaste. Não é sempre assim o amor quando surge? Um teste de força onde cada um agarra na sua ponta da corda, e puxam até caírem nos braços um do outro.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
sina.
Vai ser sempre assim? Um desacordo constante, uma maresia demasiado salgada para os meus olhos.
sábado, 18 de janeiro de 2014
9 segundos.
Tem sido mais difícil lidar com isto do que estava a espera. O meu amor por ti está numa guerra feroz contra a desilusão e a mágoa que sinto neste momento. Porque não entendes que as tuas acções malignas, podem ter tido em ti consequências físicas, mas em mim deixaram-me uma gigante cicatriz emocional. A tua dor física curar-se-á daqui a uns meses, e eu terei de viver com o meu coração magoado para o resto da vida.
Um dia tu esquecerás tudo, e eu viverei com medo.
Pela primeira vez na minha vida, senti que não sou suficiente.
Uma relação é mais do que a partilha de um amor e felicidade, é também uma responsabilidade - pois quando entregamos o nosso coração alguém, esquecemo-nos que também vamos receber outro em troca. E a partir do momento em que recebemos tamanha dádiva a atenção às coisas tem de mudar, porque já não somos um, mas sim dois enfiados no mesmo saco.
Um dia tu esquecerás tudo, e eu viverei com medo.
Pela primeira vez na minha vida, senti que não sou suficiente.
Uma relação é mais do que a partilha de um amor e felicidade, é também uma responsabilidade - pois quando entregamos o nosso coração alguém, esquecemo-nos que também vamos receber outro em troca. E a partir do momento em que recebemos tamanha dádiva a atenção às coisas tem de mudar, porque já não somos um, mas sim dois enfiados no mesmo saco.
domingo, 15 de dezembro de 2013
em memória ao Tiago, que estará sempre connosco.
Eu conhecia um dos rapazes que morreu ontem na praia do Meco. E embora me doa só de imaginar o que é morrer no mar, de noite, o pânico, o susto, o desamparo... Eu não consigo deixar de pensar na namorada daquele rapaz. O que é viver a saber que nos foi tirado a nossa pessoa, que ela desapareceu e que não volta mais - a pessoa que mais amávamos no mundo. Como é que se respira depois de recebermos uma noticia destas?
Eu não imagino também a dor dos seus pais e da irmã, que deve ser mais do que interminável, mas eu não sou mãe e por isso não consigo sentir na pele o que é perder um filho de 21 anos que apenas foi de fim-de-semana com os amigos. O que é dar um beijo de despedida e nem sonhar que foi o ultimo. O que é termos um quarto em casa que de repente ficou vazio para sempre. Mas sei o que é ser namorada, sei o que é amar-mos alguém mais que a nós próprios e a este mundo inteiro. E é por isso que tenho o coração com aquela rapariga que hoje ficou sozinha. É por ela que realmente choro.
Queria ter a coragem e a sabedoria para falar com ela, que nunca conheci, e dizer algo que realmente lhe fizesse bem. Mas neste momento a única coisa que lhe fazia bem partiu e não volta mais. E não há palavras ou gestos que preencham esse buraco no seu coração.
A ti Tiago, olha por todos nós... porque quem fica sofre por ti.
Eu não imagino também a dor dos seus pais e da irmã, que deve ser mais do que interminável, mas eu não sou mãe e por isso não consigo sentir na pele o que é perder um filho de 21 anos que apenas foi de fim-de-semana com os amigos. O que é dar um beijo de despedida e nem sonhar que foi o ultimo. O que é termos um quarto em casa que de repente ficou vazio para sempre. Mas sei o que é ser namorada, sei o que é amar-mos alguém mais que a nós próprios e a este mundo inteiro. E é por isso que tenho o coração com aquela rapariga que hoje ficou sozinha. É por ela que realmente choro.
Queria ter a coragem e a sabedoria para falar com ela, que nunca conheci, e dizer algo que realmente lhe fizesse bem. Mas neste momento a única coisa que lhe fazia bem partiu e não volta mais. E não há palavras ou gestos que preencham esse buraco no seu coração.
A ti Tiago, olha por todos nós... porque quem fica sofre por ti.
sábado, 7 de dezembro de 2013
chão armadilhado.
E se o nosso amor não for o suficiente para mudar hábitos do nosso parceiro? E se nós, apenas em certas situações, mas bastante especificas e importantes, não formos suficientemente importantes para essa pessoa?
Porque é que todo este amor abundante que carrego no peito não chega? Porque é que quando amamos tudo se transforma em medo?
Eu sempre tive o coração cheio. Sempre gostei com muita facilidade, e quando amei, das poucas vezes, foi tão forte que havia momentos que até respirar doía. Quando amamos vem o medo da solidão, da perda, da efemeridade, das diferenças... Mas vem também a ansiedade da presença, do amor, da entrega, da descoberta dum mundo paralelo que os amantes esconderam a sete chaves dos comuns mortais. Adão e Eva amaram-se mesmo sendo a única opção um do outro: mesmo que Eva fosse vegetariana e Adão toureiro, mesmo que Eva fosse fumadora e Adão tivesse cancro nos pulmões.
Talvez tu, que não costumas ser o meu tu, mas talvez não percebas que se te perco quem fica sozinha sou EU. Não és tu que vais ficar sozinho neste mundo-cão, não és tu que te vais perder a ti próprio. Ou se perderes, não te doará um décimo do que me dói a mim. Chama-me negativa e invejosa, não me importo, porque tenho o coração cheio, e quer queiras quer não, isto é uma responsabilidade tua.
Porque é que todo este amor abundante que carrego no peito não chega? Porque é que quando amamos tudo se transforma em medo?
Eu sempre tive o coração cheio. Sempre gostei com muita facilidade, e quando amei, das poucas vezes, foi tão forte que havia momentos que até respirar doía. Quando amamos vem o medo da solidão, da perda, da efemeridade, das diferenças... Mas vem também a ansiedade da presença, do amor, da entrega, da descoberta dum mundo paralelo que os amantes esconderam a sete chaves dos comuns mortais. Adão e Eva amaram-se mesmo sendo a única opção um do outro: mesmo que Eva fosse vegetariana e Adão toureiro, mesmo que Eva fosse fumadora e Adão tivesse cancro nos pulmões.
Talvez tu, que não costumas ser o meu tu, mas talvez não percebas que se te perco quem fica sozinha sou EU. Não és tu que vais ficar sozinho neste mundo-cão, não és tu que te vais perder a ti próprio. Ou se perderes, não te doará um décimo do que me dói a mim. Chama-me negativa e invejosa, não me importo, porque tenho o coração cheio, e quer queiras quer não, isto é uma responsabilidade tua.
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