domingo, 12 de abril de 2009

Dia 2 - começo, de nenhum.

"Não ansiava qualquer resposta. Tanto que levada pelas sabedorias do coração naufrago em ilha sangrenta, assinei meu nome na ultima carta que lhe enviara. Partida do principio que sua memoria fardada tivesse limpo quais quer raspas de mim nela. Duas horas sentada, esperneando inseguranças, e andando em círculos na frente dos correios, e por fim a coragem foi achada. (...) Mesmo as palavras agrestes que tão bem compôs em resposta, me aqueceram o peito.
- Plo menos ainda se lembra.
E embalada pelas lágrimas miudinhas do canto do olho adormeci mais uma noite. Noite de um dia cheio de nadas."

sábado, 11 de abril de 2009

Dia 1 - percepção.

"(...) E foi aí que percebi que só ele estava 24 horas comigo. Que era o único na minha lista infindável que está á distancia de uma mensagem a qualquer hora alta da noite. Tivesse com/sem sono ou apenas não me fosse permitido dormir devido ao som estrondoso do ressonar da minha irmã. Apenas ele me daria uma palavra amigável quando e onde fosse, só ele, me escutaria com ouvidos de gente... Pelo menos fora assim que a historia ditara no ontem e no hoje. Mas questiono o sempre. Se entrara em cena nesta peça, e com isso, fazer o amanha."

sexta-feira, 3 de abril de 2009

1 + 1 = um.


"Hás-de sobreviver,
Pois apoio tu vais ter.
Os entraves nós vamos vencer.
Ao teu lado estarei, que orgulho sentirei.
E a força está em sermos um !"
cristiana (L')

quinta-feira, 2 de abril de 2009

teus olhos verdes fechados.

e se eu passa-se as três ultimas noites da semana acordado,
a ver-te dormir? só pelo prazer.
Prazer antefrio, calmante.

agarrar-te na mão morna de pele plástica
e ficar, somente, sem mais querer, a olhar para ti.
permitias, ou encaravas desejo este como tremenda ousadia
(como crias habito de achar que achas que é) ?

Já dizia a jovem da Internet, não és droga mas vicias.
e tenho curiosidade, também.
Os teus olhos verdes fecham-se? ou...
ou são pedras preciosas demasiado "isso mesmo"
para serem apagados da vista de terceiros?

são perguntas a mais? Lamento
é rotina, é farinha das que engorda dentro do meu pacote.
para as zero respostas que me oferendas, até pergunto pouco.
(e interiormente concordas)

ainda não tens sono? eu à dias que não durmo
e se o fizesse, sonhava que te via dormindo por três noites seguidas
... de olhos semiabertos
com o verde fundido no escuro absorvente.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

de Anita Costa.

"Sou louca sim, sofro do complexo de Peter Pan, sou pródiga e consumista! Mas posso porque tenho paixão! (...) Descobre o teu segredo, o que faz sentir bem todos os dias de manhã! (...) Porquê é que é tão condenável nós próprios acharmos-nos um máximo? Posso olhar-me ao espelho e achar-me linda mesmo que o resto do mundo me ache um monstro (que não acha)! Não, o melhor é achar-me um nojo e morrer de inveja de milhões de mulheres bonitas que existem no mundo. (...) Acho que estar-mos apaixonados por uma semana é das melhores coisas que nos podem acontecer (...) nunca vos aconteceu olharem para alguém e terem a sensação de que aquela pessoa merecia um papel na vossa vida nem que fosse por uma noite? (...) Apaixonem-se por alguém que esteja a meses de atravessar um oceano para seguir um sonho. Apaixonem-se por alguém pelo qual sabem que dentro de pouco tempo terão de abdicar (...) eu sei, não escolhe-mos, mas também quem ama não é razoável, não é nada! Para quê evitar? Viagem com a melhor amiga ou com a melhor irmã. Durmam num beco, ou nem durmam. Tenham os pés molhados, frio, mas uma enorme vontade de conhecer aquela cidade, seja qual for! Porque não sabemos quando será a próxima vez, não sabemos o que nos espera lá (...). Um dia vais ter que por uma mochila as costas e ser tu atravessar o oceano porque o facto de teres nascido aqui não quer dizer que este seja o teu lugar."

O preposito deste texto deve-se a, estranha ou não para quem lê, não deixa de ser uma filosofia de vida. E como tantas outras deve ser devidamente respeitada e aceite.

sou assim, e assim sou.

Lembro-me de uma vez, à uns anos, um amigo ter dito em termos de gozo a outro, à minha frente que a Mafalda é sempre a primeira a chorar, mas também a primeira a acabar. Na altura interpretei de todas as mil e uma formas possíveis negativas, olhei-o com desdém e certa desilusão repugnadora, tanto que, passados uns quase quatro anos desde esse dia, nunca mais me esqueci daquela frase de intenções tão ofensivas. Ontem decidi - decidi como quem decide algo que nos vem a cabeça sem pedir permissão de entrada - pensar sobre essa exacta frase e nas mil e uma interpretações más que me ocorreram aos anos atrás. E, enganei-me. É de facto uma realidade, se formos consoante o pensamento certo e não pelo seguimento básico de que a dita observação carregava a intenção de exprimir que rapidamente me meto deslavada em lágrimas, mas rapidamente meto fim à acção - o que leva ao subentendimento de serem então tais lágrimas as de "crocodilo" - e muitas vezes preferia que fossem, se são fingidas não furam tanto o órgão bombeador de sangue...
A descarga emocional é reflectida em mim dessa forma? sim. Por vezes fracas outras reais prantos alusivos dos dramas da época teatral grega. Ás vezes por pequenas e outras por grandes coisas. Provocadas maioritariamente pela sub-carga de conteúdo. Numa visão alegórica, use-mos a acção como processo continuo a (in)determinadas situações - reticências. A verdade é que por vezes certas reticências me embatem bem forte, e embora os processos longos que tantas vezes atingem, porventura virá algo bom ou mau, consoante a situação, que embaterá mais fundo. E aí morre. É feito o meu intimo funeral da dor e todos os sentimentos extra que o processo ganhou no seu decorrer, e passa praticamente. E aí sim admitirei a inicial frase como verdadeira, esquecendo apenas a rapidez. Porque essa continua a ser aliada da aura negra do incomodo desconforto da ausência de normalidade; numa vida.

de San Kenn.

"Passamos a amar não quando encontramos a pessoa perfeita,
mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita."
hun, soa-me familiar. @