Eu dediquei estes últimos anos da minha vida a ti. Como poucas pessoas na nossa idade são capazes de fazer. Eu conheci a tua família e fiz dela minha, eu aceitei cada presente teu, que ao fim de tanto tempo é agora o recheio do meu roupeiro inteiro. Eu fui contra tudo aquilo que moralmente defendia por ti. Eu mudei, mudei tanto que, agora que me deixas-te, nem me reconheço. Soa-me a estranheza este reflexo no espelho. O meu cabelo não era assim antes, a minha cara não tinha tanta maquilhagem e eu não agia com todos estes modos. Fizeste-me por segundos ter vergonha das minhas origens humildes, pois tu encadeavas-me com toda essa grandiosidade e riqueza. E agora, o que é que tenho realmente em mim, que me pertença? (...) Nós praticamente morávamos juntos. Partilhávamos o quotidiano, as férias, os dias especiais e as suas celebrações. Afastei-me dos meus amigos antigos para me dedicar ao máximo a ti, porque mo exigias, e eu amava-te de tal forma que seria incapaz de to negar. Eu mudei e perdi, mas só o facto de te ter ganho a ti fazia de mim feliz e completa. Por vezes sentia um frio em mim, um pequeno espaço vazio, mas lá estavas tu para me agasalhar e explicar que a vida é mesmo assim. E o curioso é que tinhas realmente razão. A vida é mesmo assim, mas não foi ela que sugou o amor que tinhas por mim. Foste tu. Porque não acreditas-te em nós e se calhar no final das contas nem me davas o devido valor. Ou terias ficado comigo. Não meti uma aliança no dedo em vão. Eu não "casei" tão nova para depois me deixares à deriva - para me sentir tão usada e inútil. Espero que um dia sintas no coração a dor que matou o meu. Não por vingança, mas para saberes o que é realmente ser um ser humano, já que tu não o demonstras-te ser.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
e agora, quem sou eu?
Eu dediquei estes últimos anos da minha vida a ti. Como poucas pessoas na nossa idade são capazes de fazer. Eu conheci a tua família e fiz dela minha, eu aceitei cada presente teu, que ao fim de tanto tempo é agora o recheio do meu roupeiro inteiro. Eu fui contra tudo aquilo que moralmente defendia por ti. Eu mudei, mudei tanto que, agora que me deixas-te, nem me reconheço. Soa-me a estranheza este reflexo no espelho. O meu cabelo não era assim antes, a minha cara não tinha tanta maquilhagem e eu não agia com todos estes modos. Fizeste-me por segundos ter vergonha das minhas origens humildes, pois tu encadeavas-me com toda essa grandiosidade e riqueza. E agora, o que é que tenho realmente em mim, que me pertença? (...) Nós praticamente morávamos juntos. Partilhávamos o quotidiano, as férias, os dias especiais e as suas celebrações. Afastei-me dos meus amigos antigos para me dedicar ao máximo a ti, porque mo exigias, e eu amava-te de tal forma que seria incapaz de to negar. Eu mudei e perdi, mas só o facto de te ter ganho a ti fazia de mim feliz e completa. Por vezes sentia um frio em mim, um pequeno espaço vazio, mas lá estavas tu para me agasalhar e explicar que a vida é mesmo assim. E o curioso é que tinhas realmente razão. A vida é mesmo assim, mas não foi ela que sugou o amor que tinhas por mim. Foste tu. Porque não acreditas-te em nós e se calhar no final das contas nem me davas o devido valor. Ou terias ficado comigo. Não meti uma aliança no dedo em vão. Eu não "casei" tão nova para depois me deixares à deriva - para me sentir tão usada e inútil. Espero que um dia sintas no coração a dor que matou o meu. Não por vingança, mas para saberes o que é realmente ser um ser humano, já que tu não o demonstras-te ser.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
timeless.
retrospectiva.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
home sweet home
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
lazy lazy
sábado, 19 de fevereiro de 2011
da fome à vontade de comer.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
unknown unknown
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
agora.
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