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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
mundo ímpar.
E depois regressamos à ambiguidade das situações, e vemos que tudo muda. Tantas vezes para pior, algumas para melhor. É a impaciência uma virtude que não nos permite estar sem lutar, sem querer, sem desejar. É um novo olhar de soslaio aos defeitos e as qualidades, é o querer-mais-do-que-tudo sempre com demasiado coração e pouca cabeça. Se a cabeça um dia me cai, pego num barco e percorro o mundo. Tenho o coração em todo lado e em lado nenhum.
sábado, 28 de julho de 2012
mais das letras.
É curiosa a velocidade com que me apaixono. Já não tanto pelas pessoas, mas pelas palavras. Ainda assim, até pelo ser humano, há sempre aquele amor - aquela seta que nos trespassa. A verdade é que ando a ler, e quando leio sinto-me outra. Outra igual a mim, mas mais humana, mais sensível, mais ansiosa, mais tudo. Só o cheiro das folhas dos livros encantam-me de uma forma inexplicável. Pena eu ser tão selectiva com as palavras de quem leio. Ainda que sempre tenha lido muito, tenho os meus escritores de eleição e tenho muita dificuldade em ir por outros caminhos porque não há nada que me angustie mais que me desiludir com as palavras e historias de alguém. Pois as palavras são, tal como os nossos olhos, o reflexo da alma.
domingo, 22 de julho de 2012
O filme, que foi um livro.
Há mais de uma ano atrás quando me pediste para ver o filme "Dear John" porque era em parte um reflexo nosso, eu senti-me completamente dividida. Por um lado fugi desse teu conselho porque senti que, de alguma forma, me iria magoar a um nível pessoal e eu não precisava de sofrer mais; mas por outro lado achei-me superior a esse tipo de sentimentos - de me emocionar ao meter na pele de alguém de um simples filme. Então escolhi não o ver. Com o passar do tempo, quando comecei a ler muitos dos livros do Nicholas Sparks descobri que o Dear John, mais que um filme, foi primeiramente um livro. E eu, mulher das letras e das palavras, achei que aí já merecia toda a minha consideração. E agora vejo que fui arrogante. A verdade é que, passado todo este tempo, ontem comprei o livro, e hoje acabei de o ler. E só te posso dizer que o odiei... Porque não acabou como eu queria, porque chorei como choro em tantos livros que leio, mas desta vez chorei com uma mágoa muito mais interna que o costume. Detestei o final porque não acabou como eu queria, e isso só por si tem muito que se lhe diga. Porque para mim não houve um final feliz, e isso é tão irónico que nem tenho palavras. Exagerando um bocadinho nas palavras: é um pouco como se não gostasse da minha vida, e do meu futuro.
Ainda que me pudesse ter posto na pele do personagem que me competia, o meu coração não a escolheu a ela. Chamei-lhe nomes, desejei quase que ele se fosse embora, que "ele" a deixasse porque ela não o merecia. Não quero dizer que me vi um pouco ao espelho, porque isso seria demasiado, pois as coisas na realidade não são bem como nos livros. Mas senti que me podia odiar a mim própria novamente, como já me odiei tanto a muitos anos atrás quando tudo se fechou entre nós. Pude provar mais uma vez aquilo que talvez tenhas sentido, e doeu como antes. Ainda não sei dizer se estou arrependida ou não de ter lido o livro... Não deixo mesmo assim de sentir que floresceu em mim de novo aquela admiração que tinha por ti e pelo teu lado mais intelectual e psicológico. E de admitir que só tu, neste mundo inteiro, me aconselharias a ler a história de um livro como forma de compreender as coisas. Senti, mesmo passado todo este tempo, que me conhecias melhor que ninguém. E que embora agora as coisas sejam como são, se um dia voltássemos a ter uma relação - mesmo que de amizade - eu não tenho a mínima dúvida de que voltaríamos a ser o espelho um do outro. Seres tu o meu livro de instruções como eu sempre disse.
Independentemente do que sofri quando acabei de ler o livro, e de ter chorado e sentido estas emoções todas de novo, tenho de te agradecer porque chorar assim tem tanto de doce como de amargo - e lá no fundo, só eu sei o quão isso me faz sentir viva.
sábado, 21 de abril de 2012
O culto de Lisboa.
Desde pequena que tenho em mim o culto de Lisboa. E talvez tenham sido poucas as vezes que agradeci por toda a minha vida ter ouvido da minha familia uma das frases mais puras de sempre "a minha cidade, é a cidade é a mais bonita do mundo". Lisboa mais que um distrito é história, é cheiros, é passeios. Lisboa cheira a fado, a pedras da calçada, a comida e a poesia. Quero acreditar que cada um de nós tem este amor subterrado dentro de si. Quero acreditar que um dia as casas antigas de Lisboa não serão habitadas apenas pelos idosos que lá viveram desde que nasceram ou pelas pessoas com maiores posses mas sim por aqueles que contêm este amor pela sua terra. Haverá pessoas de todas as raças, de todos os estilos, de todos os gostos, mas serão todos movidos por um amor e um culto eterno bem mais poderoso que as suas diferenças, porque o que os unirá é amaram realmente Lisboa. Pisaram as mesmas pedras da calçada que Pessoa pisou e verão o Tejo onde Camões navegou, e sentiram um orgulho nisso que a terra não retira a ninguém. Ás vezes penso no quão os meus avós gostam desta cidade, e do quanto um dia me custará saber que eles nunca mais sonharam com o castelo, subiram Alfama e comeram pasteis de nata. E acho que é um facto a lamentar quando se perde alguém que amamos... O facto desta nunca viver lisboa. Amar Lisboa tanto quanto eu a amo. E se Lisboa me amar a mim também, deixar-me-a propagar este amor por todos os que me queirão ouvir.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
faltas-me.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
da liberdade ao...
Eu sempre acreditei nisto, e, ainda que maioria das vezes não seja isto que acontece na minha vida, eu nunca desisto. O nosso barco é do tamanho que nós queremos, só haverá água a mais lá dentro se assim o aceitarmos.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
"o meu primeiro amor"
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
questions questions
domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
20:18
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
maldição.
sábado, 17 de dezembro de 2011
sábado, 3 de dezembro de 2011
lose.
"triste sina é..."
domingo, 27 de novembro de 2011
me me.
A verdade é que me preocupo muito. Com todos e com tudo. Até com aqueles que são maus para mim. Tento agir sempre da melhor maneira. Não por medo mas porque quero acima de tudo saber para comigo mesma que não fui igual àquela pessoa. Então sou educada, choro por dentro - de raiva ou de tristeza - mas de mim terão sempre o mesmo, o melhor de mim que conseguir e que achar que merecem. Por vezes até escrever me preocupa. Porque nem aqui sou livre, nem aqui tenho aquele céu que tanta falta me faz. Escrever sobre mim é instintivo, mas expô-lo não é. Porque me preocupa o quão aborrecido possa ser ler-me. Porque as pessoas não gostam de grandes textos a não ser os verdadeiros literários. Porque me podem interpretar mal, porque me podem julgar. E sabendo no meu intimo que não sou, nem ninguém é perfeito, não deixa de ser aquele tipo de ideia que não consigo aceitar. Porque eu preciso muito, muito de o ser. Porque cada vez que estou lá perto me sinto realmente feliz - como não o sou muitas vezes. Não as vezes suficientes para me apagar estas ideias da cabeça. Maioria da minha vida senti que as pessoas não davam valor ao que eu sou. Não que eu seja uma grande pessoa, uma grande mulher, um grande humano. Mas há tanta gente que admiramos na vida, e há tanta gente que eu admiro... Ou mesmo que não se vá por esses caminhos, apenas que oiçam os meus ideias, que pensem neles... O mundo está cheio de ideias estipuladas, de frases feitas e de ideias pré-concebidas mas isso não deve ser motivo para fecharmos os olhos a elas. Devemos mesmo assim escutá-las e perceber quais as mais acertadas, as que mais expõem a nossa própria maneira de pensar. E por vezes é isso que eu procuro na minha escrita. Que alguém se encontre aqui. Que haja uma alma no mundo parecida a mim. Que veja o mundo como eu. Com um amor triste - é certo - mas com muita esperança. Que saiba realçar o que de melhor há por aqui e o pior de tudo. Que veja a beleza como o agradável que é e não como uma futilidade. Que veja a educação como um bem essencial para a sobrevivência da espécie e não como falsidade. Talvez eu queira muita coisa, talvez eu me preocupe demasiado, talvez eu não consiga nunca ser perfeita realmente, mas isto são os meus ideais que espero um dia transformá-los nas minhas conquistas - com todo o meu amor e coração. E hoje, ao contrário de tantas centenas de textos que já escrevi e não os demonstrei ao céu, abro-me e aqui está - embrulhado em mágoa e confiança.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
linhas paralelas.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
da autoria de Tiago Rebelo.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
chegada?
sábado, 5 de novembro de 2011
Artigo de opinião
"Na semana passada li um artigo sobre uma tendência que começa agora a ganhar relevo na sociedade portuguesa – o LAT, ou seja, Living Apart Together. Parece que os casais, quer tenham contraído o belo do matrimónio ou sejam apenas namorados, preferem morar em casas separadas. Amam-se, adoram-se, mas cada um tem o seu apartamento.Tenho a dizer que concordo! Há dias em que o membro feminino do casal vai querer vestir um pijama XXL de ursinhos, fazer uma máscara facial verde com as tradicionais rodelas de pepino nos olhos, comer chocolates e ver filmes lamechas. E também há alturas em que o macho quer beber minis enquanto vê jogos de futebol com os broncos dos amigos…e algumas madrugadas em quererá ver porno. Sim, sei que devemos aceitar o outro com todas as suas qualidades e defeitos. Sim, que o amor é cego (NOT). Sim, que ser casal é isso mesmo. A verdade é que acho que esta história de viver junto mas separado é uma grande ideia.
Obviamente, na maior parte das noites, ela vai dormir a casa dele ou ele a casa dela. A diferença é que quando cada um dos membros do casal precisar de fazer alguma coisa ridícula ou extremamente irritante não tem de ter o outro a assistir. E parece que há menos riscos de que a vida sexual se torne monótona. O que é uma grande vantagem, diga-se. As possíveis separações também são mais fáceis. Assim acabam os dramas do “sais tu/saio eu”e até mesmo o “esquece, o bonsai é meu!”. Caso a coisa corra mal cada um tem o seu cantinho, a sua independência. O grande senão desta nova forma de vida é o facto de cada um dos apaixonados ter de pagar a sua renda ou prestação da casa e em tempos de crise isto conta, ou melhor, desconta e muito.
Conclusão pessoal: Podem dizer que o LAT gera relações pouco profundas e comodistas. A minha opinião? O LAT ajuda a manter relações profundas e a torná-las mais divertidas. Acho que se mais casais adoptassem este sistema haveria menos divórcios. E melhor sexo."
Obviamente, na maior parte das noites, ela vai dormir a casa dele ou ele a casa dela. A diferença é que quando cada um dos membros do casal precisar de fazer alguma coisa ridícula ou extremamente irritante não tem de ter o outro a assistir. E parece que há menos riscos de que a vida sexual se torne monótona. O que é uma grande vantagem, diga-se. As possíveis separações também são mais fáceis. Assim acabam os dramas do “sais tu/saio eu”e até mesmo o “esquece, o bonsai é meu!”. Caso a coisa corra mal cada um tem o seu cantinho, a sua independência. O grande senão desta nova forma de vida é o facto de cada um dos apaixonados ter de pagar a sua renda ou prestação da casa e em tempos de crise isto conta, ou melhor, desconta e muito.
Conclusão pessoal: Podem dizer que o LAT gera relações pouco profundas e comodistas. A minha opinião? O LAT ajuda a manter relações profundas e a torná-las mais divertidas. Acho que se mais casais adoptassem este sistema haveria menos divórcios. E melhor sexo."
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